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terça-feira, 11 de junho de 2019

Depois das revelações de Greenwald, jornalismo tendencioso pró-elites brasileiro, exemplificado pela Globo, Record, Estadão, Veja e outros, deveria estar de luto. Por Mário Rocha


 "O jornalismo brasileiro deveria estar de luto. No mínimo, ruborizado, com vergonha de ir comprar pão na padaria. Precisou que um jornalista gringo revelasse o que há muito se desconfiava, mas que a imprensa tradicional brasileira sempre se negou a investigar, ou seja, que a Lava-Jato é uma farsa e que Sergio Moro é um farsante."

 



O jornalismo brasileiro deveria estar de luto. No mínimo, ruborizado, com vergonha de ir comprar pão na padaria. Precisou que um jornalista gringo revelasse o que há muito se desconfiava, mas que a imprensa tradicional brasileira sempre se negou a investigar, ou seja, que a Lava-Jato é uma farsa e que Sergio Moro é um farsante.
Mas não haverá autocrítica por parte dessa mídia.
A hipocrisia e a boçalidade fazem parte do modus operandi dela.
Pra não citar a desonestidade na manipulação de corações e mentes. Glenn Greenwald não revela apenas a farsa supra citada. Revela também, de modo subliminar, o provincianismo da tradicional imprensa brasileira representada pelas famiglias Marinho, Frias, Mesquita, Civita e seus sabujos empedernidos das redações dos veículos de onde saem as “notícias” e as análises dos “especialistas”.
O jornalismo praticado pelas grandes corporações da imprensa brasileira, com raras e honrosas e até heróicas exceções, é uma vergonha nacional.
.x.x.x.

domingo, 15 de março de 2015

A pouca moral que poderia ainda restar no tacho hipócrita da grande mídia e suas seis famílias caiu por terra com a divulgação de nomes de suas fileiras na lista do HSBC



Carlos Antonio Fragoso Guimarães

  Diz a sabedoria popular que quem muito grita muito esconde. Pois bem, a mesma "grande mídia" das seis poderosas famílias da área de comunicação a imperarem no Brasil, e que tanto faz para estimular mais um golpe neste país (fizeram exatamente a mesma coisa em 1954, com relação a Getúlio, e em 1964, derrubando Jango), teve sua hipocrisia posta a nu com a lista dos envolvidos no escândalo internacional do HSBC, ou SwissLeaks.

 
 Ao menos (e o número ainda pode aumentar, já que a divulgação, aqui no Brasil, primeiramente ficou nas mãos de um empregado da família Frias, da Folha e, agora, está nas mãos da Globo) 22 empresários ligados ao setor das Comunicações e suas famílias, bem como sete jornalistas conhecidos e auto-intitulados "formadores de opinião", estão envolvidos no escândalo de desvio de divisas para o exterior no caso Swissleaks, o que constitui, no mínimo, um crime a ser apurado. Mas o mais importante é que tal fato põe ainda mais sob suspeição a moral e os interesses dos grandes grupos midiáticos deste país e sua associação explícita e amoral com o golpismo. Afinal, eles não parecem estar sozinhos na tática de desviar divisas e devem apoiar que os ajuda neste mister, impreterivelmente gente de direita ou ligadas aos setores mais conservadores da sociedade. Aliás, entre os envolvidos no escândalo, constam nomes e grupos ligados ao escândalo do Trensalão Tucano-Alstom.

 Na lista dos correntistas do HSB em Genebra, Suíça, estejam ou não ainda ativas suas contas, podemos ver, entre outros, os nomes de:

* Octávio Frias de Oliveira, Luis Frias e Carlos Caldeira Filho, do grupo Folha/UOL.

* Quatro integrantes da família Saad, do grupo Bandeirantes: João Jorge Saad (o fundador do grupo, já falecido), Maria Helena Saad Barros, Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet.

* Lily de Carvalho Marinho, viuva de donos de jornais Horácio de Carvalho e das Organizações Globo, Roberto Marinho.

* Membros proprietários do Grupo Edson Queiroz, da TV Verdes Mares e Diário do Nordeste: Lenise Queiroz Rocha, Paula Frota Queiroz e Yolanda Vidal Queiroz.

* Luiz Fernando Ferreira Levy, da extinta mas até então influente "Gazeta Mercantil".

* O histriônico "Ratinho", Carlos Roberto Massa, ligado ao SBT e dono da "Rede Massa", do Paraná, que tanto dizia que Dilma Rousseff (que não aparece na lista) deveria "fugir" do país.

* Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (da rede Transamérica).

Dos jornalista envolvidos, devemos destacar o nome de Mona Dorf, braço direita do ultra-direitista Reinaldo Azevedo (que está na planilha de pagamento do grupo Camargo Correia).

Para maiores detalhes do caso, consulte os textos de Rodrigo Vianna (clique aqui) ou, se desejar de um dos empregados dos grupos envolvidos, o de Fernando Rodrigues (clique aqui).