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domingo, 30 de julho de 2023

A volta do jornalismo corporativo de esgoto golpista e a guerra de manipulação e distorção dos índices, por Luís Nassif

 

Do Jornal GGN:

Eles não temem a manipulação da estatísticas: temem o que as estatísticas podem mostrar (à favor do governo Lula).



Foi uma reestreia em grande nível da pior fase do jornalismo brasileiro: o jornalismo de esgoto, através do qual a mídia difundia as acusações mais inverossímeis visando estimular o estouro da boiada, o gado que atuava de maneira irracional nas grandes ondas de linchamento.

Lembrou as acusações de Cuba enviando dólares ao PT através de garrafas de rum, as FARCs invadindo o Brasil, a ABIN espionando o Supremo, Ministros recebendo propinas nas garagens do Palácio, e factóides em geral.

Criaram um crime impossível e atribuíram a um “inimigo”, usando o recurso do “SE”, que suporta tudo. “Se minha avó fosse roda, eu seria bicicleta”, por exemplo.

O crime impossível: a manipulação dos dados do IBGE.

Como explicou Sérgio Besserman, ex-presidente do IBGE e intelectualmente muito mais honesto que Edmar Bacha, outro ex-presidente, é impossível qualquer manipulação de dados no IBGE, devido à estrutura profissional dos funcionários do órgão.

A última manipulação ocorreu no período Delfim Netto, na primeira metade dos anos 70 – com plena aprovação do sistema Globo, que comanda o atual linchamento. Como reação, surgiram inúmeros outros índices, o do DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas), o da FGV (Fundação Getúlio Vargas), da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da Universidade de São Paulo. Além deles, todas as grandes instituições financeiras montaram seus próprios levantamentos de preços.

Depois de criar o crime impossível, criaram o suspeito do “SE”: se o futuro presidente do IBGE, Márcio Pochmann, manipular as estatísticas, ocorrerá o mesmo que ocorreu com o IBGE argentino. E “se” Pochmann não manipular as estatísticas? Aí perde-se o gancho.

O que poderia ser uma crítica técnica ao pensamento de Pochmann, tornou-se um caso de linchamento público desmoralizante para o jornalismo da Globo. Após a primeira suspeita lançada, seguiu-se um festival de ataques de jornalistas analfabetos econômicos, zurrando como sábios contra os estudos de Pochmann, sem a menor noção sobre o papel do IBGE ou sobre temas tratados por Pochmann e sobre a própria biografia de Pochmann, “acusando-o” de ter posições ideológicas. E Roberto Campos Neto? Esse tem posição técnica.

Cronista esportivo, coube a Milly Lacombe, da UOL, enxergar o rei nú: em um país em que a economia é dominada pela ideologia do mercado, as acusações a todos que não concordam com isso é serem “ideológicos”.

Em suma, um movimento que em nada ficou devendo aos movimentos do gado bolsonarista, as mesmas suposições sem base factual, o mesmo terraplanismo, a mesma intenção de fazer o gado pensar com o fígado.

Depois de um dia de ataques bárbaros, capitaneados por Miriam Leitão, restou uma única crítica válida: o anúncio do Secretário de Comunicação Paulo Pimenta, antecipando-se à Ministra do Planejamento Simone Tebet, uma grosseria, sem dúvida. E a soberba lição de civilidade de Tebet, quando cercada pelo gado setorista e indagada sobre o que achava das acusações sobre o crime impossível de Pochmann:

  • Já fui julgada muitas vezes na minha vida e não vou julgar ninguém sem conhecer os fatos.

A briga dos índices

Por trás dessa baixaria completa, está o receio da grande guerra pelos índices.

O ponto central da ideologia mercadista é vender o peixe de que todas as medidas beneficiando o mercado são “técnicas”, e não políticas.

A consolidação dessa ideologia se deu através do monopólio dos indicadores e pela exclusão de qualquer análise sistêmica sobre medidas econômicas.

Vende-se a ideia de que gastos públicos aumentam a inflação prejudicando os mais pobres. E se começarem a ser desenvolvidos trabalhos mostrando os efeitos das taxas de juros sobre o emprego e sobre a situação dos mais pobres?

Em pleno período de ataques aos aumentos do salário mínimo, o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) divulgou um estudo, com base no IBGE, mostrando que em mais de 50% das famílias, com um aposentado ou pensionista, eles eram o arrimo econômico. Ou seja, o aumento do salário mínimo beneficiou a saúde, pelo fato de ajudar a alimentar a família; a educação, permitindo às crianças entrar mais tarde no mercado de trabalho; a segurança, tornando as crianças menos suscetíveis às investidas do crime organizado.

E se o IBGE utilizasse seus levantamentos para analisar, por exemplo, as externalidades positivas dos investimentos públicos ou dos gastos sociais? Por exemplo: o dinheiro gasto em uma estrada reduziu em xis porcento as perdas com transporte e com carga, permitindo um ganho adicional de ypisilone para a economia brasileira.

