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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PF viola universidades públicas. Por Esmael Morais


Do Blog do Esmael:



Primeiro foi a UFPR; depois a UFSC, que terminou em tragédia; agora a UFMG. Qual será a próxima instituição a ser atacada? A Polícia Federal está violando as universidades públicas brasileiras a pretexto de combater a corrupção.
modus operandi dos gendarmes federais nesta quarta-feira (6) foi o mesmo que vitimizou o reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, em setembro último.
A PF cumpriu hoje oito mandados de condução coercitiva e 11 mandados de busca e apreensão numa operação contra suposto desvio de recursos da construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça e executado pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Entre os alvos de condução coercitiva estão o reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, a vice-reitora, Sandra Regina Almeida, além do ex-reitor Clélio Campolina e da ex-vice-reitora Heloisa Starling, coordenadora do projeto ligado ao Memorial.
“A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento”, criticou o jornalista Luís Nassif para quem “esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato. Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque”.
Coincidência ou não, o movimento da PF é sincronizadíssimo com a demissão de 1,2 mil professores na universidade privada Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, que pretende recontratar o mesmo número de profissionais pela nova legislação trabalhista, qual seja, não mais pela CLT, com valores de salários mais baixos.
Pode não ser nada, mas recentemente a mídia voltou a bombardear o ensino público nas universidades federais e estaduais brasileiras sob a alegação de que se economizaria aproximadamente R$ 13 bilhões ao ano. Aos olhos neoliberais, o modelo de contratação da Estácio de Sá, precarizado, seria uma boa para as seculares universidades públicas.
“Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior”, defendeu o Estadão em novembro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Propaganda esconde defeitos da reforma do ensino médio, alerta Callegari


MEC usa comercial do “novo ensino médio” para mascarar lacunas da mudança imposta por Medida Provisória

