Da TV 247:
Jurista também defende, em entrevista à TV 247, investigação para apurar tanto a suposta conduta irregular de Moraes no caso Banco Master quanto possível crime de imprensa. Assista
Da TV 247:
Jurista também defende, em entrevista à TV 247, investigação para apurar tanto a suposta conduta irregular de Moraes no caso Banco Master quanto possível crime de imprensa. Assista
Do UOL:
As conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tinham como tema central a aplicação da lei Magnitsky sobre o magistrado, sua esposa e os negócios da família, além do impacto da sanção sobre os bancos que prestavam algum tipo de serviço a eles. A colunista do UOL Daniela Lima traz os detalhes.
Jurista diz que Estado de exceção pode ser implementado de maneira fluida e progressiva, sem rupturas explícitas; assista
Jornal e TV GGN:
Nos últimos anos, o mundo tem testemunhado uma nova configuração do autoritarismo dentro das democracias, e a gestão de Donald Trump representa um dos exemplos mais contundentes dessa transformação.
A constatação é do jurista Pedro Serrano, que participou do programa TV GGN Justiça na última sexta-feira (14) para comentar as polêmicas da atuação do presidente norte-americano, que tomou posse em 20 de janeiro.
“Trump usou uma estratégia eficiente, inteligente e maquiavélica, quer dizer, clássica. Você faz as maldades todas de uma vez, vamos dizer assim, em um curto espaço de tempo. E isso realmente dificulta, inclusive, a crítica, porque ele promoveu muitas medidas, mas já de plano, pelo que eu estudei até agora, podemos dizer claramente que foi a manifestação, uma manifestação extremamente intensa, eu diria a mais importante na história do século XXI até agora, da nova forma de autoritarismo”, comenta o entrevistado.
Serrano, que estuda o autoritarismo há mais de duas décadas, chama a atenção para o fato de que o Estado de exceção pode ser implementado de maneira fluida e progressiva, sem a necessidade de rupturas explícitas.
Essa abordagem foi adotada em outros países, como Turquia, Hungria e Venezuela, onde regimes políticos aplicaram medidas que corroem as instituições democráticas por meio de decretos e legislações que restringem direitos fundamentais. No caso dos Estados Unidos, a novidade trazida por Trump foi a adoção desse modelo em uma escala massiva e em um curto período, impactando diretamente milhares de cidadãos.
“Tem, obviamente, bravata no meio. Essa história de ocupar Canadá, para mim, é piada. Ou seja, ele vai ocupar um país cujo rei da Inglaterra e do Reino Unido, é isso? Vai entrar em guerra com a Inglaterra? É um parceiro histórico? É óbvio que não. Na realidade, você tem um conjunto de medidas extremamente graves e sérias que implicam em uma censura grave à ciência e ao conhecimento. Isso é importante falar”, continua Serrano.
O entrevistado lembra as determinações para que as pesquisas produzidas por cientistas financiados pelo Estado deveriam passar por revisão governamental antes de serem publicadas. Além disso, houve relatos de censura em bolsas acadêmicas, como o caso de uma pesquisadora que precisou remover termos como “direitos humanos” e “justiça social” de seus estudos para garantir a continuidade de seu financiamento.
O controle se estendeu também ao setor artístico, com políticas que limitavam o financiamento estatal apenas a produções de estética clássica. Essas diretrizes reforçaram a tendência de censura e controle ideológico sobre expressões culturais e acadêmicas.
Outra marca do governo Trump foi a radicalização das políticas migratórias. A decretação de um estado de exceção na fronteira dos EUA resultou na suspensão de direitos fundamentais, permitindo ações que desconsideraram normas básicas da Constituição norte-americana. Além disso, a revogação do princípio do Jus Solis, que garantia cidadania a qualquer pessoa nascida em solo americano, foi uma das decisões mais controversas, indo contra a tradição constitucional dos EUA.
“Ele tomou uma série de medidas de exceção, outras questões do plano internacional que não foram escritas, não foram ordens executivas, que é uma expressa de decreto de lá ou medidas provisórias, semelhante ao nosso regime aqui brasileiro, não é muito semelhante, mas é próprio deles lá. Agora, ele também tomou medidas fora dessas ordens executivas, que são medidas de exceção, por exemplo, pregando o cometimento de um crime, lesa a humanidade lá em Gaza, quer dizer, retirada da população. Ou seja, você tem uma série de agressões intensas à civilização, aos direitos humanos, à democracia, à Constituição norte-americana”, continua Pedro Serrano.