Ou a visão sistêmica sobre os financiamentos do BNDES?  Hoje em dia, o mercado meramente compara os custos de financiamento do BNDES com a taxa Selic – e diz que a diferença é déficit público. E se forem incluídos nas contas as empresas criadas, os fornecedores, os empregos e o pagamento de impostos desse novo universo produtivo? Aí se poderia saber que, além de gerar empregos e investimentos produtivos, os financiamentos do BNDES ajudam na arrecadação fiscal. E seriam desmascaradas as análises rasas que sustentam muitos dos estereótipos econômicos que alimentam a mídia.

Em suma, há uma grande batalha ideológica em torno dos índices. O medo desse pessoal não é com a manipulação de índices, mas como a elaboração de novos índices, bem embasados academicamente, podendo comprometer a sua própria manipulação de conceitos. Eles não temem a manipulação da estatísticas: temem o que as estatísticas podem mostrar.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Miriam Leitão detona o sabotador bolsonarista Campos Neto no BC e diz que o Brasil hoje tem um negacionista no Banco Central

 

Taxa de juros de 13,75%, mantida pela equipe de Campos Neto, ao ano é o maior obstáculo à retomada do desenvolvimento no Brasil


Miriam Leitão e Roberto Campos Neto

Miriam Leitão e Roberto Campos Neto (Foto: Reprodução/TV Globo | José Cruz/Agência Brasil)

247 A jornalista Miriam Leitão publicou uma crítica contundente ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em sua coluna no jornal O Globo. Sob o título "Negacionismo no Banco Central", Leitão abordou a postura do Banco Central diante dos fatos econômicos e suas consequências para o mercado e a economia brasileira. A crítica central de Leitão é que o Banco Central tem adotado uma postura de negacionismo, ignorando os dados e projeções econômicas, bem como as quedas da inflação e dos juros futuros. Segundo a jornalista, essa atitude pode afetar negativamente as expectativas do mercado, que já previa uma queda significativa dos juros até o final do ano.

Miriam ressalta que a maioria absoluta do mercado esperava que o Banco Central suavizasse seu comunicado e indicasse uma queda dos juros na próxima reunião. No entanto, a instituição decepcionou essas expectativas. A jornalista destaca que diversos setores da economia, como o varejo, a indústria e os serviços, além de ex-ministros do governo Bolsonaro, expressaram sua insatisfação diretamente ao Banco Central nos últimos dias.

A jornalista também critica a aparente teimosia do Banco Central em não reconhecer os avanços econômicos, citando um exemplo em que o presidente Roberto Campos Neto teria mencionado o aumento dos juros na Austrália e no Canadá como justificativa para não considerar a deflação registrada no Brasil. Leitão argumenta que essa contradição compromete a credibilidade do Banco Central.

Leitão destaca que o Banco Central está em desacordo com sua própria estratégia ao reafirmar que trabalha com um "horizonte relevante" até 2024, enquanto em qualquer cenário apontado pela própria instituição, a meta de inflação para 2024 está dentro do intervalo estabelecido. A jornalista argumenta que as expectativas já estão ancoradas, mas agora a instituição parece adotar uma postura negacionista diante de um cenário econômico alterado.


segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Miriam Leitão elogia início do governo Lula: “muitos acertos em pouco tempo”

 

“Com todos esses acertos, o novo governo ocupou todo o espaço político. A sucessão começou antes do prazo regimental”, destacou a jornalista

www.brasil247.com - Miriam Leitão e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Miriam Leitão e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert)

247 A jornalista Miriam Leitão elogiou o governo eleito de Lula (PT) pelo início dos trabalhos da transição de governo, em coluna no jornal O Globo. “Foram muitos acertos em pouco tempo”, afirmou.

“O presidente eleito decidiu comparecer à reunião global do clima como primeiro movimento diplomático e escolheu Geraldo Alckmin, bom gestor e com cara de frente ampla, para coordenar a transição. A negociação com o relator do orçamento foi iniciada imediatamente e já se desenha uma solução para a desordem do orçamento. As conversas para a formação de uma coalizão com partidos do centro e do centrão”, listou. 

“Com todos esses acertos, o novo governo ocupou todo o espaço político. A sucessão começou antes do prazo regimental”, destacou.

Por outro lado, Miriam disse que “Bolsonaro abandonou seu governo e continua errando”. “Seu ato mais desastrado foi ser conivente, durante 72 horas, com os crimes cometidos nas estradas pelos seus seguidores. Aqueles atos foram financiados e isso precisa ser investigado. Os vitoriosos nem perderam tempo em brigar com golpistas. Enquanto seguidores de Bolsonaro protagonizavam cenas de histeria, os representantes do novo governo foram tratar das questões urgentes da administração”, escreveu.