Jornal GGN – Uma nova propaganda do Ministério da Educação, veiculada em canais de rádio e televisão, apresenta a reforma do ensino médio como uma proposta aprovada pelos jovens secundaristas, quando conhecem as mudanças e, ainda, por 72% dos brasileiros, segundo pesquisa do IBOPE, encomendada pelo governo.
O levantamento foi feito em resposta às críticas feitas à Medida Provisória 746, que impõe as alterações, como admitiu o próprio MEC, em nota divulgada pela assessoria de imprensa. O IBOPE entrevistou 1200 brasileiros em todo o território nacional, entre 30 de outubro e 6 de novembro. 
A pergunta feita aos participantes da amostragem foi: “O senhor é a favor ou contra a reformulação do ensino médio que, em linhas gerais, propõe ampliação do número de escolas de ensino médio em tempo integral, permite que o aluno escolha entre o ensino regular e o profissionalizante, define as matérias que são obrigatórias, entre outras ações?".  
A formulação desta pergunta esconde uma discussão muito mais complexa e que preocupa especialistas que atuam diretamente na discussão de políticas públicas para o setor, um deles é o professor Cesar Callegari, Diretor da Faculdade Sesi de Educação, e membro do Conselho Nacional de Educação. 
A primeira questão levantada pelo sociólogo, que também é Presidente da Comissão de Elaboração da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e Relator da Comissão de Formação de Professores, dentro do Conselho Nacional de Educação, é que pontos considerados até que positivos na reforma, como a flexibilização do currículo, não precisariam de uma Medida Provisória e nem de alguma lei para serem implantadas, pois a legislação vigente já permitiria. 
O governo argumenta, entretanto, que a legislação foi feita por MP para induzir as mudanças nos sistemas de ensino estaduais. “A única coisa, talvez, que precisaria de Medida Provisória, para dar base a recursos orçamentários, é a questão do tempo integral. A Medida Provisória poderia ser só isso, como vários governos nos últimos anos já se utilizaram, para dar suporte a programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa”, pontua Callegari.
Acompanhe a seguir, como o educador avalia os principais pontos da MP:
Ensino profissionalizante 
Com a MP, a partir da última metade do ensino médio o estudante vai poder escolher se aprofundar entre quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, ou ainda, optar por fazer ensino técnico profissionalizante.
“Eu defendo uma aproximação da escola com o mundo do trabalho, não digo do mercado. Mas é fantasioso imaginar que todas as escolas de ensino médio no Brasil serão também escolas de formação profissional. O que essas escolas podem fazer é uma articulação curricular com instituições públicas, ou não públicas, que atuam na atividade de educação profissional. Quem entende a questão da educação profissional, sabe que uma improvisação, feita de qualquer maneira dentro de uma escola pública do ensino médio, não dará certo, lembrando que boa parte delas nem se sustentam hoje sobre suas próprias pernas, diante da enorme carência de recursos, sejam humanos, técnicos ou financeirosl”.  
Escola em tempo integral
“A grande questão que sempre está posta é que a educação em tempo integral seja feita com uma educação de boa qualidade, que tenha significado para os estudantes, que as escolas não sejam transformadas em uma espécie de colégio interno. Toda a educação de má qualidade favorece a evasão e, portanto, se a educação em tempo integral for de boa qualidade, vai favorecer a fixação do aluno”. 
Ensino noturno
“A MP não traz nada a respeito do ensino noturno, que é mais precário do que o ensino diurno hoje. Ele não deveria existir, mas é necessário porque em muitas redes não há vaga para todo mundo durante o dia, não é só porque o aluno trabalha. É evidente que, ao tratar apenas do tempo integral, a MP está deixando de lado o ensino noturno que continuará sendo uma espécie de patinho feio da educação média brasileira [em termos de qualidade]”. 
Flexibilização do currículo
No modelo atual, se o estudante quiser cursar formação técnica de nível médio, precisa cursar 2400 horas do ensino médio regular, e mais 1200 do técnico. O governo alterar essa proposta e, a partir da metade do ensino médio, o estudante poderá optar por um curso profissionalizante. 
“A flexibilização, de maneira geral, é positiva, mas não precisaria de uma Medida Provisória. Já existem leis que permitem que os sistemas de ensino possam organizar currículos de maneira inovadora e flexível. O que é gravíssimo é reduzir [o programa curricular que será aplicado aos alunos] às quatro paredes de um microfundio de 1200 horas. Na prática, os direitos de aprendizagem do aluno brasileiro médio estão reduzidos àquilo que couber nas 1200 horas, portanto metade do tempo do Ensino Médio [2400]. O que considero como um erro gravíssimo que nós vamos precisar corrigir. Se isso não for mudado pelo Congresso, vamos ter de fato um problema de amesquinhamento dos direitos de aprendizagem dos jovens. Estamos [governo] fazendo essa redução, talvez, para atender às necessidades dos secretários estaduais de educação, que estão às voltas com às muitas dificuldades financeiras de não poder atender em número de professores, laboratórios, com muitas escolas caindo aos pedaços”. 
Definição de currículo por MP
“Quem deve definir currículo é o Conselho Nacional de Educação, e conselhos nacionais, articulados com os sistemas educacionais, com secretários de educação. Acho que não é adequado que a organização curricular seja fixada por lei, engessa e tira a autonomia do sistema de ensino, e o que nós precisamos ter, a exemplo da Base Nacional Curricular Comum, é um conjunto de referências e outras coisas mais gerais que precisam existir, como é o caso da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que dispõe sobre o conjunto da educação brasileira, mas não de maneira curricular”. 
Base Nacional Curricular 
“O governo está cometendo uma confusão muito grande no texto da Medida Provisória, entendendo Base Nacional Curricular Comum [BNCC] com o currículo. Uma coisa difere da outra. O currículo leva em consideração tempo, professor, estratégia de localização, tipo de material didático, perfil do aluno. É uma arquitetura e engenharia que você formula em uma certa escola para dar consecução a um certo projeto educacional. Agora, Base Nacional Curricular Comum é um conjunto de referências no que diz respeito aos direitos de aprendizagem, que é fixado numa norma nacional e tem que ser levada em consideração pelas escolas, redes e sistemas de ensino. Não é ela que estabelece o currículo a ponto de dizer: olha, no ano 1, será ensinada tal matéria, da página dois etc. Ela não é prescritiva nesses detalhes, é apenas um conjunto de referências muito importantes. E o próprio governo está fazendo essa confusão ao estabelecer essa métrica taylorista”. 
Matérias optativas
Logo quando lançou a MP, o governo estabeleceu que as matérias artes, educação física sociologia e filosofia passariam a ser optativas. Pouco tempo depois, ainda em setembro, o governo voltou atrás, afirmando que o conselho que discute a BNCC é que irá decidir. Callegari é o autor da Lei nº 11.684/2008, que tornou filosofia e sociologia disciplinas obrigatórias no ensino médio.
“Naquela época [quando a lei foi aprovada] as pessoas que tinham visão mais à direita no Brasil chegaram a dizer que com isso nós íamos ‘colocar muita minhoca na cabeça dos estudantes do ensino médio’ e que isso era coisa de esquerdista. Filosofia e sociologia admitem inúmeras abordagens, mas são, antes de mais nada, um avanço no sentido de uma educação mais humanista e democrática. Essas matérias sempre foram vistas como um risco para a ideologia mais à direita no Brasil, portanto elas têm sido – e já foram no passado – vítimas preferenciais desses movimentos. Além disso, o problema da educação no Brasil não está no número de disciplinas, mas na falta de articulação entre elas, por exemplo, matemática não dialoga com física ou química, e assim por diante”. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O USO POLÍTICO DA LAVA JATO


