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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Temer, o estigma da traição e a antevisão do desastre

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De um lado, 367 deputados “por Deus e pela minha família, não nesta ordem”- e mais os chefes regionais do MDB – a exigirem a paga pelo serviço sujo.
De outro, a crise econômica que nunca os governos de natureza conservadora – e na era Levy do segundo Governo Dilma – imaginaram outra forma de combater senão produzindo arrocho sobre o trabalhador ativo ou aposentado – e sobre todo o povão, pela via dos cortes nas despesas com educação, saúde e assistência social.
Entre este dois fogos, um presidente medíocre, sem legitimidade política e eternamente marcado, como caim, pelo estigma da traição.
Não é preciso ter o meio século de janela para prever o que resultará daí, como faz Janio de Freitas, hoje, na Folha, em artigo do qual transcrevo um trecho mais eu esclarecedor:
É Michel Temer quem agora opera o balcão de cargos. É a sua especialidade. Não só a comprovou no governo Dilma, como detém uma marca pessoal expressiva: o PMDB nunca foi tão fisiológico, chegando mesmo a chantagens explícitas antes de votações, quanto nos últimos cinco para seis anos sob a presidência de Michel Temer.
Nesse negócio de cargos, aliás, Temer tornou-se o primeiro responsável pela eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Como presidente do partido, tinha plenas condições de mover os comandos e demover a candidatura, sabendo de quem se tratava, inclusive pelo noticiário policial. Considerou mais conveniente a conquista do cargo por quem parecia favorito, assim aumentando a força para obtenção de outros cargos no governo e na Câmara. A cobertura a Eduardo Cunha nunca esteve abalada.
O crescimento, entre os vencedores, das opiniões pessimistas sobre Michel Temer e seu possível governo tem velocidade surpreendente. Nisso evidencia que não é constatação feita em 24 ou 48 horas. Já existia, com muitas razões para existir. E apesar da consciência de um agravamento perigoso da situação, a vontade de regressão se sobrepôs à causa do país. O PSDB, com a imediata recusa a se incorporar a um governo Temer, atesta sua convicção antecipada de desastre.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O traiçoeiro Mordomo de vampiro, Michel Temer, segundo a Globo, já montou seu QG golpista pelo impeachment

GLOBO CONFIRMA: TEMER JÁ MONTOU QG DO GOLPE

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De acordo com o jornal da família Marinho, que também sinaliza apoio ao impeachment, os quatro principais generais da tropa do vice-presidente seriam Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Romero Jucá; para Geddel, classificado como o "homem-bomba" do grupo, Temer não precisa se mover agora; "Tem que deixar as ondas baterem nas pedras para ver a espuma que fará, como as ruas vão se manifestar, como as forças no Congresso vão se aglutinar", afirmou; no entanto, o vice de Dilma Rousseff Temer já selou acordos com as principais lideranças do PSDB, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin; ontem, Dilma disse ter "total confiança" no vice, mas Temer tem se negado a oferecer lealdade e tem falado em novo governo; a seu favor, Dilma tem contado por apoio de líderes do PMDB do Rio, como Luiz Fernando Pezão, Eduardo Paes e Leonardo Picciani
6 DE DEZEMBRO DE 2015 ÀS 12:04
Brasil 247 - Reportagem de capa do jornal O Globo deste domingo, 6, confirma que o vice-presidente Michel Temer já montou sua equipe para trabalhar em prol da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. 

O QG do golpe é formado pelo presidente da Fundação Ulysses Guimarães e ex-ministro de Dilma, Moreira Franco; pelo recém saído da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, pelo senador Romero Jucá (RR) e pelo ex-ministro de Integração Nacional do governo Lula Gedel Vieira Lima (BA). 

Perguntado se Temer vai segurar o grupo para não trabalhar pelo impeachment, Geddel disse que Temer não tem como segurar o movimento em torno dele. "Temer não precisa se mover agora. Tem que deixar as ondas baterem nas pedras para ver a espuma que fará, como as ruas vão se manifestar, como as forças no Congresso vão se aglutinar", afirmou.

Já Eliseu Padilha, expert em planilha e controle de votos desde a Constituinte, começa a trabalhar a partir de amanhã no gabinete da presidência do PMDB, que fica na Câmara dos Deputados.

Outro membro atuante do grupo do vice-presidente é o ex-governador e ex-ministro Moreira Franco, autor do documento intitulado "Ponte para o Futuro", o plano de governo de uma eventual gestão Temer. "O impeachment está posto e certamente será uma grande contribuição para que possamos recuperar 2015, um ano que se perdeu na queda de braço entre a presidente Dilma e Eduardo Cunha, e de retomarmos o esforço de criar condições para que possamos sair da maior crise econômica da História", afirmou Moreira.

Apesar das articulações golpistas autorizadas pelo vice-presidente, a presidente Dilma Rousseff também se articula para aglutinar forças políticas suficientes para arquivar o processo de impeachment. Para isso conta com uma ala importante do PMDB, a do Rio de Janeiro, que tem o maior número de membros da bancada do partido na Câmara (leia mais). 

Leia aqui a reportagem do Globo.