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terça-feira, 26 de julho de 2022

"Nunca um presidente chegou tão fraco a 68 dias das eleições", diz Míriam Leitão sobre Bolsonaro

 

Jornalista vê cenário dificílimo para reeleição de Bolsonaro

www.brasil247.com - Miriam Leitão e Jair Bolsonaro

Miriam Leitão e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Marcos Corrêa/PR)

247A jornalista Míriam Leitão, em artigo publicado no jornal O Globo nesta terça-feira (26), afirma que "nunca um presidente chegou tão fraco a 68 dias das eleições, nunca houve um presidente tão sem limites no uso da máquina para se manter no poder", em referência a Jair Bolsonaro (PL).

Ela destacou os discursos de Bolsonaro e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, na convenção do PL no domingo (24). O atual ocupante do Palácio do Planalto, diz Leitão, tentou garantir o voto dos brasileiros conservadores. "Há mais conservadores no Brasil do que muitos imaginavam, mas não são o maior grupo. Foi para eles que Jair Bolsonaro quis falar na convenção. O grupo é uma boa base, mas não é suficiente para garantir a reeleição".

"Bolsonaro ainda pode crescer, e Lula pode cair um pouco, mas, na visão de um grande especialista em pesquisas de opinião, 'por mais que um caia, ainda tem muito voto, por mais que o outro suba, ainda é pouco para ganhar. Um tem piso para cair, outro tem teto para subir'. Agora é o momento decisivo para todos os candidatos. Pedras ainda se movem no tabuleiro", conclui a jornalista.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Desmatamento recorde (com incentivo bolsonarista) amplia isolamento internacional do Brasil, diz Míriam Leitão

 

Dados sobre o aumento do desmatamento no Brasil foram seguidos por uma resolução do parlamento europeu que responsabiliza Jair Bolsonaro pelo aumento da violência na Amazônia

www.brasil247.com -

(Foto: Reprodução/TV Globo | Reuters)

247Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que os alertas de desmatamento para junho tiveram o pior desempenho da série histórica, com 1120 quilômetros de área desmatada. Segundo a coluna da  jornalista Míriam Leitão, de O Globo, “o acumulado até agora do ano, que no desmatamento é calculado de agosto a julho, tem 7104 quilômetros de desmatamento”. 

Os dados são seguidos por uma resolução do parlamento europeu que “cita nominalmente" Jair Bolsonaro como responsável pelo aumento do desmatamento e da violência na Amazônia, o que aumenta ainda mais o isolamento internacional do Brasil. 

“Segundo Marcio Astrini, coordenador do Observatório do Clima, está na mesma tendência dos números do ano passado, que foi o maior desmatamento desde 2006. Com a diferença que naquele ano, há dezesseis anos, o desmatamento estava em queda e havia uma política de lutar contra o crime. O que espanta agora, diz Astrini, é que com todos os escândalos, com a morte de Dom e Bruno nada de novo acontece no governo”, destaca a jornalista. 

“E o governo Bolsonaro foi condenado ontem de forma muito dura por uma resolução do parlamento europeu, por 362 votos, e apenas 16 contra, houve 200 abstenções. A resolução cita nominalmente Bolsonaro pela violência na Amazônia", observa Míriam Leitão.

“A resolução diz que é urgente que o Brasil cumpra os compromissos do acordo de Paris e cumpra as condições para a entrada na OCDE. Ou seja, aumenta ainda mais o isolamento de Bolsonaro no mundo, ao ser condenado nominalmente pelo parlamento europeu pela sua retórica e pela sua política de estímulo à destruição”, completa.

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segunda-feira, 4 de abril de 2022

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Efeito bumerangue da Globo: Como foram plantadas as sementes do ódio que atingiram Miriam Leitão, por Luis Nassif



Todos eles sem se dar conta que estavam jogando carne fresca para a matilha de cães ferozes que estavam sendo criados no cativeiro da mídia. Agora, com as grades da jaula abertas pelo WhatsApp saem pelo mundo mordendo até  as pessoas que os alimentavam.
Do Jornal GGN:



A jornalista Miriam Leitão e seu marido Sergio Abranches são impedidos de participar de uma feira de livros em Jaraguá do Sul. Uma petição com mais de 3 mil assinaturas pediu o cancelamento da participação de ambos. “Por seu viés ideológico e posicionamento, a população jaraguaense repudia sua presença, requerendo, assim, que a mesma não se faça presente em evento tão importante em nossa cidade” (aqui).
A razão tem sido o posicionamento corajoso da jornalista contra medidas do governo Bolsonaro.
Ontem, na noite de autógrafos do meu livro, em Brasília, aparece um rapaz jovem, simpático, me agradecendo “profundamente”. Por que? Pela defesa que fiz dele no caso Wikipedia.
Em agosto de 2014, em plena campanha eleitoral, Miriam Leitão denuncia o Palácio do Planalto por ter manipulado de forma difamatória seu perfil na Wikipedia. O escândalo explode em todo o país.
Segundo descrição do jornal O Globo (aqui), as alterações na Wikipedia incluíram o seguinte trecho:
“Míriam Leitão fez a mais corajosa e apaixonada defesa de Daniel Dantas, ex-banqueiro condenado por corrupção entre outros crimes contra o patrimônio público. A forma como Míriam Leitão se envolveu na defesa de Dantas chamou a atenção de Carlos Alberto Sardenberg, seu companheiro na CBN, para quem a jornalista estava diferente naqueles dias. Para Míriam Leitão, apesar do vídeo que flagrava o suborno a um delegado da Polícia Federal, a prisão de Dantas não se justificava, posto que se tratava de coisas do passado”.
Provavelmente se referia a um comentário de Miriam na CBN, apanhada de surpresa com a notícia da prisão de Dantas. Não havia mentira, nem ilações, mas apenas permitia ilações. Contra Sardenberg, a crítica era bobinha, atribuindo sua defesa dos juros altos ao fato de ter um irmão economista da Febraban.
Descobriu-se que a alteração saiu de um dos computadores da rede que servia o Palácio do Planalto. É uma rede com centenas de computadores, do mesmo modo que as redes que servem as Organizações Globo. No entanto, atribuiu-se ao Palácio.
A intervenção na Wikipedia havia sido em 2013. Descobriu-se, depois, que tinha sido o ato individual de um jovem de 29 anos, do interior de São Paulo, concursado.
De forma desproporcionalmente pesada, caiu o mundo sobre ele, como a pata de elefante esmagando uma formiguinha.
Apelou-se a uma das modalidades menos analisadas de fake news, que consiste em tratar como grandes escândalos pequenos episódios irrelevantes.
Imediatamente a oposição pediu a interferência da Procuradoria Geral da República. Espocaram manifestações de solidariedade da ABI e da Fenaj, entidades que permaneceram mudas e quietas ante todos os abusos cometidos contra jornalistas que não eram da Globo.
A presidente Dilma Rousseff caiu na esparrela e usou da palavra presidencial, aquela que deveria ser empregada apenas para grandes temas institucionais, para condenar a atitude e ordenar a instauração de um inquérito para apurar o responsável pelo crime.
Tempos depois, Mirian promoveu outro festival de solidariedade, ao denunciar que havia sido moralmente agredida por petistas em um voo para Brasília.
“Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo” (aqui).
“(…) “Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.
Era um fake News (aqui) que foi desmentido no mesmo dia pelas redes sociais.
Segundo depoimento do advogado Rodrigo Mondego, no Facebook, presente ao voo (https://goo.gl/p6x7KH)
Cara Miriam Leitão,
A senhora está faltando com a verdade!
Eu estava no voo e ninguém lhe dirigiu diretamente a palavra, justamente para você não se vitimizar e tentar caracterizar uma injúria ou qualquer outro crime. O que houve foram alguns poucos momentos de manifestação pacífica contra principalmente a empresa que a senhora trabalha e o que ela fez com o país. A senhora mente também ao dizer que isso durou as duas horas de voo, ocorreu apenas antes da decolagem e no momento do pouso.
Um segundo depoimento foi de Lúcia Capanema, professora de Urbanismo da UFF – Universidade Federal Fluminense (https://goo.gl/JjWSSA)
“(…) Fui a última a entrar no avião, e quando o fiz encontrei um voo absolutamente normal. Não notei sua presença pois não havia nenhum tipo de manifestação voltada à sua pessoa (https://goo.gl/KpX9P9).
