A deputada Joice Hasselmann depôs na CPMI das fake news e apontou quem compõe o grupo que lidera o gabinete das milícias e robôs virtuais, especialmente no Whatsapp: Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Felipe G. Martins. Entenda!
Em protesto à exposição “(Re)existir no Brasil: Trajetórias Negras Brasileiras”, organizada pela Casa, o Deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) vandalizou os painéis que seriam afixados
Jornal GGN – No melhor estilo bolsonarista de diálogo, o Deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) vandalizou os painéis da exposição em homenagem ao Dia da Consciência Negra, no Congresso. Às vésperas do Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20, o racismo marcou seus passos e reafirmou a pauta do partido que o acolhe.
A exposição “(Re)existir no Brasil: Trajetórias Negras Brasileiras”, foi organizada pela Casa e, o protesto do deputado do PSL foi vandalizar um quadro que trazia estatísticas de negros mortos neste país e uma ilustração de Latuff.
A atitude do deputado do PSL indignou os congressistas que se dispuseram a procurar Rodrigo Maia, presidente da Casa, para que o caso seja encaminhado ao Conselho de Ética, e Coronel Tadeu seja punido pelo crime de racismo.
“É inadmissível que um parlamentar aja desta maneira. Não há decoro. Não há respeito e nem qualquer pudor em agir com o desprezo característico deste atual governo”, afirmou o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), um dos que afirmou que pedirá a punição ao pesselista.
“É um verdadeiro absurdo. Um deputado bolsonarista acaba de vandalizar uma exposição na Câmara dos Deputados sobre o Mês da Consciência Negra. E depois querem dizer que não existe racismo no Brasil. Que a Câmara tome as medidas cabíveis contra este ato criminoso”, afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
“O ato é intolerável e nós da oposição vamos representar contra essa ação de ódio e de racismo do parlamentar no Conselho de Ética”, disse a também petista Érika Kokay (DF).
A deputada Áurea Carolina (PSOL-MG) afirmou que vai registrar queixa contra o parlamentar em questão, e que não vai deixar o ato passar sem a devida punição. “Estou agora na Polícia Legislativa da Câmara, junto com os deputados David Miranda (PSOL-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ), registrando queixa contra esse absurdo”, prometeu.
Em entrevista ao Jornal Brasil Atual, Amauri Chamorro, consultor e analista internacional comenta sobre o lobista do PSL que se apresentou em nome da família Bolsonaro durante negociação sobre Itaipu.
Jair Bolsonaro usou as redes 29 vezes para publicar mensagens que criticam, questionam ou ironizam a imprensa brasileira . Este mês, jornalistas catarinenses também foram atacados por deputada do PSL Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O Dia do Jornalista, lembrado em 7 de abril, foi instituído em 1931, por decisão da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), para homenagear o médico e jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, morto a tiros por inimigos políticos em 1830. Ele foi um dos principais oposicionistas de Dom Pedro. O jornalista, natural da Itália, era proprietário do “Observador Constitucional”, veículo paulista que defendia ideias liberais e se opunha ao reinado de Pedro I. É seu um dos primeiros escritos publicados no Brasil em defesa da liberdade de imprensa, refutando sempre a tese de que os abusos praticados pela imprensa justificariam o cerceamento da liberdade . Com sua morte, aumentaram o descontentamento e as manifestações de protesto contra o absolutismo de Dom Pedro I, que abdicou do trono em 7 de abril de 1831.
No mês em que a história de coragem de Badaró é lembrada, e nós jornalistas somos comemorados, acabamos virando pauta e sendo alvo de ofensas. Ao ser questionada sobre o uso de diárias da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para divulgar um projeto particular (um lançamento de um livro antifeminista), uma deputada catarinense do PSL disparou ofensas ao jornalista Altair Magagnin, comentarista político do grupo RIC que a entrevistava, e estendeu as ofensas para toda uma categoria. Altair, que representa tantos outros colegas Brasil afora, estava apenas cumprindo seu papel social: questionando, reportando, o que, em tempos de liberdade democrática, não deveriam ser recebidos com furor e raiva desmedidos.
Ganhar holofotes criando polêmicas com declarações esdrúxulas talvez esteja incluído na cartilha dos que, desde a última eleição, afirmam integrar a “nova política”, porém, continuam usufruindo e repetindo os mesmos gestos imorais de um modus operandi bastante conhecido. O que preocupa é a naturalização da opinião pública que concorda e “compra” esse tipo de discurso, e com as aberrações ditas pelos políticos que integram este partido. Alguns integrantes do PSL precisam aprender a se comportar de maneira ética e legal, no que tange à imprensa, pois são servidores públicos e representantes do povo, e como tal, precisam responder questionamentos de maneira adequada e transparente. Qualquer tipo de ataque que fira o trabalho dos jornalistas traz sérios prejuízo à democracia. É lamentável que ocupantes de cargos públicos utilizem de suas posições de poder para tentar intimidar veículos e jornalistas.
As entidades representativas da categoria, entre elas a Associação Catarinense de Imprensa (ACI), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina (SJSC) emitiram notas de repúdio contra a deputada. Apesar de esses posicionamentos serem importantes e válidos, é importante ressaltar que a atitude antiética e desrespeitosa da parlamentar, é uma fala comum entre muitos políticos do PSL, incluindo o presidente da república, que não perde uma oportunidade de deslegitimar o trabalho de jornalistas e de diversas emissoras/empresas de mídia. Um levantamento do Estadão, apontou que desde a posse, em janeiro deste ano, Jair Bolsonaro usou as redes 29 vezes para publicar mensagens que criticam, questionam ou ironizam a imprensa brasileira. O presidente, inclusive, já se valeu de informações falsas para atacar uma jornalista do Estado de São Paulo. Já o governador do Estado, Carlos Moisés da Silva, em entrevista coletiva sobre os 100 dias de seu Governo, e após a polêmica envolvendo a deputada catarinense, mencionou rapidamente e respeitosamente, que os jornalistas são fundamentais à democracia, postura diferenciada de seus dois colegas de sigla.
Em 2018, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 156 ataques a jornalistas, 85 deles digitais e 71 físicos, em contextos político, partidário e eleitoral. A tabela recebeu a última atualização em 08/01/ 2019, e ainda não incluiu os ataques registrados em Santa Catarina e em outros estados brasileiros. O número é maior do que nos anos anteriores e segue uma tendência mundial: globalmente, os ataques a repórteres estão aumentando, segundo organizações como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) constatam já há algum tempo, informou a Abraji.
