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sábado, 28 de dezembro de 2019

Lojistas de shopping contestam propaladas (ou manipuladas informações sobre) altas de vendas do Natal da Globo pró-governo (para enganar o povo)



Esta não foi bem a realidade dos pequenos varejistas de shoppings, que entendem esse número inflado como uma ‘manipulação com alguma segunda intenção’

Do GGN:

Lojistas de shopping contestam propaladas altas de vendas do Natal


Foto Correio Braziliense
Jornal GGN – A Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) não ficou nada satisfeita com a comemoração da Alshop, que reúne lojistas de shoppings. Com adesão dos globais e grande imprensa a Alshop afirmou que o comércio natalino no varejo de shoppings subiu 9,5%, com crescimento anual de vendas superior a 7,5%. As informações são da coluna Painel, da Folha.
Esta não foi bem a realidade dos pequenos varejistas de shoppings, que entendem esse número inflado como uma ‘manipulação com alguma segunda intenção’, conforme declaração de Tito Bessa Jr, presidente da Ablos e fundador da TNG.
Bessa planeja processar a Alshop e questionar a fonte de informação divulgada sobre o crescimento das vendas de Natal.
O presidente da Ablos aponta que, segundo pesquisa interna da associação, 70% das lojas tiveram desempenho pior ou igual a 2018 e 30% disseram que melhorou pouco. E esse pouco é em torno de 2% ou 1,5%, jamais 9,5%. O aumento pode ter sido pontual, entende Bessa Jr., ‘mas falar que o varejo cresceu 9,5% é uma mentira’, completa.
Outros lojistas confirmam os números apontados por Bessa Jr., como Ângelo Campos, da MOB, que afirma que vários lojistas apontaram quedas nas vendas, ou Fernando Kherlakian, da Khelf, que diz ter tido uma queda de 2% e ‘eles estão falando que o mercado em geral cresceu 9%’, disse e completa, ‘Não é real isso’.
O fundador da SideWalk, Tinho Azambuja, também não está satisfeito com esses números inflados e diz que logo no começo do ano enviará notificação extrajudicial pedindo explicações. ‘Eu quero saber de onde veio esse número totalmente irreal’, diz ele.
A Ablos foi fundada justamente para atender lojistas insatisfeitos com a representatividade no setor, com mais de 90 marcas satélites, aquelas lojas menores com até 180 metros quadrados.
A Alshop respondeu à coluna que a pesquisa é por amostragem, para chegar aos números divulgados pela grande imprensa. “A entidade esclarece que o crescimento declarado de 7,5% é nominal, correspondendo a um crescimento real de 3,6%, descontada a inflação de 2019. As principais entidades de representação do comércio apresentam dados que corroboram nossa estatística”, diz a nota.
O GGN já vinha alertando sobre esta capacidade de selecionar indicadores para enfeitar o desempenho pífio da economia. A Alshop, bem como a grande mídia, estão replicando um modelo muito em voga atualmente. Leia aqui sobre como criar expectativas positivas no Raio X do Comércio, de Luis Nassif.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Os Pilares do Fascismo, onde a verdade e a manipulação da realidade morre primeiro, especialmente por meio de Fake News, para a liberdade morrer... Vídeo do Meteoro Brasil, seguido de um resumo dos dez pilares do fascismo, segundo Jason Stanley



Do Canal Meteoro Brasil:



   "O livro 1984, de George Orwell, é uma distopia que a humanidade evoca de quando em quando. Estão ali várias características dos regimes totalitários, todas potencializadas pela tecnologia. Hoje, nos concentramos nessa obra e também em "How Fascism Works: The Politics of Us and Them", do filósofo Jason Stanley, na (eterna) tentativa de entender o Brasil."

    Os  Dez Pilares do Fascismo e do Neofascismo, a partir do que expõe Jason Stanley em seu trabalho acima citado, são os seguintes:

    1 - Manipulação da verdade, com uso massivo de Fake News e notícias filtradas, para deturpar ou combater a realidade.

   2 - Mitificação ou imposição de um passado irreal, mas idealizado, por mais falso que seja, tipo "Ditadura militar como Idade de Ouro".

  3 - Propaganda massiva para a inversão da notícia e imposição de uma forma de comportamento: não pense, só assista e acredite no que outros pensaram para você acreditar.

    4  -  Anti-Intelectualismo: professores, intelectuais, escritores e estudantes são apresentados como doutrinadores subversivos e mesmo ignorantes, enquanto que falsos "sábios" (incluindo mesmo ex-astrólogos que sequer completaram o segundo grau), cheio de teorias conspiratórias e palavras de baixo calão são vistos como detentores da verdade. Qualquer tipo de possibilidade de pensamento crítico e sua livre expressão é fortemente perseguida pelo fascista. Como dizia Hitler, "precisamos que a propaganda tenha forte apelo emocional aos menos educados". Assim, cala-se a razão e impõe-se o poder autoritário, ditatorial.

        5 - Hierarquismo autoritário, com forte apelo ao discurso militarista e da "superioridade" da elite sobre o povo. No fascismo, o grupo dominante acha-se superior e mais vailoso que todo o "resto".

    6 - Vitimização: No fascismo, os grupos das elites dominantes se dizem atacadas por "subversivos", que são sempre apresentados como "corruptos",  "bandidos". Ou seja, o grupo dominante se apresenta como vítimas dos oprimidos por eles mesmos. Por isso, apresentam um discurso de ódio e de "limpeza social".

     7 - Imposição de irracionalidade emocional, em especial por teorias da conspiração. Falsas teorias, de cunho paranóico, são impostas por fake news, como o feminismo que quer atacar os homens,  os negros que querem matar os brancos, ou os pobres que querem destruir os ricos, etc.

      8 - Imposição de uma Leia e Ordem, mas que seja do interesse da minoria elitista, contra as pretensões de igualdade e melhoria das maiorias, criminalizado as dissidências e banalização do mal contra a maioria.

    9 - Tensão sexual. A busca por denegrir ou controlar a sexualidade envolve mais do que moralismo, envolve a imposição de modelos estereotipados de masculinidade e feminilidade e, com isso, o envolvimento emocional, o que ajuda no discurso de ódio.

    10 - Falso moralismo, justificando a perseguição ao "diferente"os interesses econômicos e políticos de quem expressa este discurso .






segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

A mídia distorce os fatos e impõe visão ideológica de extrema-direita à sociedade. Por Afrânio Silva Jardim, jurista


O NECESSÁRIO PLURALISMO E A PERVERSIDADE DA MÍDIA, EM UMA SOCIEDADE INGÊNUA. A SOCIEDADE REFÉM DO PODER ECONÔMICO.