Durante as duas horas de voo nada houve de forma a ameaçá-la, achincalhá-la ou mesmo citá-la nominalmente. Por duas ou três vezes entoou-se os já consagrados cânticos “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” e “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”; cânticos estes que prescindem da sua presença ou de qualquer pessoa relacionada a empresa em que você trabalha, como se pode notar em todas as manifestações populares de vulto no país. Veja bem, estávamos a apenas seis fileiras de distância e eu só fui saber de sua presença na aeronave na segunda-feira seguinte, depois de ter escrito o relato publicado por várias fontes de informação da mídia alternativa. (…)
Conforme escrevemos na época (aqui)
Alguém pode imaginar uma cena dessas, de duas horas de escracho, em um voo comercial em uma das rotas aéreas mais frequentadas do país, passar em branco durante dez dias, sem uma menção sequer nas redes sociais ou mesmo no próprio blog da jornalista? Não teve uma pessoa para sacar de seu celular e filmar as supostas barbaridades cometidas contra a jornalista. Não teve um passageiro para denunciar os absurdos no seu perfil? E a jornalista disse que não filmou por ter se sentido intimidada e estoicamente guardou durante dez dias as ofensas que diz ter sido alvo.
Sinceramente, como é possível a uma pessoa empurrar ostensivamente a cadeira de um passageiro, de uma senhora, sem provocar uma reação sequer dos demais? Tivesse sido alvo de um escracho real, teria toda minha solidariedade. Não foi o caso.
Mesmo assim, imediatamente – como seria óbvio – a denúncia de Miriam provocou manifestações de solidariedade não apenas de entidades de classe como de jornalistas que não se alinham ao seu campo de ideias. De repente, foram relevadas todas as opiniões polêmicas da jornalista, nesses tempos de lusco-fusco político, de ginásticas mentais complexas para captar os ventos da Globo, para que explodisse uma solidariedade ampla.
No início do governo Dilma, houve episódio semelhante com Miriam, com a tal manipulação de seu perfil na Wikipedia por algum funcionário do Palácio. As alterações diziam que ela teria cometido erros de avaliação em alguns episódios.
Não existe um personagem público que não tenha sofrido com interferências em seu perfil na Wikipedia. E tentar transformar em atentado político, por ter partido de um computador da rede do Palácio, é o mesmo que acusar uma empresa por qualquer e-mail enviado por qualquer funcionário.
(…) E depois se diz que são as redes sociais que criam a pós-verdade.
Nos dois casos era claramente um jogo político, o episódio do voo sendo denunciado apenas dez dias depois da suposta ocorrência; o caso da Wikipedia sendo denunciado um ano depois. Em ambos os casos, impactando o período eleitoral.
Agora, enquanto Miriam enfrenta o ódio das milícias bolsonaristas, entendendo de fato o que é o ódio, o jovem à minha frente conta que até hoje está respondendo a cinco processos dela e de Sardenberg, promovidos por advogados da Globo. Não foi demitido do setor público, por estável. Mas sua carreira morreu no momento em que incluiu menções a Miriam na Wikipedia, sem se dar conta de que o macarthismo já tinha se implantado no país.
Era apenas um jovem do interior que cometeu a imprudência de conspurcar o Wikipedia de uma jornalista notável e se tornou o álibi preferencial no grande teatro da real politik, permitindo à jornalista despertar solidariedades e amenizar as críticas contra ela, para a oposição e a Globo reforçarem as narrativas sobre os exércitos bolivarianos, e a presidente se mostrar como uma grande democrata.
Todos eles sem se dar conta que estavam jogando carne fresca para a matilha de cães ferozes que estavam sendo criados no cativeiro da mídia. Agora, com as grades da jaula abertas pelo WhatsApp saem pelo mundo mordendo até as pessoas que os alimentavam, instaurando o protofascismo no país.
Tenho certeza que agora, depois de provar do fel amargo do macarthismo em estado puro, e se tornar uma campeã da democracia, Miriam terá a generosidade de suspender as ações. Afinal, era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco sem parentes importantes, e vindo do interior.
Repito, há um doloroso ajuste de contas a ser feito pela mídia com ela própria.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Míriam Leitão diz que Bolsonaro vendeu “ficção eleitoral”, mas omite seu papel e o da Globo no filme, por Kiko Nogueira