Cortina de fumaça
Ao mesmo tempo em que a parlamentar se envolve em mais uma polêmica, questionamos até que ponto os ataques não tiraram o foco do problema inicial: as diárias recebidas coincidindo com as datas de eventos para promover seu livro. Como pôde-se constatar nas últimas eleições, muitos eleitores parecem não se incomodar com o tratamento agressivo reportado à imprensa por parte de alguns políticos. Já o uso inadequado e em benefício próprio de diárias da ALESC poderia trazer prejuízo para a imagem dela junto ao seu eleitorado, mas, foi deixado em segundo plano em tempos onde as polêmicas e ataques tem destaque absoluto nas mídias sociais. -A cortina de fumaça é amplamente utilizada pelo presidente, e pode ter sido também aderida pela deputada. Cabe a reflexão se o tratamento hostil da parlamentar apenas reforça seus discursos ou se ela é também adepta da tática de comunicação do presidente-. O que não muda o fato e a postura deploráveis da historiadora antifeminista, como ela se autodenomina.
A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia. O ataque verbal à jornalistas, registrado este mês no Estado e os que ocorrem em diversas outras partes do país, integram o processo de enfraquecimento democrático do Brasil, vivenciado desde o golpe de 2016, com a constante perda de direitos e sob a ameaça de novos retrocessos, com aprovação de propostas/medidas que ferem principalmente os mais pobres. Garantir um jornalismo livre é também garantir a proteção de todas as minorias. O episódio envolvendo a agressão verbal da deputada, é apenas mais um incentivo para resistirmos firmes no propósito dessa profissão. Jornalismo é missão e chamado daqueles que estão dispostos a questionar e a melhorar a sociedade em que vivem, e a liberdade é essencial para que a nossa prática social continue sendo concretizada.
A vida é implacável. Aos poucos, os oportunistas que surfaram na onda fascista-bolsonarista que devastou o Brasil vão sendo desmascarados. Nesta terça-feira (10), por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso cassou o mandato da senadora Selma Arruda (PSL-MT) sob acusação de abuso de poder econômico e caixa dois. Graças aos holofotes da mídia, ela era chamada de “Moro de Saia” no Estado. Juíza por 22 anos, ela se aposentou no ano passado, filiou-se ao já ridicularizado Partido Só de Laranjas (PSL) e foi a mais votada no pleito de outubro, com 24% dos votos. O estrelato, porém, durou pouco.
Em fevereiro, o Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral a cassação do diploma da parlamentar e a realização de novas eleições para o preenchimento da cadeira do Senado. As investigações apontaram que a sua campanha gastou cerca de R$ 1,2 milhão em recursos de origem clandestina. A ex-juíza jurou inocência e até tentou abortar o julgamento. Segundo nota postada na revista Época, “a senadora Selma Arruda, do PSL de Mato Grosso, vai pedir a suspeição do desembargador que a julgará por abuso de poder econômico. Seus advogados já trabalham no texto. A ex-juíza, conhecida como ‘Moro de saias’, acusa o desembargador Pedro Sakamoto de ter antecipado o voto, favorável à sua condenação, à imprensa local”.
Mas a manobra não deu resultado e ela agora promete “recorrer às instâncias superiores para provar minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi sejam respeitados” – afirmou em nota. Além de cassar o seu mandato, o TRE decidiu que Selma Arruda ficará inelegível por oito anos. A “Moro de Saia” se elegeu berrando contra a corrupção e as organizações criminosas. Em 2017, ela ganhou projeção ao coordenar a midiática Operação Sodoma, que prendeu o ex-governador Silval Barbosa (MDB), condenando-o a 13 anos e 7 meses de prisão. Mas a vida é cruel e agora é ela quem tem de se defender das acusações de uso de caixa dois e abuso de poder econômico.
Em tempo: Será que Sergio Moro, o ex-justiceiro da Lava-Jato que prendeu Lula sem prova e ganhou de presente um superministério no laranjal de Jair Bolsonaro, vai mandar uma mensagem de solidariedade a "Moro de Saia" do Mato Grosso?
"O Major Olímpio, senador por São Paulo e figurão do PSL de Bolsonaro o ultrapassouao afirmarque ‘se a legislação no Brasil permitisse o porte de armas, um cidadão de bem na escola, seja um professor ou um servente, evitaria a tragédia, impedindo que prosseguissem a marcha da morte deles”, referindo-se aos dois jovens que provocaram o massacre de Suzano."
O Major Olímpio, senador por São Paulo e figurão do PSL de Bolsonaro o ultrapassou ao afirmar que ‘se a legislação no Brasil permitisse o porte de armas, um cidadão de bem na escola, seja um professor ou um servente, evitaria a tragédia, impedindo que prosseguissem a marcha da morte deles”, referindo-se aos dois jovens que provocaram o massacre de Suzano.
Só um energúmeno rematado pode imaginar que um professor dê aulas com um revólver na cintura, ou que uma merendeira tenha um fuzil no refeitório da escola.
Como a escola é de ensino médio e, neste caso, haveira alunos maiores de idade, aptos, portanto, segundo o estúpido senador, a portar armas também, quem sabe teríamos um tiroteio em sala de aula, com os dois lados entrincheirados atrás de carteiras escolares?
E o pior é que se trata de alguém com poder para mudar a lei e fazer este pesadelo virar realidade.
Quem sabe faz, como sugere a charge antiga do Cláudio, fazendo um “test-drive” nas reunião do PSL?
PS: Com a declaração de Jair Bolsonaro de que “dorme com uma arma ao lado da cama”, mesmo no vigiadíssimo Palácio da Alvorada, esperemos que dona Marcelle não tenha problemas de sonambulismo.
Gustavo Bebianno está sendo pressionado a deixar a Secretaria-Geral da Presidência e, assim, sair como o único responsável pela crise que recai contra Bolsonaro
Jornal GGN – Centro da crise do PSL sobre as candidaturas laranjas nas eleições 2018, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, está sendo pressionado a deixar o cargo escolhido por Jair Bolsonaro.
