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domingo, 31 de março de 2019

SP recebe “I Caminhada do Silêncio” pelas vítimas da Ditadura militar no domingo (31)



Atividade chama atenção para crimes como tortura, atentados sexuais, assassinatos e desaparecimentos forçados cometidos por agentes do Estado
 Do GGN:
A truculência, a crueldade e a ilegalidade são marcas dos atos de repressão a civis
praticados no Brasil por agentes de Estado, ontem e hoje. Sob a chancela da segurança
nacional ou pública, são cometidos crimes de tortura, atentados sexuais, assassinatos e
desaparecimentos forçados. A reparação a sobreviventes e familiares das vítimas passa
pelo reconhecimento das graves violências, com base em medidas de preservação da
memória e revelação da verdade.
No intuito de contribuir para esse objetivo e de dar visibilidade à questão, será
realizada no próximo domingo, 31 de março, a I Caminhada do Silêncio. A atividade
acontece a partir das 16h, no Parque Ibirapuera, em São Paulo/SP.
O ato consiste em uma caminhada silenciosa que parte da Praça da Paz – localizada no
centro do Parque Ibirapuera – rumo ao Monumento em Homenagem aos Mortos e
Desaparecidos Políticos, situado na calçada, ao lado do parque.
A concentração para a caminhada terá início às 16h, na Praça da Paz. Às 16:30 haverá
um show de acolhimento, com Renato Braz e convidados(as): Bré Rosário, Paulo
Grassman, Jean Garfunkel, Lela Simões, Karine Telles, Mário Gil, Roberto Leão, Breno
Ruiz, Vicente Barreto, Fabiana Cozza e Eduardo Gudin.
Às 18h30, o grupo dará início à caminhada, que terá um percurso de 1,2 km.
O público foi convidado a levar fotos de vítimas de violência estatal e flores, que
deverão ser depositadas no gramado junto ao Monumento pelos Mortos e
Desaparecidos Políticos. O Monumento foi produzido em 2014 pelo arquiteto e artista
plástico Ricardo Ohtake, e sua estrutura carrega os nomes de 436 mortos e
desaparecidos políticos de todo o país.
O encerramento, em frente ao Monumento, está previsto para as 19:30 com Renato
Braz e Fabiana Cozza.
O ato é uma iniciativa da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos,
instituída pela Lei 9.140/95. em conjunto com a Procuradoria Federal dos Direitos do
Cidadão (PFDC/MPF). A organização com o apoio do Departamento de Educação em
Direitos Humanos e Direito à Memória, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos
da Prefeitura de São Paulo, bem como das seguintes entidades: Instituto Vladimir
Herzog, Núcleo Memória, Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP), Memorial da
Resistência de São Paulo, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB-SP), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Intercâmbio,
Informações, Estudos e Pesquisa (IIEP) e Diretório Central dos Estudantes (DCE) da
Universidade de São Paulo (USP).
Serviço:
I Caminhada do Silêncio
Data: 31/3/2019
Horário: 16h
Local: Parque do Ibirapuera. São Paulo (SP)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Bob Fernandes discute sobre o delírio reacionário e impositivo do professor da USP e o fascismo do deputado saudosista da ditadura



      O professor fascista que bateu continência para a Ditadura e quis usar de sua posição para impor os valores retrógrados dele e o deputado troglodita que foi calado na tribuna do Congresso pelo mesmo motivo são objetos de análise de Bob Fernandes no video abaixo. O texto do comentário segue o video.





O cotidiano da política pode esperar. O tema ainda é o golpe de Estado e a ditadura imposta há 50 anos.

Cena 1. Terça-feira. Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco, São Paulo. A pretexto de dar aula, o professor Eduardo Lobo Gualazzi, decide ler sua "Continência a 1964".

No texto, o professor lembra ter apoiado o golpe aos 17 anos. Diz ele que em nome do "Aristocratismo, burguesismo, direitismo, capitalismo, música erudita...", e por ai afora.

Lobo cita o "holocausto vermelho" e a "peste rubra que assola o país". É direito dele delirar. E isso no mesmo dia em que a S. Francisco descerrava uma placa ensinando:

-Ditadura nunca mais, Estado de Direito sempre.

Anunciada pelo professor, segundo alunos, a provocação teve reação. Que obedeceu à terceira Lei de Newton; a toda ação há sempre reação oposta e de igual intensidade. 

Alunos encenaram um auto de tortura à entrada da sala de aula. Em seguida, invadiram a incontinência de Lobo Gualazzi. Discute-se quem teria mais ou menos razão.

Talvez seja mais importante perguntar: como um professor de Direito ainda defende um golpe de Estado e ditadura? 

Cena 2. Sala de aula, nesta quarta, São Paulo. A faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas promove um debate. Com 3 ex-ministros da justiça, professores e alunos.

Uma emocionante aula de história. Com testemunhos do que foi a tortura como prática de Estado. Nem o mais alienado dos alunos deixou de prestar atenção.

Em Brasília, outras duas cenas. A pedido da Comissão da Verdade, as Forças Armadas anunciam: vão investigar suas instalações onde se deram torturas e mortes. A conferir.

Outra cena: o deputado Bolsonaro (PP-RJ)não consegue dizer o que queria. Diria o de sempre, em defesa da ditadura e da tortura. Não disse por que o Congresso lhe deu as costas.

Entende-se a recusa. Mas, se ele falasse, da mesma tribuna se poderia dizer a esse personagem o que ele realmente é. O que ele significa e encarna.

Em 1987 a revista Veja relatou: Bolsonaro planejava explodir bombas na Vila Militar e na Academia de Agulhas Negras...E isso para obter melhores salários. 

A valer o ideário de Bolsonaro, esse seria um ato terrorista, a ser punido até com tortura e morte. Como já se vivia uma democracia, Bolsonaro foi à justiça, escapou de punição maior.

Na democracia, Bolsonaro pode hoje desfiar seu bestialógico, repetir tese que carece de inteligência básica.

Segundo tal tese, golpe e a ditadura se fizeram para, supostamente... impedir um golpe e uma ditadura. Por 21 anos, infantilização da sociedade, tortura e morte. 

Ditadura em nome de muitos interesses. Inclusive dos medos e delírios de gente como o professor Lobo. E para o prazer de trogloditas e oportunistas como Bolsonaro.