"O atual ocupante do Palácio do Planalto prosperou ao longo de três décadas sem ser minimamente incomodado pela Globo, ampliando seus tentáculos para as milícias, botando a família para mamar, atacando a democracia.Enquanto ele crescia, Míriam e quejandos linchavam de maneira obsessiva o PT e o “lulodilmismo”, ajudando a derrubar Dilma, edulcorando gente como Aécio Neves, tratando movimentos fascistas de rua como democratas."

Do DCM:

Míriam Leitão diz que Bolsonaro vendeu “ficção eleitoral”, mas omite seu papel e o da Globo no filme

 
Autocrítica na trave
Míriam Leitão enganou seus leitores ensaiando a autocrítica tão cobrada do PT.
Fez que ia e acabou fondo, como dizia meu amigo Zezinho.
Em sua coluna no Globo, tascou que “Bolsonaro vendeu a ficção eleitoral de que era a nova política”.
“Jair Bolsonaro se apresentar como o representante da nova política é uma ficção eleitoral. O presidente passou 28 anos no Congresso e nunca se notabilizou por fazer de maneira diferente”, escreveu.
“Ele esteve em partidos envolvidos em corrupção, com o PP. Bolsonaro apenas não esteve nos grupos de poder porque era adversário deles.”
Míriam fala da liberação de R$ 1 bilhão em emendas, que Jair prometia não adotar antigas práticas corruptas e na verdade adotou etc etc.
Além do artigo ser raquítico, é desonesto.
O atual ocupando do Palácio do Planalto prosperou ao longo de três décadas sem ser minimamente incomodado pela Globo, ampliando seus tentáculos para as milícias, botando a família para mamar, atacando a democracia.
Enquanto ele crescia, Míriam e quejandos linchavam de maneira obsessiva o PT e o “lulodilmismo”, ajudando a derrubar Dilma, edulcorando gente como Aécio Neves, tratando movimentos fascistas de rua como democratas.
Da última vez em que Míriam esteve cara a cara com o sujeito numa sabatina, acoelhou-se e foi obrigada a ler o clássico editorial lamentando o apoio de seus empregadores à ditadura (outra ficção).
A “ficção eleitoral” não existiria sem a Globo e atores como Míriam Leitão.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Míriam, deprimente; Waack, abjeto. Mas é da Globo a maior vergonha. Por Fernando Brito






Publicado originalmente no Tijolaço
POR FERNANDO BRITO, jornalista e editor do blog Tijolaço
O triste espetáculo de Míriam Leitão, repetindo, tatibitati, a nota da Rede Globo, ao final (espichado) da entrevista de Jair Bolsonaro foi um dos mais deprimentes episódios da TV dos tempos recentes.
Não precisaria ter sido, porque Miriam tem traquejo, experiência e autoridade dentro da emissora suficiente para que pudesse resolver a situação.
Pedir um “brake”, pedir a nota por escrito e ler, com o texto na mão, deixando claro que era um editorial e não gaguejando, com olhos de vidro, num humilhante “jogral”. Um robô, nitidamente.
Deprimente, mas dentro do limite flácido da dignidade de quem já aceitou reproduzir a voz do dono da emissora, informalmente, mas que, como profissional,  deveria saber colocar o tom que até mesmo um Cid Moreira – que não era jornalista, mas apenas locutor – se obrigava a fazer.
E o fez em momentos certamente terríveis, para ele, como o do direito de resposta concedido a Leonel Brizola no Jornal Nacional.
Ao contrário de nós, que fomos “bagrinhos” nas empresas Globo, Miriam não seria demitida sumariamente.
Nem toquei no assunto, aqui, porque os leitores deste site já têm perfeita consciência de quem é Miriam Leitão, que aceita, como já fez de outras vezes, ser ofendida por aqueles a quem serve, como no episódio quem que recebeu um “que bobagem, Míriam” – aliás, com razão – de José Serra, na campanha de 2010.
Míriam mostrou, porém, os limites de sua valentia verbal.
Ao ponto de ser “zoada” por ninguém menos que William Waack, 21 anos de Globo, antes de ser “afastado” pelo notório “coisa de preto” dito fora do ar.
Coisa de gente sem caráter promover-se dizendo que não fala as coisas porque o “chefe está no ponto”, referindo-se ao fone de ouvido do apresentador e, pior ainda, imitando o gaguejar da ex-colega.
O comportamento de Miriam foi deprimente, vergonhoso. O de Waak, abjeto. Mas não se pode esquecer, nunca, que menos perdoável que o papel do humilhado é o de quem humilha.
Dias depois de ter baixado o AI-5 em que diz como os seus empregados devem se portar, em matéria de política, abstendo-se de terem opiniões e simpatias, a Globo fez uma errata, ao vivo, neste episódio.
Eles não só podem como devem ter, e têm, uma opinião: a dos seus patrões.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Miriam Leitão garantiu que o Brasil cresceria 3% em 2018, mas esqueceu de combinar com o FMI. Por Kiko Nogueira



"(...) Leitão vive de chutes. Desde a ascensão do governo Temer, vende um futuro luminoso. Esta semana, mais um prognóstico da comentarista da Globo foi para o vinagre."
Não acerta uma
Do DCM:
A Bíblia fala de uma profetisa chamada Míriam, irmã de Moisés, que anteviu a travessia do Mar Vermelho.
“Cantemos ao Eterno porque gloriosamente Se enaltece, o cavalo e seu cavaleiro que Ele lançou ao mar”, diz ela.
Sua homônima Leitão vive de chutes. Desde a ascensão do governo Temer, vende um futuro luminoso.
Esta semana, mais um prognóstico da comentarista da Globo foi para o vinagre.
Segundo o FMI, a expectativa de crescimento da América Latina é de 1,6%, abaixo dos 2% previstos em abril.
A recuperação “se tornou mais difícil para algumas das maiores economias [da região] porque as pressões de mercado em nível global foram amplificadas pelas vulnerabilidades específicas de cada país”, diz o relatório.
O Brasil deve crescer 1,8% neste ano e, em 2019, a previsão é de 2,5% de alta.
Em 3 de março, Miriam Leitão escreveu uma coluna repleta de certezas sobre o que nos aguardava.
Não há espaço para dúvidas ou mesmo um “talvez”.
“Dentro de um ano, o país estará diante de um número melhor do que o 1% que colheu esta semana. O PIB de 2018 deve ficar, segundo as previsões dos economistas, em torno de 3%”, afirma a colunista, peremptória.
Mesmo com o extremo nevoeiro do cenário político, o país deve dar mais alguns passos na recuperação do produto perdido. O consumo vai subir e até o investimento será positivo.
O crescimento de 2017 foi baixo e concentrado na agricultura, e o único fato a comemorar foi o fim da recessão de 2014-2016. Os indicadores foram positivos, mas magros, e não se sentiu a mesma temperatura em toda a economia. Em 2018, o PIB deve ser mais forte e espalhado pelos demais setores. A agricultura, por ter crescido muito no ano passado e batido recorde de produção, deve encolher 3%. Porém, as projeções estão ficando melhores do que as iniciais. Mesmo sendo menor do que a do ano passado, a colheita de grãos deve ter o segundo maior nível da história: 226 milhões de toneladas. Isso terá outros efeitos benéficos na economia, apesar de estatisticamente o setor entrar na conta com um sinal negativo.
Um dos pontos positivos será manter a recuperação do consumo. As famílias vão consumir mais pela soma de vários fatores positivos: a inflação está baixa, está havendo aumento discreto da renda mesmo com o quadro do desemprego. Os dissídios estão conseguindo reajuste acima da inflação. Haverá nova queda do comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. E, como já foi dito aqui, isso significa um aumento de R$ 100 bilhões liberados para o consumo ou poupança, segundo projeção do BNP Paribas.
(…)
Os investimentos devem voltar para o azul, depois de quatro anos consecutivos de recuo. A expectativa é de alta de 5%. Só que estará longe de recuperar-se da perda de mais de 25%. Os empresários não farão grandes investimentos porque não confiam que esteja se iniciando um período de crescimento sustentado, mas pelo menos estão substituindo máquinas e equipamentos que ficaram antigos e sofreram o desgaste de uso. (…)
O raciocínio de economistas como Fernando de Holanda Barbosa Filho, da FGV, que entrevistei esta semana na Globonews, é que até aqui o estímulo monetário empurrou a economia para fora da recessão, mas a política fiscal precisa fazer parte do esforço de crescimento e, para isso, o ajuste das contas é fundamental. Ele arrumará a casa para um novo período de crescimento.
A Miriam bíblica — no bom sentido — levou mais de 60 anos para acertar o único vaticínio que fez na vida. Morreu, de acordo com as escrituras, aos 125.
Consta que a culpa foi da greve dos caminheiros. Miriam Leitão pode confirmar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A lista dos jornalistas que apoiaram o golpe e hoje fingem que descobriram agora que Temer é um lixo. Por Pedro Zambarda, no DCM


"É verdade que alguns ainda orgulhosamente apoiam o golpe, como é o caso de Reinaldo Azevedo e outros da extrema-direita. Mas boa parte dos profissionais do Grupo Globo, que recentemente demitiu gente com décadas da casa, 'parece' ter caído em si."


    Do DCM:


Sardenberg, Noblat e Míriam: que papel
A grande imprensa empenhou seus jornalistas na venda de que o impeachment de Dilma era sinal de que as instituições estavam funcionando.
Boa parte deles hoje diz o contrário de ontem.
É verdade que alguns ainda orgulhosamente apoiam o golpe, como é o caso de Reinaldo Azevedo e outros da extrema-direita. Mas boa parte dos profissionais do Grupo Globo, que recentemente demitiu gente com décadas da casa, parece ter caído em si.
Não é bom senso. É porque o patrão mandou.
Fizemos uma seleção de colunistas do golpe que resolveram parecer surpresos diante daquele sujeito que eles ajudaram botar no poder.
1. Míriam Leitão
No dia 19 de outubro, Míriam Leitão publicou um texto chamado “Quanto custa”, perguntando se ainda vale a pena manter o governo Michel Temer no poder.
A repercussão fez a Secretaria de Comunicação do presidente mandar uma resposta no mesmo dia, jogando a culpa da atual crise política em Rodrigo Janot.
No dia 22, Míriam chamou a portaria de muda a legislação sobre o trabalho escravo de “viagem ao passado” e afirmou, dois dias depois, que “as manobras de Temer para manter-se no cargo corroem a confiança na economia”.
Colunista econômica que mais atacou o governo Dilma Rousseff e a Petrobras, Míriam afirmou no seu blog no Globo em 2015 que as pedaladas não foram para beneficiar programas sociais, mas para “ricos através de subsídios do BNDES”. Ela chegou a publicar em seu site que a contabilidade fiscal seria “destrutiva”.
Míriam demorou a acordar.
Iniciado o governo Temer, Leitão publicou que o “pior ficou pelo retrovisor”. Insistiu na tese de que a economia apresentou sinais de melhora, embora o nível de desemprego ainda atingisse 14 milhões de brasileiros.
Agora, a jornalista global acusa o próprio Michel Temer de “abandonar a agenda das reformas”, de gastar muito dinheiro público e de ser um presidente que mantém uma “conta imensa” pra permanecer no poder.
Quanto custa manter Míriam no poder?
2. Ricardo Noblat
Quando Michel Temer assumiu, Ricardo Noblat foi integrante de um Roda Viva especial com o presidente primoroso em perguntas lambe saco.
Chamou Temer de “senhor elegante” pelo Twitter e perguntou quando ele tinha conhecido Marcela, rendendo muitos memes na internet.
Com as denúncias de Joesley Batista na delação da JBS, Noblat chegou a publicar uma barriga no Globo de que Michel Temer renunciaria ao cargo. Depois do furo que virou furada, publicou no dia 23 de outubro o texto “O preço de manter Temer”.
No texto, acusa o presidente de ter “ambição desmedida, ausência de escrúpulos e oportunismo infame” ao tentar aprovar uma portaria que revoga a atual legislação de trabalho escravo. Diz que o Brasil levou mais de 100 anos para firmar um pacto “contra o monstruoso” crime da escravidão.
Temer estava na festinha de 50 anos de jornalismo de Noblat. Fingir que não conhecia o homem é chamar os leitores de bobos. O que, convenhamos, não é um problema para o sujeito.
3. Merval Pereira
O imortal  publicou no dia 24 de setembro que só agora a “democracia está em xeque”, falando do perigo do uso das Forças Armadas e do caos armado no Rio de Janeiro.
O colunista também deu repercussão às denúncias de Joesley Batista e da JBS, que atingiram o núcleo duro do PMDB. Merval Pereira, no entanto, continua obcecado com o lado que perdeu. Diz que Lula está frito se a Justiça agir da mesma forma que julgou José Dirceu.
No dia 31 de agosto de 2016, afirmou que o PT estava no “fim da linha”. Disse que “narrativa do golpe” do partido não colava mais pois estava “começando a se desfazer”. Ainda escreveu que Jose Miguel Vivanco, presidente da Human Rights Watch, disse que os brasileiros devem ficar “orgulhosos” de um processo de impeachment na “normalidade democrática”.
Para dar uma força a Michel Temer no começo da gestão, Merval Pereira chamou o fim do governo Dilma de “gestão caótica”. E o colunista do Globo defendeu que o presidente deveria exibir isso para fazer as reformas econômicas necessárias.
Parece que nem a “normalidade democrática” e nem as reformas duraram. E nada do imortal fazer um mea-culpa pelo apoio que ele próprio, Merval, deu ao governo Temer inicialmente.
4. Carlos Alberto Sardenberg
Guru da economia do grupo da família Marinho, Sardenberg ficou imortalizado por seus gráficos exagerados no Jornal da Globo de Waack, sempre atacando Dilma e o PT, e do otimismo com Temer no começo do governo. Agora, a roubalheira está tão no ar que até ele virou-se contra quem iria salvar o Brasil da corrupção.
Com a delação de Josley, Carlos Alberto Sardenberg sacramentou que a “calmaria acabou” e fez diversas colunas no jornal O Globo condenando o assalto aos cofres públicos feito por Michel Temer. Afirmou em julho que “reforma com corrupção não funciona”.
Mesmo com o parecer da CPI afirmando que não há rombo na Previdência, Sardenberg continua apoiando as reformas. Talvez ele nem saiba direito sobre o que está falando.
5. Time da GloboNews
Renata Lo Prete, Cristiana Lôbo, Gerson Camarotti, Leilane Neubarth e Andreia Sadi agora denunciam com afinco as denúncias sobre os dólares de Geddel Vieira Lima e a corrupção do PMDB.
O canal informativo da Globo omite o apoio que deu aos protestos do MBL de Kim Kataguiri. Chegou a exibir o pato amarelo inflado em todo o seu horário de noticiário, dando um espaço minúsculo para manifestações de esquerda.
Entre todos os âncoras e comentaristas, Camarotti lembrou em seu blog no G1 que Dilma “já estava inviabilizada por falta de governabilidade”. No dia seguinte do impeachment, em 1º de setembro de 2016, Gerson Camarotti classificou a fala da ex-presidente como “discurso de guerra”. O mesmo apresentador da GloboNews também afirmou naqueles dias o vermelho e a estrela, cores e símbolos do PT, estavam em baixa nas eleições.
Um ano depois, o Partido dos Trabalhadores é o que mais cresce no Brasil em número de filiados, enquanto o PMDB e o PSDB são os mais rejeitados. Lo Prete e Cristiana Lôbo repercutem os “furos” e comentários de Camarotti diretamente de Brasília.
6. William Waack
Embora não tenha escondido o sorriso quando Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, Waack agora nos brinda no final de noite com denúncias envolvendo Michel Temer.
Ele ainda torce pelo governo Maurício Macri na Argentina, mesmo com a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner para o Senado, mas parece ter perdido as esperanças com o governo brasileiro.
7. Arnaldo Jabor
Depois de anos dedicado aos ataques contra lulopetismo, somente agora os ouvintes de Jabor na CBN descobrem que existe corrupção no governo Temer e por parte de tucanos como Aécio Neves. O próprio Jabor condenou a atitude do Senado ao “barrar a Lava Jato” salvando a pele de Aécio.
8. Diego Escosteguy
Responsável por divulgar vazamentos das operações da Polícia Federal e decisões do juiz Sergio Moro, Escosteguy até agora não conseguiu explicar como entrevistou Eduardo Cunha fora de “qualquer local do sistema prisional”, segundo ele mesmo.
Em março de 2016, Escosteguy antecipou com sadismo em sua conta no Twitter a condução coercitiva do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo.
No especial da Época sobre o impeachment, o jornalista acusou Dilma de fazer “discurso moralista” ao denunciar o golpe. Tratou a turbulência política como uma “falha de comunicação” da ex-presidente Dilma Rousseff com aliados e ex-aliados.
Hoje ele questiona os erros do STF e continua dando show no Twitter, tratando seus seguidores como plateia de leilão de gado. Depois de tudo, é mandado para “novos desafios” por seus donos. A vida não é justa.