Como o GGN expôs em reportagem divulgada no último sábado (09), Bebianno foi citado pela própria cúpula do PSL como o responsável pelas escolhas das candidaturas hoje apontadas como suspeitas. Ele foi o coordenador da campanha de Bolsonaro, em 2018, um dos mobilizadores da bandeira “contra a corrupção” associada ao presidente eleito.
Um primeiro caso recaiu sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). De acordo com reportagem da Folha no início de fevereiro, Marcelo, que é presidente do PSL em Minas Gerais, direcionou verbas de campanha a quatro candidatas na região que teriam sido de fachada, usadas somente para concentrar recursos a outras candidaturas de Minas.
Na semana passada, a Folha de S.Paulo voltou com nova acusação contra o PSL. Desta vez, centrada em Bebianno, sobre um caso de Pernambuco, uma candidata a deputada que conseguiu recolher a terceira maios fatia de verba pública do partido, R$ 400 mil, quantidade superior do que recebeu o próprio presidenciável eleito Bolsonaro e a deputada popular Joice Hasselmann (PSL-SP), que angariou mais de 1 milhão de votos.
O primeiro apontado como responsável pela candidatura laranja, o deputado eleito e voz direta do governo no Congresso, Luciano Bivar (PSL-PE), disse que quem tinha o poder de decisão sobre os repasses do fundo do PSL era Gustavo Bebianno. Assim, o ministro de Bolsonaro entrou para o centro da crise do partido.
Mas enquanto Bebianno vem negando ser o pivô dessa polêmica, o próprio filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, resolveu criticar Bebianno, ao desmentir que ele teria conversado com seu pai. Em uma das declarações do vereador filho de Bolsonaro, tentando retirar o peso contra o presidente da República, Carlos divulgou uma gravação de seu pai para sustentar que Bebianno não conversou com o mandatário.
No áudio, Jair Bolsonaro mostra jogar a responsabilidade da crise para o filho: “Ô Gustavo, está complicado eu conversar ainda. Então, não vou falar, não vou falar com ninguém, a não ser estritamente o essencial. Estou em fase final de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí”.
A resposta do presidente aumentou a polêmica da crise dentro do partido, que não somente deve dar explicações sobre o possível esquema de laranjas para concentração de fundos públicos para candidaturas de fachada do PSL nas eleições 2018, como também sobre a postura do próprio mandatário de não enfrentar a crise e repassar a resolução a seu filho, o vereador.
"Como sigla, o PSL deve ter o mesmo destino do PRN, o partido pelo qual se elegeu Fernando Collor de Mello, em 1989, ou o Prona, que chegou a ter alguns deputados na onda do candidato Enéas Carneiro (já falecido). Alguém se lembra desse partidos? A bancada do PSL é um ajuntamento de personalidades que se projetaram na onda anti-petista que o então juiz Sergio Moro ajudou a alimentar, com a seletividade da sua Lava Jato."
DCM levanta a ficha de cada um dos 52 deputados do PSL
O PSL elegeu a segunda maior bancada de deputados, atrás apenas do PT. Era um partido conhecido por eleger apenas um deputado a cada eleição. Agora elegeu 52.
Tornou-se uma força política, ao pegar carona do nome Bolsonaro, que se filiou ao partido há menos de um ano.
Como sigla, o PSL deve ter o mesmo destino do PRN, o partido pelo qual se elegeu Fernando Collor de Mello, em 1989, ou o Prona, que chegou a ter alguns deputados na onda do candidato Enéas Carneiro (já falecido).
Alguém se lembra desse partidos?
A bancada do PSL é um ajuntamento de personalidades que se projetaram na onda anti-petista que o então juiz Sergio Moro ajudou a alimentar, com a seletividade da sua Lava Jato.
Poucos desses 52 deputados continuarão na Câmara a partir de 2023, quando uma nova leva de parlamentares tomará posse.
Mas, até lá, você vai ouvir falar muito neles, e é bom que saiba que turma é essa.
Tem de tudo, mas prepondera generais, coronéis — tem até um cabo no núcleo militar; delegados e agentes, no núcleo da polícia civil; comunicadores e empresários.
Tem gente enrolada, tem gente muito enrolada, como Julien Lemos, processado pela Lei Maria da Penha, e Alexandre Frota, com tantas condenações na justiça civil que parece nem se importar mais: até zomba dos magistrados.
Olavo de Carvalho, o guru dessa turma, rejeita as crias.
Em vídeo divulgado esta semana, criticou os deputados eleitos que foram à China, em viagem patrocinada pelo governo chinês.
Ele vê nos chineses um risco à paz mundial, como se Trump e Bolsonaro, suas referências, fossem madres carmelitas de pés descalços.
Chamou alguns de seus discípulos de analfabetos funcionais e palhaços.
Os jornalistas Larissa Bernardes, Pedro Zambarda e Walter Niyama, sob a coordenação do editor Joaquim de Carvalho, do DCM, levantaram as informações sobre a carreira de cada um deles.
O resultado desse trabalho está publicado abaixo. Não se pode falar em biografia, mas de currículo e, em alguns casos, de ficha corrida.
Saiba quem é quem no partido ou na escolinha do professor Olavo de Carvalho:
Abou Anni
Nascido em São Paulo, Paulo Sérgio Abou Anni é um político de 52 anos.
Policial militar, antes de ingressar na polícia foi instrutor de trânsito. Em 2006, quando ainda era vereador pelo PV, seu partido anterior, foi acusado de ter pedido a um funcionário da CET que anulasse suas multas. Em 2009, teve mandato cassado por doação irregular de campanha, porém obteve efeito suspensivo e, no julgamento do recurso, ganhou.
Ele investiu R$ 325 mil em sua campanha, aproximadamente um terço de seus bens declarados: R$1.164 milhão.
Alê Silva
Nascida em Petrópolis no Rio de Janeiro, Alessandra Ribeiro Silva, de 44 anos, é advogada e perita contábil. Em 2018 concorreu à sua primeira eleição, tendo sua principal força no Vale do Aço, região de Minas Gerais. É uma das líderes do movimento Nas Ruas, que organizou manifestações pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Com patrimônio declarado de quase R$ 225 mil, doou R$ 45 mil para a própria campanha.