Apesar das investidas do governo Trump, o Judiciário norte-americano tem se mantido como um dos principais pilares de resistência a essas mudanças. No entanto, a reação tem sido acompanhada de tentativas de intimidação e ataques ao sistema judiciário, uma prática já observada em regimes autoritários ao redor do mundo.
Em países como Turquia e Hungria, milhares de juízes foram perseguidos ou destituídos de seus cargos, enquanto em Israel houve tentativas de limitar drasticamente o poder da Suprema Corte.
O também professor ressalta que a extrema-direita global demonstra uma aversão sistemática ao Poder Judiciário, uma vez que este frequentemente atua como barreira para a implementação de medidas que violam direitos fundamentais. Nos Estados Unidos, a resistência institucional será decisiva para definir se a democracia norte-americana conseguirá preservar seus princípios ou se sucumbirá a essa nova forma de autoritarismo.
A crise constitucional nos EUA ainda está em curso, e o futuro da república dependerá das respostas das instituições e da sociedade civil diante das ameaças aos valores democráticos, até porque o autoritarismo no século XXI não tem mais a figura do ditador, mas sim a suspensão geral dos direitos da Constituição.
“Você tem a produção de medidas de exceção no interior da democracia. Essa dualidade é mais sutil, mas não menos perigosa, não menos intensa, não menos. Então é como se essas medidas de exceção que eu chamo fossem medidas ditatoriais produzidas no interior da democracia. É o que Trump fez. Só que ele fez isso de forma, no tempo, muito contraída. Então é uma situação nova que a gente vai ter que analisar. É essa nova forma de autoritarismo se apresentando de uma nova forma”, comenta Serrano.
“As pessoas estão muito preocupadas com questões econômicas, que é óbvio, taxações etc., mas não estão atentando a isso. Parece que a intenção fundamental do governo Trump é declarar uma guerra ao Estado de direito e à civilização”, conclui o entrevistado.
Assista na íntegra:
*Matéria produzida com o apoio de ferramentas de inteligência artificial.
Do Canal 247:
Pedro Serrano é jurista, advogado especialista em Direito Administrativo e Constitucional e professor da Faculdade de Direito da PUC-SP.
Jurista defende a união de movimentos sociais e um projeto político progressista que vença o "pragmatismo tóxico"
Do Jornal GGN:
A ameaça à soberania do Estado e aos direitos fundamentais da população, objetivo escancarado não só no Brasil, mas com a ascensão da extrema-direita global, também tem sido agravado pelo “pragmatismo tóxico” que domina setores da esquerda e pela falta de criatividade em propor novas utopias.
Essa é a visão do jurista Pedro Serrano, que acredita que o momento é crucial para unir a energia dos movimentos sociais a um projeto político capaz de mobilizar a crença em um futuro comum, “reconstruindo utopias”.
Para o jurista, isso envolve debater questões identitárias, combater o cancelamento autoritário e buscar um equilíbrio entre pragmatismo e idealismo. Além disso, é necessário resgatar a essência da política como um espaço de produção de ideias, e não apenas de administração de poder.
“Precisamos do valor da justiça social reconstruído. Como é que nós vamos alcançar mecanismos de proteção social nessas novas formas sociais que a gente tem? E, além disso, é preciso ouvir o que a sociedade está dizendo. Há mensagens transmitidas, até mesmo de reacionários, que precisamos entender. Não devemos reagir apenas com resistência própria”, defende Serrano.
Uma via promissora, aponta o doutor em direito pela PUC, é fortalecer a organização dos pequenos empreendedores. Com apoio e estímulos governamentais, essas iniciativas podem empoderar as comunidades, desde a agricultura familiar até pequenos comércios urbanos.
Essa solução, no entanto, não é suficiente, já que a revolução tecnológica substitui a mão de obra humana em ritmo acelerado. O desafio, nesse caso, não se trata de apenas mitigar os efeitos do desemprego, mas criar mecanismos de solidariedade social para integrar os excluídos.
“Com essa ideologia do empreendedorismo, você cria mecanismos muito perversos de trabalho, de ultraexploração. Ao mesmo tempo, surge outro fenômeno que considero extremamente importante: a exclusão. Isso acontece não só pela conjuntura, mas também pela própria estrutura das tecnologias”, avalia.