Para assistir e refletir...

Links
LAVA JATO CAUSA PREJUÍZOS À ECONOMIA BRASILEIRA
https://www.youtube.com/watch?v=9UKRS...

Gilmar Mendes suspende investigação sobre Aécio Neves um dia após autorizá-la
https://www.youtube.com/watch?v=iE9au...

NÃO TEMOS PROVAS MAS TEMOS CONVICÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=QvIVI...

JOSÉ SERRA RECEBE R$ 23 MILHÕES DA ODEBRECHT
https://www.youtube.com/watch?v=EVX0R...

AÉCIO NEVES RECEBIA MENSALÃO DE 120 MIL DÓLARES
https://www.youtube.com/watch?v=dhXCp...

Lista de pagamentos da Odebrecht para mais de 200 políticos
https://www.youtube.com/watch?v=7EFzs...

Moro, MPF e mídia abafam a lista da ODEBRECHT
https://www.youtube.com/watch?v=1nVrg...

SENADO CASSA DILMA ROUSSEFF POR 61 VOTOS A 20
https://www.youtube.com/watch?v=gvKF6...

O COMANDANTE MÁXIMO DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=UPLEW...

http://www1.folha.uol.com.br/poder/20...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_d...

QUEREM ENTERRAR A LAVA JATO
https://www.youtube.com/watch?v=8HDss...

O BRASIL REFÉM DO PSDB
https://www.youtube.com/watch?v=UjAQu...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Luis Nassif discute o macarthismo como álibi para o lobby e o encobrimento de interesses e ações escusas...

"Já tinha anotado isso na série que escrevi sobre a revista Veja, anos atrás (https://sites.google.com/site/luisnassif02/). Cria-se primeiro o macarthismo. Depois, esconde-se atrás deles todas as jogadas. Basta revestir uma jogada comercial de anti-PT - como foi a parceria de Veja com Daniel Dantas - para justificar politicamente uma nítida jogada de apoio comprado. Basta reverberar o discurso anti-PT, como o faz Gilmar Mendes, para todas suas arbitrariedades jurídicas e comerciais serem ignoradas." - Luis Nassif


O macarthismo como álibi para o lobby


Texto de Luis Nassif, extraído do Jornal GGN


Já tinha anotado isso na série que escrevi sobre a revista Veja, anos atrás (https://sites.google.com/site/luisnassif02/). Cria-se primeiro o macarthismo. Depois, esconde-se atrás deles todas as jogadas. Basta revestir uma jogada comercial de anti-PT - como foi a parceria de Veja com Daniel Dantas - para justificar politicamente uma nítida jogada de apoio comprado. Basta reverberar o discurso anti-PT, como o faz Gilmar Mendes, para todas suas arbitrariedades jurídicas e comerciais serem ignoradas.
Mais que a Folha, o Estadão - que não é de jogadas - tornou-se  prisioneiro desse maniqueísmo fazendo o jogo mais primário de lobby do grupo de operadores que joga no mercado de taxas.
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Antes da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), tentou de todas as formas caracterizar as pressões pela redução da Selic como manobra do PT. Isso em um dia em que até o Prêmio Nobel de Economia, Jospeh Stiglitz, criticou a rigidez do BC. Recorreu à velha chantagem sobre o presidente do BC Alexandre Tombini, de que qualquer vacilo na definição da Selic seria tratado como rendição ao PT.
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Na véspera da reunião do Copom, quando Tombini acenou que a alta de juros poderia não se concretizar - invocando as projeções do FMI - o jornal escancarou suas páginas para que o mercado saísse batendo em Tombini. Inclusive com a velha jogada do hiperdimensionamento do episódio. O jornal supostamente entrevistou dois supostos ex-diretores do BC que supostamente teriam afirmado que nunca, jamais houve supostamente uma declaração tão inoportuna de dirigente do BC.
Enfim, no dia da reunião do Copom, Tombini foi reduzido a pó.
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Consumada a decisão de não aumentar os juros, o mercado - como se diz no jargão - "realizou o prejuízo", isto é, tratou de lamber as feridas e pensar no futuro. Pior que Tombini é o BC sem Tombini.
Na edição de hoje, essa obra prima da tergiversação, da parte do grupo da renda fixa, usando o jornal como cavalo de umbanda:
Uma das manchetes principais diz: "Manutenção do juros fortalece Tombini, diz o mercado". E o lide é um primor: "A decisão do Copom de manter a taxa de juros em 14,25% ao ano, enquanto o mercado esperava elevação, afetou a credibilidade do Banco Central, mas não enfraquece o presidente Alexandre Tombini, segundo analistas consultados pela Broadcast".
Entenderam? A força do BC – e do seu presidente – reside na sua credibilidade, já que seu poder é medido pela facilidade com que induz o mercado a caminhar na direção pretendida. Como pode a credibilidade do BC ter sido afetada e seu presidente se fortalecer?A explicação é um clássico do nonsense: "Ele está politicamente forte, já que a mudança de posição atende a uma pressão do governo". Como assim? O sinal de que uma pessoa está politicamente forte é sua capacidade de resistir às pressões. Se o suposto mercado acredita que Tombini cedeu às supostas  pressões, por definição ele está politicamente fraco.
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Não ficou nisso.
Pela undécima vez o jornal  espalha terrorismo sobre o câmbio com uma manchete incorreta: "O dólar atinge o maior valor desde o Plano Real". Mais uma vez trata valor nominal como valor real. É a mesma coisa que afirmar que a assinatura do Estadão atingiu o maior valor desde o Plano Real.
Qual a intenção desse jogo? Quem está conduzindo a redação é uma jornalista de economia de larga experiência. O jornal conta com três belos (e honestos) colunistas de economia: Celso Ming, José Paulo Kpuffer e Fernando Dantas.
Mesmo supondo que quem redigiu a manchete não domine a economia, ainda assim há o precedente de poucos meses atrás, em que o próprio jornal admitiu como incorreta a comparação de valores nominais do câmbio.
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Na quadra atual das redes sociais, das profundas transformações da mídia, o único trunfo de que dispõem os jornalões é a seriedade e o discernimento. Quando a militância ideológica afeta até a objetividade da cobertura, para quê comprar? Melhor seguir o perfil de Revoltados On Line no Facebook.