O ator Alexandre Frota comemorou a derrota de Lula no STJ (Foto: Reprodução)
Alexandre Frota
Nascido no Rio de Janeiro, Alexandre Frota de Andrade é ator, diretor, empresário, ex-ator pornô, ex-apresentador, ex-comediante, ex-jogador de futebol americano. Frota coleciona polêmicas, uma das mais sérias foi quando, em um programa de TV, narrou uma história em que teria praticado sexo com uma mãe de santo desacordada.
A ex-ministra de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, o criticou. Ela disse que Frota “não só assume ter estuprado, mas faz apologia ao estupro”. Frota a processou por danos morais, ganhando em primeira instância, mas perdendo na segunda.
Frota coleciona processos. O senador Humberto Costa (PT) moveu uma ação contra o ator por ser responsável por um grupo no WhatsApp que disseminava conteúdo ofensivo contra o parlamentar.
Sobre o caso, Frota ainda se referiu ao político de modo jocoso nas redes sociais “só podia ser de Pernambuco”. Isso lhe rendeu mais um processo, desta vez por parte de Túlio Gadêlha (PDT), namordo de Fátima Bernardes, por xenofobia.
Alexandre Frota já foi condenado a pagar R$ 50 mil a Chico Buarque por danos morais, ao xingar o cantor no Twitter e chamá-lo de ladrão. Ainda no mesmo ano, 2018, foi condenado a pagar multa de R$ 5 mil por conta de uma fake news contra o então candidato ao Senado, Chico Leite (Rede).
Este ano, foi condenado a dois anos e 26 dias de prisão, além de multa de R$ 295 mil por conta de uma fake news contra o deputado Jean Wyllys (PSOL), em que lhe atribuía uma frase de defesa da pedofilia. A prisão foi convertida em serviço comunitário: ele terá que picotar papel por cinco horas diárias em um fórum federal. Frota fez troça da decisão e da juíza na internet.
Alexandre Frota teve seu nome negativado em 2018 quando a Justiça de Brasília deferiu o pedido de protesto dos representantes do filho do ator, Mayã Frota. Mayã move uma ação contra Frota por dívida de pensão alimentícia.
O TJ de São Paulo este ano condenou Frota a pagar R$ 30 mil ao jornalista Juca Kfouri por ofensas na internet, desde “capacho do PT” até a xingamentos com conotação sexual.
Frota também fala que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, o que é questionado judicialmente. Atualmente ele é proprietário da Associação Movimento Brasil Livre.
Aline Sleutjes
Nascida em Castro, no Paraná, Aline Sleutjes Roberto, de 39 anos, é agente administrativa com formação em educação física. Desde 2004, disputa eleições, tendo sido vice-prefeita e prefeita de sua cidade natal, além de vereadora e também deputada federal. Ela já foi filiada ao PSDB, DEM, PSDC e PR.
Bibo Nunes
Nascido em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Alcibio Mesquita Bibo Nunes é jornalista e apresentador de TV. Com 19 anos, foi vereador de sua cidade natal. Em 2014, tentou se eleger deputado federal pelo PSD, fato que culminou com sua saída do programa de TV.
Em 2016, se candidatou a vereador de Porto Alegre pelo MDB. Nesse ano, suas contas foram aprovadas, mas com ressalvas. Em 2018, o TRE recomendou a desaprovação das contas de campanha de Bibo Nunes. Ele declarou mais de R$ 9 milhão de patrimônio.
Cabo Junio Amaral
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, Geraldo Junio Amaral, de 33 anos, policial militar, exerce pela primeira vez um cargo político. Mas já possui um histórico de militância por ser um dos fundadores do grupo Direita Minas Gerais, grupo que inclusive organizou recepções em aeroportos do estado a Jair Bolsonaro.
Na cerimônia de diplomação em 2018, o cabo trocou socos com o deputado Rogério Correia que ergueu uma placa em que se lia “Lula livre”.
Carla Zambelli, militante de extrema direita
Carla Zambelli
Nascida em Ribeirão Preto, São Paulo, Carla Zambelli Salgado, de 38 anos, é gerente de projetos. Ela ficou conhecida durante os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em nome dos movimentos NasRuas e o Varre Brasil, dos quais ela é uma das fundadoras.
Carla já participava de ativismo político em 2012 quando se manifestava pelo parto mais humanizado. Nessa época, houve uma aproximação com o Femen do Brasil e também com sua líder na época, Sara Winter. Em vídeo publicado em 2018, Carla afirma que foi apenas uma aproximação por compartilharem algumas pautas, e que nunca pertenceu ao grupo de origem ucraniana.
Em 2016, ela se envolveu em um processo quando o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal pedindo providências contra os responsáveis por um boneco inflável seu que era usado nas manifestações do NasRuas. Carla acabou sendo responsabilizada por ser uma das líderes.
Este ano, Carla Zambelli organizou uma vaquinha online para pagar os R$ 40 mil da multa que o movimento NasRuas foi condenado por fake news que relacionavam o deputado Jean Wyllys (PSOL) a pedofilia.
Olavo de Carvalho, o guru de parte do governo Bolsonaro, a citou nominalmente em um vídeo no qual criticou a ida de parlamentares do PSL à China.
Carlos Jordy
Chamado de “filhote de Bolsonaro”, Carlos “Jordy” Roberto Coelho de Mattos Júnior é um funcionário público formado em Turismo e Hotelaria pela Universidade de Itajaí. Ele tem 36 anos e nasceu em Niterói. Fez carreira no PSC, partido anterior de Bolsonaro, e foi eleito vereador em 2016.
Deixou o cargo público e entrou no PSL para ser eleito deputado federal, sendo o quarto mais votado pelo seu estado. Teve 204.048 mil votos.
Na Câmara Municipal de Niterói, Jordy foi preso em flagrante no dia 29 de maio de 2017 ao gritar “volta pra África” para quatro mulheres negras durante um debate sobre o projeto Escola Sem Partido. Foi solto horas depois. Por essas atitudes, ele abraçou o apelido “filhote” do novo presidente.
Carlos Jordy protagonizou debates com a então vereadora de Niterói Talíria Petrone, do PSOL, que denunciou genocídio nas favelas. Talíria era amiga de Marielle Franco, política assassinada no Rio de Janeiro.
Caroline de Toni
Nascida em Chapecó, Santa Catarina, Caroline Rodrigues de Toni, 32 anos, é advogada. Ela já havia sido candidata a vereadora de sua cidade natal pelo PP, ficando como suplente. Ela também já foi integrante do MBL. Ela apresentou é pedido de abertura de processo de impeachment contra Dias Toffoli.
Charlles Evangelista
Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, Charlles Thomacelli Evangelista, é oficial de Justiça. Em 2016, se elegeu vereador por sua cidade natal pelo PP, mas já foi filiado ao PROS, pelo qual tentou se eleger deputado federal.
Em 2016, teve sua candidatura embargada quando foi considerado inelegível pelo Ministério Público Eleitoral, mas o TRE-MG acabou por legitimá-lo como vereador.
O PTB entrou com pedido de decretação de perda de mandato eletivo contra Charlles por infidelidade partidária quando ele deixou o PP para ingressar no PSL, mas o agora deputado ganhou a causa.
Chris Tonietto
Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Christine Nogueira do Reis Tonietto, de 27 anos, é advogada ligada ao Centro Dom Bosco, um grupo religioso conservador. Chris já moveu ação contra um grupo de católicos progressistas que apoiam a legalização do aborto por uso do termo “católicas”. Em 2017, ela processou o grupo de humor Porta dos Fundos por causa de um vídeo que mostrava o céu dos católicos.
Coronel Armando
Nascido em Resende, no Rio de Janeiro, Luiz Armando Schroeder Reis, de 61 anos, é coronel da reserva do Exército e acaba de ingressar na carreira política. Ele já foi assessor do Estado-Maior do Comando Militar e foi inclusive colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras.
Coronel Chrisóstomo
Nascido em Tefé, Amazonas, João Chrisóstomo de Moura, 59 anos, é militar, e já possui um histórico político. Em 2004, tentou se eleger vereador por Lages, Santa Catarina, pelo MDB. Em Porto Velho, Rondônia, foi secretário municipal de Infraestrutura. Sua candidatura ficou em risco quando o PSL de Rondônia foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por não obedecer à exigência de cota de 30% de mulheres na chapa. Mas o TSE acabou por negar provimento.
Coronel Tadeu
Nascido na cidade de São Paulo, Marcio Tadeu Anhaia de Lemos, de 53 anos, é policial militar. Ele já afastado pelo comandante-geral da PM de São Paulo, junto de outros três colegas. O motivo foi o livro que escreveram chamado “Reaja! Prepara-se para o Confronto – Técnicas Israelenses de Combate”, em que inclusive defendiam o armamento da população.
Na época Tadeu, era do comando de choque da PM.
O coronel declarou patrimônio de R$ 32 milhão — o que fez dele um milionário na PM. É a sua primeira vez em um cargo político.
Daniel Freitas
Nascido em Criciúma, Santa Catarina, Daniel Costa de Freitas, 34 anos, é empresário e já foi vereador duas vezes, 2012 e 2016, em sua cidade natal, pelo PP. Por conta de sua saída de seu antigo partido para o PSL, teve seu mandato cassado pelo TRE de Santa Catarina.
Isso porque fez a troca em março de 2018, durante a janela partidária para que deputados estaduais e federais troquem de legenda sem perda de mandato. Dias depois da decisão, ele acabou por renunciar ao cargo.
Daniel Silveira
Nascido em Petrópolis, Rio de Janeiro, Daniel Lucio da Silveira é policial militar de 36 anos. É a primeira vez que se elege para um cargo político. Ficou famoso após participar de um ato em que ele, junto de outro candidato do PSL na época, o agora deputado estadual Rodrigo Amorim, quebraram uma placa de rua em homenagem a vereadora assassinada Marielle Franco.
Ainda em 2018, depois desse ato, ele entrou no colégio estadual Dom Pedro 2º, e gravou um vídeo dizendo que iria investigar a gestão da escola, afirmando que o “marxismo cultural” não seria implantado nas instituições de ensino. Silveira ainda falou que a diretora do colégio seria uma das primeiras a sofrer uma auditoria.
Por conta desse episódio, a Associação Petropolitana dos Estudantes (APE) protocolou uma denúncia sobre o vídeo.
Delegado Antônio Furtado
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, Antônio da Luz Furtado é um servidor público de 46 anos. Delegado da Polícia Civil do Rio, já esteve à frente da delegacia de Volta Redonda. Em 2015, moradores da cidade fizeram um abaixo-assinado por sua permanência.
Sua primeira tentativa de ingressar na carreira política foi em 2016, quando concorreu como vice-prefeito da cidade pelo MDB.
Delegado Marcelo Freitas
Nascido em Montes Claros, Minas Gerais, Marcelo Eduardo Freitas, de 42 anos, é delegado da Polícia Federal e chegou a trabalhar em sua cidade natal. Inclusive Freitas foi um dos nomes entregues pela Associação dos Delegados de Polícia Federal ao presidente Michel Temer em 2016 para substituir o diretor da PF Leandro Daiello.
Ele também participou da prisão do então prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB).
Foi ainda em 2016 que foi convidado pelo deputado estadual do PT, Paulo Guedes, a se candidatar a prefeito da cidade pelo Partido dos Trabalhadores. Isso causou polêmica na época, pois o encontro aconteceu depois da condenação de Ruy Muniz.
Guedes, inclusive, foi um dos alvos na Operação Curinga, da alçada da delegacia chefiada por Freitas.
Delegado Pablo
É novo na política. Eleito com 151.649 votos, Pablo Oliva, mais conhecido como Delegado Pablo, foi o segundo deputado mais votado no Amazonas na eleição de 2018. É delegado da Polícia Federal há 11 anos e atuou na operação Maus Caminhos, que prendeu, entre outras pessoas, o ex-governador do Amazonas, José Melo (PROS), em 2017.
Delegado Waldir
Waldir Soares de Oliveira, conhecido como Delegado Waldir, foi reeleito deputado em Goiás. Atuou como delegado da Polícia Civil no estado. É membro da bancada da bala e se filiou ao PSL em abril de 2018. Entre os projetos de lei de sua autoria, estáa proposta de que o preso pague as próprias despesas durante o cumprimento da pena.
Dr. Luiz Ovando
Médico cardiologista, de 69 anos, foi eleito pelo Mato Grosso do Sul após disputar, sem sucesso, várias eleições durante 20 anos.
Antes do PSL, foi filiado ao PPS e ao PSC. Em entrevistas, afirmou que suas bandeiras em Brasília serão investimentos para a saúde e resgate dos “valores da família”.
Dra. Soraya Manato
Soraya Manato é médica ginecologista. Aos 57 anos, foi eleita pelo Espírito Santo com 57.741 votos. Seu lema é “pela vida, pela família”. É casada com o deputado federal Carlos Manato (PSL-ES), que foi investigado por ter auxiliado na articulação da greve dos policiais militares no estado em 2017.
Soraya declarou um patrimônio de R$ 5,2 milhões à Justiça Eleitoral.
Eduardo Bolsonaro foi aos EUA de bonezinho de Trump
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Nantes Bolsonaro nasceu em 10 de julho de 1984, no Rio de Janeiro. É o terceiro filho do presidente Jair Bolsonaro. Se formou em direito pela UFRJ e atuou como escrivão da Polícia Federal. Foi eleito deputado pela primeira vez em 2014, quando tinha 30 anos. Em 2018, foi reeleito deputado federal por São Paulo, com 1.814.443 votos, sendo o mais votado da história do país.
Em abril de 2018, Eduardo foi notificado pela PGR para responder denúncia de ameaça contra a jornalista Patrícia Lélis. O filho de Bolsonaro já esteve envolvido em outras polêmicas. No final do ano passado, apareceu em um vídeo dizendo que ,“para fechar o STF, basta um cabo e um soldado”. Seu patrimônio aumentou 432% em apenas 4 anos, período de seu primeiro mandato.
O deputado tem como ídolo o torturador coronel Brilhante Ustra.
Seu início de carreira na Polícia Federal é polêmica. Pela classificação, ele só conseguiu lotação em Guajará Mirim, em Rondônia, fronteira com a Bolívia. Depois foi transferido para o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Ele diz que passou três anos em Guajará Mirim, mas pelo menos um policial mais antigo que trabalhou lá não se lembrar de tê-lo visto na delegacia.
Ele teria sido emprestado para trabalhar em outras unidades da PF, mais próximas do Rio.
O pai, à época, era deputado federal.
Fabio Schiochet
O empresário de 30 anos atua no ramo de combustíveis. Antes de entrar no PSL, onde disputou sua primeira eleição, foi filiado ao PSD. Foi eleito por Santa Catarina com a pauta de defender os interesses econômicos da região. Defende a redução da maioridade penal e a revogação do Estatuto do Desarmamento.
Felício Laterça
Delegado da Polícia Federal em Macaé. Felício Laterça de Almeida foi nomeado superintendente da PF no Rio de Janeiro, mas desistiu do cargo após ser revelado que ele era filiado ao PSC e mantinha vínculos com políticos da região.
Seu irmão e sua cunhada foram nomeados para cargos comissionados por políticos. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a abrir um procedimento para apurar as circunstâncias da nomeação de Felício. Declarou à Justiça Federal quase R$ 3 milhões em bens.
Felipe Francischini
Nascido em Curitiba, Felipe Francischini, de 27 anos, é filho do deputado Delegado Francischini. Era deputado estadual pelo Paraná e irá exercer seu primeiro mandato como congressista. É formado em direito. Após o atentado contra Jair Bolsonaro, Felipe gravou um vídeo atribuindo ao Partido dos Trabalhadores (PT) a responsabilidade pelo ataque e pelos acidentes aéreos que mataram Eduardo Campos e Teori Zavascki.
Filipe Barros
Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Filipe Barros, de 27 anos, foi eleito vereador em Londrina (PR), em 2016, pelo PRB.
Chegou a ser denunciado por intolerância religiosa e injúria racial, após postar um vídeo de uma peça sobre a história africana com o comentário: “Na Semana da Pátria, a programação para crianças foi: MACUMBA EM FRENTE À PREFEITURA”.
Foi alvo de protestos por ter chamado trabalhadores de “vagabundos” durante a greve geral contra o governo de Michel Temer, em abril 2017. Também já foi investigado por compra de votos.
O parlamentar é seguidor do guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, e já chegou a dar palestras contra “ideologia de gênero”. Com quase R$ 212 mil de patrimônio, doou R$ 129 mil para a própria campanha.
General Girão
O general da reserva Eliéser Girão Monteiro disputou sua primeira eleição e foi eleito pelo Rio Grande do Norte. Foi adido militar na Polônia e chefe de gabinete de Planejamento e Gestão do Comando Logístico do Exército. Girão também foi secretário de Segurança dos estados de Roraima e Rio Grande do Norte, nos governos Chico Rodrigues e Rosalba Ciarlini, respectivamente. O militar passou para a reserva em 2009, em protesto à retirada de fazendeiros da área da reserva indígena de Raposa Serra do Sol, em Roraima.
General Peternelli
Eleito por São Paulo, o general da reserva Roberto Sebastião Peternelli Junior declarou R$ 2,2 milhões em patrimônio. Em 2016, chegou a ser indicado para presidir a Funai, mas seu nome foi descartado após protestos de movimentos indigenistas. Antes de se filiar ao PSL, fez parte do PSC, partido pelo qual foi eleito em 2014 para seu primeiro mandato como deputado federal.
Guiga Peixoto
O administrador e empresário de óticas, José Guilherme Negrão Peixoto foi eleito pelo estado de São Paulo. É dono de diversos terrenos em Tatuí (SP), onde reside. Em 2016, foi candidato à prefeitura da cidade pelo PSC. Uma de suas principais bandeiras é o fortalecimento econômico da região. Doou R$ 111 mil à sua própria campanha. Seu auto financiamento representou 90% de todo o orçamento declarado, de R$ 123 mil. Foi o candidato do PSL eleito com menos votos, um total de 31.718.
Heitor Freire
O empresário Heitor Rodrigo Pereira Freire é presidente do PSL no Ceará. É um dos líderes do movimento Direita Ceará, que atuou em prol da campanha de Jair Bolsonaro no estado, inclusive financiando a colocação de outdoors em apoio ao então candidato. Em 2016, antes de se filiar ao PSL, tentou, sem sucesso, se eleger vereador pelo PSC em Fortaleza. Trabalhou no mercado financeiro, em instituições como HSBC e BankBoston. Freire já foi alvo de ações de cobrança em R$ 466,9 mil na Justiça do Estado. Em diversos processos, o deputado soma supostas dívidas de R$ 204,9 mil com o Banco do Brasil, R$ 165,6 mil com o Santander, R$ 47,1 mil com o Bradesco e R$ 49,3 mil pela Caixa Econômica Federal.