Para Pedro Serrano, enquanto a extrema-direita se organiza com uma narrativa de destruição para “reconstruir”, os progressistas precisam oferecer um projeto alternativo que inspire esperança. Caso contrário, segundo Serrano, seremos empurrados para um futuro de “necropolítica”, onde grandes contingentes de pessoas são descartados pela sociedade.
“A promessa do capitalismo e do liberalismo era que isso fosse naturalmente redistribuído na sociedade e que trabalharíamos menos, mas não foi o que aconteceu. Em vez disso, houve uma acumulação brutal de riqueza e o surgimento de um imenso contingente de pessoas cada vez mais sem função social“.
O enfrentamento progressista no campo das redes sociais, explica o jurista, é um dos caminhos possíveis para evitar o domínio da extrema-direita.
No contexto global, Serrano aponta que a “revolução tecnológica” permitiu que as big techs ousassem substituir o Estado. “Começou com elas querendo ser reguladoras do direito à livre expressão. Agora, elas não querem ter responsabilidade pelo que se fala na rede, mas exigem o poder de excluir quem quiserem.”
“Na juventude, por exemplo, um dos políticos que defendem essa postura, como Javier Milei, é hoje o mais visto na América Latina”, diz Serrano, referindo-se ao discurso ultradireitista adotado por Milei nas eleições argentinas. “Esses exemplos deixam claro que estamos diante de um desafio à soberania estatal em várias frentes.”
Outro ponto levantado por Serrano é o avanço mundial do crime organizado, que tem de ser combatido resgatando o papel do serviço público. “No Brasil, estamos cada vez mais nos ‘mexicanizando'”, referindo-se aos grandes cartéis do narcotráfico que atuam no país.
“Com grupos criminosos dominando territórios. Por isso, considero correta a proposta do governo de permitir que a União atue diretamente no combate ao crime organizado. Não é mais possível delegar essa responsabilidade exclusivamente aos Estados”.
Veja um pouco mais da entrevista abaixo:
Da TV GGN:
A TV Justiça transmitiu em 16 de agosto de 2024, às 18h, uma live especial com o jornalista Luis Nassif e o jurista Pedro Serrano para discutir as recentes alegações publicadas pela Folha de S. Paulo. A reportagem, elaborada pelos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião, acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ter utilizado seu cargo na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma irregular para investigar bolsonaristas em inquéritos das fake news e das milícias digitais. A Folha de S. Paulo sugere que Moraes teria abusado de sua autoridade ao solicitar relatórios ao TSE, órgão que na época presidia simultaneamente com o STF. Em resposta, o gabinete de Moraes afirmou que não houve irregularidades nos procedimentos adotados, ressaltando que o ministro agiu dentro da legalidade e que a colaboração da Polícia Federal estava aquém das expectativas, o que justificou a escolha do TSE para a coleta das informações necessárias. A live promete uma análise detalhada sobre quais seriam os ritos não realizados por Moraes e os impactos conjunturais que a denuncia possa gerar na esfera jurídica. Não perca a oportunidade de acompanhar essa discussão ao vivo na TV Justiça!
Do Canal de Reinaldo Azevedo:
Assista ao bate-papo espetacular que Reinaldo Azevedo e Walfrido Warde mantivemos com Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, sobre as garantias fundamentais numa democracia. Terá o STF se transformado no Supremo Tirano Federal, aniquilando cláusula pétrea da Carta e limitando a liberdade de expressão? Nos EUA, um juiz federal pode, a depender das circunstâncias, punir um jornalista por não entregar a sua fonte. Será que isso é possível no Brasil? Atingimos à quintessência da convivência entre os Poderes ou podemos avançar? Uma “reconversa” luminosa!. Essa entrevista aconteceu em 12/04/2024.
“Nunca vi um tribunal declarar uma ditadura judicial, como é o caso do Moro, porque falaram claramente que o Moro não está vinculado à Lei e à Constituição”.
Pedro Serrano, advogado de defesa de Eduardo AppioPedro Serrano na TVGGN: "Appio está sendo perseguido para não encaminhar denúncias da Lava Jato e Moro"; assista o vídeo
Pedro Serrano, advogado de defesa do juiz federal da Lava Jato, Eduardo Appio, deu uma entrevista exclusiva à TV GGN, nesta segunda-feira (29), e revelou que protocolou novo pedido no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para pedir o retorno do representado à 13ª Vara, além de uma auditagem extraordinária dos casos da Lava Jato. A nova petição tem em vista o abuso de poder admitido publicamente pelo ex-juiz Sergio Moro na semana passada.