Publicado originalmente no Facebook do autor
Por Afrânio Silva Jardim
Se aprofundarmos a nossa reflexão, vamos constatar algo bastante perverso e preocupante em nossa atual sociedade.
A grande imprensa, além de (de)formar a opinião pública, depois passa a dar publicidade daquilo que lhe interessa, dizendo falsamente, por vezes, qual seria a opinião pública, criando um verdadeiro círculo vicioso. Desta forma, sem qualquer pesquisa séria, esta mídia nos diz “como pensamos”, segundo seu desejo.
Em outras palavras, a mídia nos diz como devemos pensar e depois nos diz, cinicamente, como pensamos (ou melhor, como ela quer nos fazer acreditar de como pensamos).
Vale dizer, se não “pegar” em um primeiro momento, vai “pegar” no segundo. Ficamos acreditando que este é o pensamento prevalente. Como diz o povo, “está tudo dominado”.
Desta forma, ficam acuados os poderes da república, inclusive o Poder Judiciário.
Através desta ardilosa estratégia, a população acaba absorvendo a ideologia dos grandes grupos econômicos, que se fazem presentes na grande imprensa e “sequestraram” a nossa frágil democracia.
Consciência crítica não interessa a quem tem o poder social. Eles precisam de consciências ingênuas que acreditam em tudo o que veem na perniciosa “telinha da televisão”.
Por isso, alguns trabalhadores foram favoráveis às reformas trabalhista e agora são a favor da previdência social, sem notar o quanto vão perder em termos de bem estar social.
Trata-se do conhecido fenômeno de o dominado assimilar a ideologia do dominante.
Para distrair o povo e lhe tirar a consciência de sua triste realidade, a televisão privilegia a ficção, através de infindável série de novelas, todas trazendo “valores” que fazem as pessoas cultuar atores e “famosos”. Os pobres não sabem porque são pobres, apenas querem ficar ricos …
Uma primeira constatação pode ser explicitada: ou se faz alguma coisa, pelo menos, a médio prazo, ou vamos ter uma sociedade de idiotas, por várias gerações ainda. Os novos adultos estão sendo infantilizados.
Entretanto, vale a pena retomar estas questões e melhor explicar este poder perverso da grande imprensa.
Na sociedade moderna, o poder da chamada “grande imprensa” é quase ilimitado. Ela “pauta” a atividade dos poderes constituídos do Estado.
Se bem observarmos, vamos constatar o seguinte círculo vicioso perverso:
1) A mídia procura (de)formar a opinião pública, segundo os interesses econômicos e ideológicos das empresas que a sustentam. Ela mesmo é formada por grupos econômicos.
2) Ato seguinte, qualquer que seja o verdadeiro resultado de sua atividade reiterada, ela faz propaganda daquilo que lhe interessa ser a opinião pública, tenha ou não alcançado a sua finalidade inicial.
Assim, a mídia “determina”, o que a “sociedade quer ou pensa”, seja verdade ou não. Sem qualquer pesquisa técnica.
3) A partir daí, a grande imprensa passa a fazer propaganda do que é “desejado” pela população, criando constrangimentos para os três poderes da república. Vale dizer, ela divulga a qual seria a opinião pública, segundo lhe interessa, sendo verdade ou não. Assim, esta falsa opinião pública passa a ser verdade …
Só há democracia real com pluralismos, em todas as áreas de nossa sociedade, inclusiva nas Forças Armadas. Sem o indispensável pluralismo, somos todos “reféns”.
Gerações inteiras estão sendo “manipuladas” pelo poder econômico. Estou me referindo à democracia política, pois democracias econômica e social têm outros pressupostos.
Desta forma, financiando as campanhas eleitorais (o que era permitido) e, por conseguinte, refletindo os seus interesses no Poder Legislativo e no Poder Executivo, o grande capital, nacional e estrangeiro, penetra nos “intestinos” do Estado brasileiro e orienta ou determina as suas políticas públicas. Assim, os governos liberais são a expressão política da classe econômica dominante.
Por outro lado, o poder econômico, retratado pelos grandes meios de comunicação de massa, conforme acima explicitado, influencia na formação da opinião pública e, indiretamente, acaba por acuar ou constranger grande parte do nosso Poder Judiciário.
Mesmo aqueles poucos magistrados que, ideologicamente, não são favoráveis a este modelo de sociedade liberal, acabam tendo muitas dificuldades para decidir de forma contra majoritária. Por vezes, sofrem constantes e descabidas críticas da grande mídia e da “população despreparadas e raivosa”, havendo casos de hostilidades contundentes até contra seus familiares.
Por tudo isso, entendemos que o nosso “cenário social” é bastante sombrio, pois estamos “cercados por todos os lados”. Caímos em uma perversa cilada e estamos “dominados” pelos grandes interesses econômicos nacionais e estrangeiros, que agora se utilizam da tecnologia para nos “alienar” ainda mais, mormente alienar as crianças e os adolescentes, que são “presas” fáceis dos “games” e filmes meramente comerciais.
Lamentavelmente, hoje é comum ver verdadeiros “robôs ou zumbis”, caminhando pelas ruas e shoppings, com telefones celulares nas mãos, alimentando seu novo vício e realimentando suas ansiedades.
Agora, mais do que nunca, com ajuda da grande imprensa, o poder econômico modela e formata a nossa sociedade, determinando nossos hábitos e comportamentos, nos impondo o que vamos ver, ouvir, gostar e consumir compulsivamente.
Produzir e consumir, eis o nosso “modelo de felicidade” …
Não demorará muito tempo para nos tornarmos uma sociedade de “marionetes”, de seres “idiotizados”.
O pior de tudo é que não vemos saída para este tenebroso futuro senão através de drástica ruptura com este destrutivo modelo de sociedade, através de drástica ruptura com esta estrutura econômica e política hegemônica, de forma a que possamos ter, efetivamente, uma nova cultura e um novo homem, culto e crítico, inserido em uma sociedade generosa, democrática e fraterna.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A grande mídia brasileira, como sempre, apresenta-se tendenciosa e manipulativa à favor dos dominantes e seus interesses... Editorial do Estadão usa aspas falsas de pesquisador para defender reformas contra o povo



Marcelo Medeiros diz que nunca concluiu que investimentos públicos no ensino superior privilegiam mais ricos; Estadão usou dados para defender reformas da Previdência, Tributária e mudanças estruturais na educação pública

Do Jornal GGN:



Página de editoriais do Estado de S.Paulo
Jornal GGN – Um dos principais estudiosos sobre desigualdade de distribuição de renda no Brasil, pesquisador de Princeton e colaborador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Medeiros, acusa o jornal “Estado de S.Paulo” de usar informações falsas a seu respeito.
Nesta terça-feira (28), o jornal divulgou entre seus editoriais o artigo “Cresce a desigualdade de renda” abordando dados sobre o aumento da pobreza e concentração de renda no Brasil com informações que teriam sido ditas pelo pesquisador.
Marcelo Medeiros divulgou em sua conta no Twitter que “jamais” conversou com o Estadão a respeito dos dados divulgados no editorial e muito menos defendeu as informações colocadas pelo jornal como palavras suas.
“O Estadão usa meu nome em seu editorial. Favor retuitar até chegar no @Estadao”, escreveu. “[O jornal] JAMAIS falou comigo sobre educação. Coloca o OPOSTO do que argumento. Sou CONTRÁRIO a aventuras sem fundamento sólido em educação”, pontuou. “Peço que RETIREM o editorial”, completou.

O Estadão disse que Medeiros “demonstrou em estudos recentes o quanto priorizar investimentos públicos no ensino superior privilegia os mais ricos”. Ainda segundo o jornal, o pesquisador teria apontado entre as alternativas para corrigir essa suposta distorção “a criação do ProUni do ensino básico e a distribuição de vale-escola para que estudantes pobres se matriculem em escolas privadas”.
“As universidades públicas, por sua vez, poderiam compensar a perda de recursos através de mensalidades proporcionais à renda familiar de seus estudantes e da flexibilização dos modelos de parceria e captação de recursos junto da iniciativa privada”, completa o Estado de S.Paulo.
O pesquisador afirma que nenhuma dessas informações foram defendidas por ele, rebatendo em outras postagens via Twitter:
“@Estadao, Marcelo medeiros JAMAIS “demonstrou em estudos o quanto a priorização dos investimentos públicos no ensino superior privilegia os mais ricos”. JAMAIS sugeriu “criação do ProUni do ensino básico e a distribuição de vale-escola”. JAMAIS falou com o @Estadão sobre isso”.
“Não faço a MENOR IDEIA do motivo para o @Estadao me usar para defender suas posições.. Posso apenas dizer que é uma invenção SEM QUALQUER FUNDAMENTO. Erro grave do Editorial, porque isso tudo ESTÁ ERRADO, não dou dado a propor aventuras mal fundamentadas”.

Ao longo do editorial, o Estado de S.Paulo diz que “a principal causa do aumento da desigualdade e da pobreza foi o desemprego”, usando a fala de outro pesquisador do Ibre, Daniel Duque, para dizer que “o cenário sem a reforma da Previdência é catastrófico, com o risco de uma reversão do mercado de trabalho”.
O jornal segue dizendo que, a reforma da Previdência “é uma condição necessária” mas não suficiente e que para reverter o processo de crescimento da desigualdade o país precisa ainda “rever o sistema de tributação”.
“Além desses ajustes, a redução na desigualdade de renda depende de mudanças estruturais que garantam maior igualdade de condições”, completou o Estadão abordando em seguida o tema da educação com as supostas falas de Marcelo Medeiros.




quinta-feira, 17 de maio de 2018

Papa Francisco sobre a associação espúria Mídia empresarial-Lawfare judicial: criam-se condições obscuras para golpes de Estado



" “Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores. " - Vatican News

Do Jornal GGN e Vatican News:

Foto El Pais
Jornal GGN - O Papa Francisco, em missa matutina, repudiou a intriga como método usado para dividir, na Igreja ou na vida política.
 
Seu tema de homilia foi a unidade, a verdadeira, que realmente une, e a falsa, formada por acusadores. A falsa unidade instrumentaliza o povo para o ódio, e o povo grita sem nem mesmo saber o que diz. E esses 'dirigentes' sugerem, e aí proclamam seu próprio desprezo pelo povo pois que o transforma em massa. 
 
Francisco disse mais. Falou da intriga, método em voga, onde se cria condições obscuras para condenar a pessoa, e aí se desfaz a unidade. Como exemplo, o Papa citou "a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado". Colocou que a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, "e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas". Daí então entra em cena a Justiça, "as condena e, no final, se faz um golpe de Estado". 
 
Leia a matéria a seguir.

do Vatican News
Na missa matutina, Francisco condenou a intriga como método utilizado ainda hoje para dividir, seja na Igreja, seja na vida política.
Debora Donnini - Cidade do Vaticano
Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.
Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.
Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:
Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina


O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.
Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade


“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:
Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.