De acordo com informações dos processos, que são públicos, a maioria das dívidas foi contraída por meio de uma empresa do parlamentar, a Milford Comercial. O estabelecimento, que comercializa materiais de iluminação para obras, acumulou débitos em financiamentos que tinham Heitor e uma série de familiares dele como avalistas.
Helio Fernando Barbosa Lopes
Conhecido como Helio Negão, ou Helio Bolsonaro, Helio Fernando Barbosa Lopes se intitula o “irmão negro” de Jair Bolsonaro.
A amizade entre os dois começou há mais de 20 anos, fortalecida pela carreira militar de ambos. Foi o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro.
Subtenente do Exército, concorreu com o sobrenome “Bolsonaro” e com o mesmo número que Eduardo Bolsonaro utilizou em São Paulo. É a única pessoa fora da família autorizada a utilizar o sobrenome.
Gravou diversos vídeos combatendo alegações de racismo contra o então presidenciável, que custeou integralmente sua campanha. Antes de se filiar ao PSL, foi membro do PRP, PTN e PSC. Havia tentado ser vereador em Queimados e Nova Iguaçu, ambas na Baixada Fluminense, e deputado federal. Sem sucesso.
Julian Lemos, homem de Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook
Julian Lemos
O empresário Gulliem Charles Bezerra Lemos, conhecido como Julian Lemos, é vice-presidente nacional do PSL e presidente da legenda na Paraíba. Tem três processos por violência doméstica. Reportagem da Folha de S.Paulo de 6 de novembro de 2018 revela que a primeira queixa contra ele foi apresentada em 2013 pela ex-mulher, Ravena Coura, que disse à polícia ter sido agredida fisicamente e ameaçada por uma arma de fogo. Nesse episódio, Julian foi preso em flagrante. Três anos depois, em 2016, Ravena fez outra denúncia. Disse à polícia que o então companheiro “é uma pessoa muito violenta” e a teria ameaçado. “Vou acabar com você, você não passa de hoje”, teria dito o parlamentar.
As duas denúncias foram arquivadas meses depois, quando a mulher afirmou que havia extrapolado os fatos em suas denúncias ,e que havia “perdoado” o ex-marido.
A terceira denúncia de violência doméstica contra o parlamentar foi movida por sua própria irmã, Kamila Lemos, em 2016, e ainda está em curso. Em depoimento, Kamila contou que “apaziguar” uma briga de Julian com a ex-mulher, quando passou a ser agredida com “murros e empurrões”.
Além dos processos por violência doméstica, Julian Lemos também foi condenado em primeira instância, em 2011, a um ano de prisão em regime aberto por estelionato, mas o processo acabou prescrevendo antes de um julgamento do recurso. Neste caso, o parlamentar foi condenado por utilizar uma certidão falsa de uma empresa da qual era sócio para fechar um contrato de prestação de serviços com o governo da Paraíba, em 2004.
Junior Bozzella
Bacharel em Direito, gestor e empresário, Nicolino Bozzella Juniorfoi vereador em São Vicente, litoral paulista, de 2013 a 2016, e nomeado superintendente de São Paulo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Em 2014, havia tentado a cadeira de deputado estadual pelo PSD, e em 2016 concorreu à prefeitura do município. Ao se filiar ao PSL, Bozzella chegou a ser presidente estadual do partido, e hoje faz parte do Diretório Nacional.
Joice Hasselmann
Joice Cristina Hasselmann foi jornalista com passagens por rádio e televisão em empresas como CBN, BandNews, RIC TV (Record), Rede Massa (SBT), site da revista Veja e Jovem Pan (no programa Pingos nos Is). Nos últimos anos, atuou como youtuber antipetista e pró-Bolsonaro.
Entre os candidatos do PSL, foi a mulher com a maior votação no Brasil, chegando a mais de um milhão de votos. Foi o segundo melhor resultado, atrás apenas de Eduardo Bolsonaro, que quase chegou a dois milhões.
Apesar do sucesso eleitoral, Joice coleciona processos e controvérsias na sua carreira.
No ano de 2015, ela foi denunciada por 65 plágios, em ação movida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná.
Entre os plágios, ela publicou em seu blog uma nota sem crédito da própria revista Veja. Poucos meses depois, ela foi desligada do veículo. Em 2017, ela foi processada por Luiza Nassif, filha do jornalista Luis Nassif, por danos morais, perdeu recurso e foi condenada a pagar R$ 15 mil.
A Editora Abril também processou Joice Hasselmann por uso indevido da marca Veja em seu canal de YouTube em 2018. Além da empresa, a ex-jornalista também foi acionada pelo Hermes Magnus, denunciante da Operação Lava Jato, por supostos erros no livro Delatores, publicado em 2017.
Joice Hasselmann
Léo Motta
Eliel Márcio do Carmo, conhecido como Léo Motta, foi vereador por dois mandatos em Contagem, Minas Gerais. O parlamentar também é cantor evangélico. Custeou integralmente a própria campanha e declarou R$ 721 mil em patrimônio.
Lourival Gomes
Nascido em Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Lourival Gomes é um empresário de 63 anos na cidade de Saquarema. Era suplente de deputado federal em 2014 pelo PTN, rebatizado Podemos. Chegou a assumir o cargo em 2017 no lugar de Luiz Carlos Ramos, deputado que entrou no secretariado de Marcelo Crivella no Rio.
O deputado é dono de uma rede de supermercados e do time de futebol Sampaio Corrêa, que disputa campeonatos de divisões inferiores no Rio de Janeiro. Antes do PTN, Gomes fez parte do PDT e PSC.
A cidade de Saquarema tem um estádio chamado Lourival Gomes de Almeida, conhecido como Lourivalzão e Ninho do Galo. Foi construído em 2013, pouco antes da Copa do Mundo, mostrando a influência do deputado no futebol.
Luciano Bivar
Luciano Caldas Bivar é um empresário de Recife, no Pernambuco, de 74 anos. Criou, em 2 de junho de 1998, o Partido Social Liberal. O PSL tinha supostamente como ideologia o social-liberalismo (algo que Collor, quando foi presidente, ajudou a difundir), mas a legenda, sobretudo com a entrada de Bolsonaro em 2018, seguiu para o conservadorismo de extrema direita, profundamente antipetista.
Bivar foi candidato presidencial em 2006 e teve 62.064 mil votos, com um discurso contra impostos e burocracia. Na eleição de 2014, seu PSL foi da base da candidatura de Marina Silva, quando ela estava no PSB.
O fundador do PSL admitiu, em março de 2013, que pagou membros da CBF para que o volante Leomar, jogador do Sport, fosse convocado pelo então técnico Emerson Leão.
O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schimitt, pediu abertura de inquérito para que Bivar fosse investigado por tal afirmação. Não deu em nada.
Quando o PSL abrigou Bolsonaro, Luciano Bivar teve resistência do próprio filho, Sérgio Bivar, fundador do Livres, movimento de jovens liberais. Ele saiu do partido com sua ala. Na ocasião, julho de 2018, comparou Jair Bolsonaro a Lula e disse que ambos tinham “ares messiânicos de justiceiro”.
Lula justiceiro?
Mesmo criticado dentro de sua família, Bivar manteve a aposta no ex-capitão para a disputa presidencial e, politicamente, acertou: só assim o PSL conseguiu eleger uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados.
Luiz Philippe O. Bragança
Luiz Philippe Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança é um dos herdeiros da família real portuguesa, tem 49 anos, fundou o movimento “Acorda, Brasil” pelo impeachment de Dilma Rousseff e foi cotado para ser vice de Jair Bolsonaro.
Com carreira no mercado financeiro, trabalhou no JP Morgan em Londres e em outras instituições financeiras nos Estados Unidos.
Trocado pelo General Mourão na chapa presidencial, elegeu-se deputado federal pelo PSL. Entre as ideias que defende, além do liberalismo, estão o parlamentarismo e um retorno à Constituição de 1824, da época do império, quando sua família reinava.
Luiz Lima
Luiz Eduardo Carneiro da Silva de Souza Lima é ex-nadador. Hoje com 41 anos, participou dos Jogos Pan-Americanos entre 1995 e 2003. Lima faz do RenovaBR, a organização política apoiada e financiada por Luciano Huck.
Major Fabiana
Fabiana Silva de Souza é uma policial militar que se tornou deputada federal pelo PSL com 57.611 mil votos. A major ficou conhecida em 2014 após controlar um tumulto próximo à Favela do Jacarezinho. Estava armada, mas sem a farda. No local, estava um ônibus que foi incendiado.
Major Vitor Hugo
Líder do governo na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo Araújo de Almeida tem formação na Academia Militar das Agulhas Negras e foi aluno dos generais Augusto Heleno (hoje ministro de Bolsonaro no Gabinete de Segurança Institucional) e Carlos Alberto Santos Cruz (chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro) na escola de cadetes.
Sua carreira militar no Exército tem mais de 20 anos e ele está em seu primeiro mandato como parlamentar.
Marcelo Alvaro Antonio
Deputado mais votado em Minas Gerais, com 230.008 mil votos, o empresário Marcelo Antonio é um político com base eleitoral na Região do Barreiro em Belo Horizonte. Foi vereador pelo PRP (hoje fundido ao partido Patriota) em 2012, eleito deputado pela primeira vez em 2014 e disputou a prefeitura filiado ao PR em 2016.
Filho do ex-deputado federal Álvaro Teixeira Dias, Antonio responde a cerca de 20 processos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, como mostrou reportagem do DCM. É acusado de crime contra a economia popular e calote.
Ele foi chamado para ser ministro do Turismo do governo Bolsonaro.
Márcio Labre
Márcio da Silveira Labre é jornalista e empresário. Aos 44 anos, advoga pelas teses mais conservadoras do governo Bolsonaro. Nascido no Rio de Janeiro, ele tem proximidade com youtubers bolsonaristas, como o grupo Terça Livre, de Allan dos Santos.
Nelson Barbudo
Nascido em Monte Aprazível, Nelson Ned Previdente foi o deputado federal mais votado do estado do Mato Grosso nas eleições de 2018, com mais de 125 mil votos. Conhecido como Nelson Barbudo, é agricultor e foi promovido pelas redes sociais discursando “contra o comunismo”.
Foi promovido pela youtuber Joice Hasselmann, também ela eleita deputada.
Nereu Crispin
Nereu Crispin é um empresário nascido em Porto Alegre. Tem 55 anos e negócios no setor de concreto, argamassa, transporte, construção e locação de equipamentos.
Nicoletti
Antonio Carlos Nicoletti é um político eleito para deputado federal em Roraima. Ele é ex-sargento do exército e ex-policial rodoviário federal. Ele faz parte da Bancada da Bala, que cresceu 111% nas eleições de 2018.
Prof. Dayane Pimentel
Professora aos 32 anos, Dayane Jamille Carneiro dos Santos Pimentel é deputada federal eleita pela Bahia, de Feira de Santana. Nas redes sociais, Dayane tem 200 mil seguidores, foi tiete de Bolsonaro e gravou vídeos atacando o PT.
Professor Joziel
Joziel Ferreira Carlos é militar reformado, ou seja, aposentado, do Rio de Janeiro de 52 anos.
Sanderson Federal
Ubiratan Antunes Sanderson, o “Sanderson Federal”, é policial federal de 49 anos e deputado federal do PSL pelo Rio Grande do Sul. Ele fez parte da “Frente Lava Jato” na eleição de 2018.
Dessa frente, somente três parlamentares foram eleitos, entre 19 candidatos.
Sargento Gurgel
João Carlos Soares Gurgel, o “Sargento Gurgel”, tem 38 anos e é policial civil do Rio. Nascido em Nova Iguaçu, ele é presidente do Ibrasppe (Instituto Brasileiro de Segurança Pública e Pesquisa).
Tio Trutis
Loester Carlos Gomes de Souza, conhecido como “Tio Trutis”, é empresário e chef de cozinha de 36 anos. Foi eleito deputado federal pelo Mato Grosso do Sul. Ele é dono do negócio Trutis Bacon e se define como “conservador, carnívoro, anti-aborto e pró-armas” no Instagram.
É um dos parlamentares do PSL que viajaram para a China com o objetivo de conhecer a tecnologia de reconhecimento facial. De acordo com o TRT, Trutis acumulou oito processos trabalhistas e foi acusado de dar calote em uma ex-funcionária grávida.
00:00/00:40Diário do Centro do Mundo
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