Na última terça-feira (23), o senador Sergio Moro (União-PR) afirmou em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, que já tinha conhecimento da suposta ligação de Appio para o filho do desembargador Marcelo Malucelli, João Eduardo Malucelli, que é advogado, genro e sócio do casal Sergio e Rosângela Moro.
“Eu fiquei a par dessa ligação quando ela foi feita, à época, porque eu tenho uma ligação [com João Malucelli], nunca escondemos isso”, confessou Moro ao programa.
Para Serrano, a revelação do senador lavajatista tem elementos políticos e jurídicos muito importantes, e revela que Moro, mesmo sem fazer parte da magistratura, usa seus contatos no Poder Judiciário para influenciar o curso da Lava Jato.
Na entrevista ao jornalista Luis Nassif, Pedro Serrano também denunciou a parcialidade do TRF-4 no caso Appio. Para o jurista, Tribunal age com dois pesos e duas medidas: hoje pune severamente Appio com o afastamento, sem direito à defesa prévia, por um suposto trote sem malícia, mas no passado, o mesmo TRF-4 deu poderes de exceção a Moro quando o ex-juiz foi denunciado por infrações muito mais graves.
“[Quando a ligação para João Malucelli foi feita] Appio não estava em horário de expediente, não estava no exercício da função jurisdicional. Por um trote telefônico, afastam o sujeito sem direito de defesa?”, questiona Serrano.
O entrevistado explicou ainda que houve uma clara afronta do TRF-4 na decisão que afastou Appio, tendo em vista que o dispositivo que autorizaria a medida foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2011. “Quer dizer, além de tudo [o TRF-4] peitando o STF. Isso é grave.”
Para Serrano, o afastamento de Appio ocorreu, na verdade, porque a Lava Jato está desesperada com a possibilidade de ver seus erros e abusos expostos pelo novo juiz.
“Vamos ser objetivos: Appio não está sendo perseguido porque ligou para o filho do desembargador. É porque o pessoal tem medo do fato de ele estar recebendo as denúncias. Veja, ele [Appio] não fez nada. Ele ainda não prendeu ninguém, não fez busca e apreensão. Ele cumpriu com o dever mínimo que uma autoridade pública tem neste caso, e remeteu as denúncias [de Tacla Duran contra Moro e Dallagnol] para os órgãos de investigação“.
Pedro Serrano, advogado de defesa do juiz Eduardo Appio
Assista a entrevista na íntegra:
A defesa do juiz afastado da Lava Jato afirma que a penalidade adequada para o suposto trote de Appio seria, no máximo, uma advertência, não o seu afastamento. Tal desproporcionalidade no tratamento do caso evidencia, ainda mais, a parcialidade do TRF-4, que tratou os grampos ilegais de Moro nas conversas da então presidente Dilma Rousseff (PT) com Lula em 2016 como uma “exceção jurídica”.
Naquele ano, os advogados de defesa do Lula acionaram o TRF-4 para que o Moro fosse punido. Além do grampo em Dilma, a Lava Jato também fez escutas ilegais no escritório da defesa de Lula. A resposta do TRF-4, no entanto, foi a de que Moro teria poderes de “exceção” e que ele não estaria obrigado a obedecer a Lei e a Constituição.
“Nunca vi um tribunal declarar uma ditadura judicial, como é o caso do Moro, porque falaram claramente que o Moro não está vinculado à Lei e à Constituição”.
Pedro Serrano, advogado de defesa de Eduardo Appio
Na época, o TRF-4 arquivou, por 13 votos a um, a representação de 19 advogados contra Sérgio Moro, pela acusação de “ilegalidades ao deixar de preservar o sigilo das gravações e divulgar comunicações telefônicas de autoridades com privilégio de foro”, em referência à ex-presidente Dilma Rousseff [leia a reportagem na íntegra aqui].
Único contrário ao arquivamento do pedido, o desembargador Rogério Favreto ressaltou que a divulgação ilegal dos áudios promoveu a execraria pública dos envolvidos, aponta o partidarismo de Moro, lembrando que o juiz da Lava Jato frequentou eventos do partido de oposição à Dilma e, ainda, enviou nota de apoio a manifestações pró-impeachment.
Do DCM:
Do Canal Rede TVT:
Do Canal TV 247:

