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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Como Flávio Bolsonaro liquidou com o jogo de cena do STF na "democracia" tutelada, por Luis Nassif
"A maneira como os Bolsonaro se enredaram no caso do motorista Queiroz caminha para se tornar um clássico na galeria das trapalhadas políticas." - Luis Nassif
Do Jornal GGN:
Quando assume um novo presidente, o prazo e carência, perante a opinião pública, costuma ser de 6 meses. Jair Bolsonaro está a caminho de quebrar um recorde. Poucas vezes se viu uma família tão despreparada na arte de se tornar vidraça.
É evidente que, com mais de vinte anos frequentando o baixo clero, Bolsonaro se lambuzou com muitas práticas comuns à sua turma – que estão longe de alta corrupção, mas muito perto da noção de corrupção dos baixos eleitores. E também de seu maior avalista, as Forças Armadas.
A maneira como os Bolsonaro se enredaram no caso do motorista Queiroz caminha para se tornar um clássico na galeria das trapalhadas políticas.
São uns completos sem-noção.
O STF (Supremo Tribunal Federal), através de Dias Toffoli, e a Procuradoria Geral da República, com Raquel Dodge, montaram um jogo complexo, para manter a aparência de autonomia, na quadra atual de democracia monitorada. Eles estavam recuando, não tão lentamente, que parecesse provocação, nem tão rapidamente, que parecesse pânico.
Ao apelar ao STF para interromper as investigações, Flávio Bolsonaro desmonta o castelo de cartas, obrigando o ex-implacável Ministro Luiz Fux a “matar no peito” e, por conta do foro, a jogar a bomba no colo da PGR Raquel Dodge.
Se não enfrentar o caso Flávio Bolsonaro, depois da perseguição feroz ao ex-presidente Lula, só restará ao STF e à PGR fechar as portas da casa e entregar a chave para o Forte Apache.
Aliás, a opinião pública está sequiosa para ouvir os ensinamentos do Ministro Luis Roberto Barroso, um dos principais patrocinadores dessa refundação do Brasil, que jogou o país nos braços dos Bolsonaro.
O episódio enfraquece também os álibis do Ministro Sérgio Moro, de que as concessões populistas são relevantes para se aprovar as tais reformas estruturais – explicitando cada vez mais suas motivações políticas.
Na entrevista à Globonews, Moro fez uma defesa eloquente (dentro dos limites de sua eloquência) da maneira como foi montado o Ministério, “sem concessões políticas”. No dia seguinte, a imprensa revela que o Ministro do Meio Ambiente conseguiu mais que dobrar o patrimônio no curto período de vida pública, simplesmente comprando um apartamento por R$ 2 milhões, reformando e dividindo por dois apartamentos, de R$ 4 milhões cada, mostrando um tino comercial de dar inveja ao comércio de carros de Queiroz.
Mesmo com o voo de galinha que se prenuncia, haverá o desafogo com certo otimismo inicial com a economia, enquanto o Ministro Paulo Guedes vai empinando as pipas das tais reformas – as “balas de prata” que resolverão imediatamente todos os problemas nacionais.
Como me dizia ontem um experiente alto funcionário público, Guedes está praticando a estratégia empresarial onde deveria existir a estratégia política.
Explicando: nas negociações empresariais, a lógica é começar pedindo muito para se chegar a um meio termo. Nas negociações políticas, se o negociador começa propondo muito, qualquer resultado inferior – mesmo que positivo – será interpretado como derrota.
Além disso, Guedes não tem a dimensão, nem o pragmatismo, de seu guru maior, Roberto Campos. Campos tornou-se um ideólogo radical depois que se aposentou da vida pública. Enquanto Ministro, movia-se por pragmatismo, por buscar soluções para problemas. Jamais abriria mão de uma instituição como o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).
Guedes, não. É partidário tardio da teoria do choque aplicado no Chile de Pinochet. Ou seja, aproveite tempos de desacertos para impor mudanças de cunho ideológico, que não seriam aceitas em tempos de normalidade.
É por isso que, com o país necessitando urgentemente de retomar os investimentos em infraestrutura, esvazia o BNDES, criminaliza suas operações, visando viabilizar as debêntures de infraestrutura – aumentando o custo do capital, sem ter a menor segurança sobre a capacidade do mercado em prover fundos.
O grande problema é que, depois da sova de realidade que receber, não terá mais cacife para as mudanças de rumo que se fizerem necessárias.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Portaria do trabalho escravo é a nova “Renca” de Temer?
"A bancada ruralista pode ter recebido a sua Antilei Áurea e, depois de ter pago com votos, vê-la revogada. Ninguém se esqueça de com que nível de escroques se lida quando se trata do atual governo do país."
POR FERNANDO BRITO · 18/10/2017 - tijolaço

Marcelo Auler, em seu blog, levanta hoje a hipótese de que haja um conteúdo de encenação ou de, ao menos, um “se colar, colou” na portaria do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, reduzindo a capacidade da fiscalização em caracterizar e punir o trabalho escravo no Brasil.
A prevalecer a Portaria. o governo Temer viverá mais um escândalo internacional. Tal como ocorreu ao tentar extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca). No caso da Renca, a pressão interna e externa foi tanta que o presidente golpista e mal visto por todos abandonou a ideia um mês depois de assinar o primeiro decreto liberando a área à sanha das mineradoras. A tendência da pressão internacional no caso da fiscalização ao trabalho escravo é real. Não será estranho, inclusive, se uma censura, ainda que de forma diplomática ou, quem sabe, como se fosse uma oração, partir do Papa Francisco.
Mas, em uma hipótese que deve ser considerada em se tratando do grupo que se aboletou no poder e dele não quer sair, pode estar em trama um jogo maquiavélico. A Portaria foi editada em surdina e veio ao conhecimento público -estrategicamente, como dissemos – às vésperas de a Câmara decidir o futuro da denúncia contra o presidente. Ela atende os anseios da bancada ruralista. Quem garante que, após obter os votos destes deputados, o governo golpista não irá, invocando a pressão popular e possivelmente externa, dar o feito por não feito?
Nada impede que, como no caso da liberação da reserva amazônica, alguém tenha comprado, recebido e, ao final das contas, “ficado sem”.
E como cobrar a devolução do que foi feito na sombra e na surdina?
A bancada ruralista pode ter recebido a sua Antilei Áurea e, depois de ter pago com votos, vê-la revogada.
Ninguém se esqueça de com que nível de escroques se lida quando se trata do atual governo do país.
E nós aqui ficamos na torcida que o bandido esteja sendo bandido com os bandidos.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Renato Rovai: Ameaça de renunciar e parar Lava Jato é chantagem explícita de procuradores junto com a Globo para posarem de heróis e encobrirem as arbitrariedades
A chantagem consiste em ameaçar uma pessoa, grupo ou corporação com vistas que a pessoa, grupo ou corporação ameaçada cumpra certas exigências, geralmente para proveito próprio do ameaçador.
Foi isso que os procuradores da força-tarefa da Operação Lava fizeram ao dizer que podem acabar com a operação se o Congresso aprovar a lei que permite punição por abuso de autoridade também a juízes e procuradores.
O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos dos Santos Lima foi o verbalizador da ameaça. Ele disse, na entrevista coletiva realizada em Curitiba na tarde desta quarta-feira (30), que a força-tarefa da Lava Jato “pode abandonar os trabalhos”, se o que chama de “proposta de intimidação de juízes e procuradores” for aprovada.
Deltan Dallagnol, o procurador que investe em imóveis do Minha Casa Minha Vida, disse que a aprovação da lei foi o “golpe mais forte efetuado contra a Lava Jato concretamente em toda a sua história”.
A coletiva teve um objetivo claro, colocar a faca no pescoço dos deputados e senadores. O que do ponto de vista institucional é um absurdo completo.
Há uma clara invasão de um poder na atribuição do outro. E ao jogar gasolina na fogueira, esses procuradores estão agindo de forma absolutamente irresponsável.
O Brasil vive uma crise econômica gravíssima muito em decorrência de uma crise política inflada pela forma de agir da força tarefa da Lava Jato e do juiz Sérgio Moro, que buscam o tempo todo por holofotes e aclamação popular.
Essa atitude é mais uma neste sentido. E é inaceitável.
Se a chantagem prosperar, a democracia é que será a vítima.
Fonte: Contexto Livre
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Em "Jogo de Cena" visando proteger Golpistas (como várias vezes já demonstrou ), Gilmar Mendes "subitamente" descobre esquema da mídia e abusos da Lava Jato
Em defesa de Toffoli, Gilmar Mendes pediu para os procuradores de Sérgio Moro "calçarem as sandálias da humildade". E alertou: "Isso não vai prosseguir assim"
Jornal GGN - Após o Painel da Folha divulgar que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que Dias Toffoli foi alvo da Lava Jato depois de contrariar os procuradores em Habeas Corpus, Gilmar abriu guerra contra os investigadores: "é preciso colocar freios", defendeu, nesta segunda (23).
Gilmar seguiu a sua indignação com o vazamento das informações sobre a delação premiada do ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro. Neste final de semana, a Veja divulgou que um dos trechos do acordo trata de suposto benefício oferecido ao ministro pela empreiteira em obra de infiltração em seu apartamento, mas que teria sido arcado pelo ministro.
Em defesa de seu colega, Gilmar Mendes reafirmou que o vazamento era "um acerto de contas", após Toffoli contrariar os procuradores, ao conceder um Habeas Corpus que retirou da prisão o ex-ministro Paulo Bernardo, além de ter desmembrado a investigação contra a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) na Lava Jato.
Para o ministro, os procuradores da Lava Jato "estão com o sentimento de onipresentes" e "decidiram fazer um acerto de contas". "O fatiamento por ele (Toffoli) decretado e esse habeas corpus no caso do Paulo Bernardo (ex-ministro preso em julho na Operação Custo Brasil, mas solto por ordem de Toffoli), isso animou os procuradores a colocar artigo no jornal e coisas do tipo", completou.
Gilmar foi além na crítica, acusando a equipe de "cometer abusos": "Quando você tem uma concentração de poderes você tende a isso, a que um dado segmento, que detém esse poder, cometa abusos". Segundo o ministro, é preciso tomar cuidado, pois "há o risco de se tornar algo policialesco".
O presidente do TSE também lembrou das 10 medidas contra a corrupção, propostas pelos procuradores da Lava Jato, que tramitam em projetos de lei no Congresso. "Isso [a Lava Jato] os animou a apresentar essas propostas de combate à corrupção. Ninguém é a favor da corrupção. Mas, vejamos, a proposta de que prova ilícita, obtida de boa fé, deve ser validada, a priori, tem que ser muito criticada e se negar trânsito. Imagine, agora, um sujeito que é torturado, ah, mas foi de boa fé", criticou.
Gilmar disse que "os procuradores" devem "calçar as sandálias da humildade", caso contrário "vira o Estado de Direito da barbárie".
E deu um alerta à equipe de Sérgio Moro: "Isso não vai prosseguir assim, a gente tem instrumentos para se colocar freios. É preciso colocar freios nisso, nesse tipo de conduta. No caso específico do ministro Toffoli, provavelmente entrou na mira dos investigadores por uma ou outra decisão que os desagradou. Isso já ocorreu antes no Brasil. O cemitério está cheio desses heróis. Mesmo no elenco dos procuradores. Ninguém pode esquecer de Guilherme Schelb, Luiz Francisco e tantos mais (procuradores acusados de abusos). Estamos preocupados, mas está dado o recado".
E, contrariando a própria chamada de moderação contra abusos, mostrou quem tem autoridade: "Se houver exagero alguém tem que puxar. O tribunal (STF) tem mecanismos para fazer valer a lei".
Ainda, após os pelo menos 13 vazamentos seletivos de delações contra políticos do PT e da base aliada de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, e sem nenhuma iniciativa por parte do Ministério Público Federal (MPF) ou da Justiça, Gilmar descobriu o papel da imprensa nas estratégias da Lava Jato: "A mídia está hoje em relação aos investigadores como um viciado em droga em relação ao fornecimento da substância entorpecente".
"Isso precisa ser colocado nos seus devidos termos. Vazamento tem em todo lugar. No caso do ministro Toffoli, a responsabilidade é clara da Procuradoria como um todo", concluiu, mostrando a diferença.
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