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quinta-feira, 4 de abril de 2019

GGN: Nem Bolsonaro, nem a oligarquia brasileira e muito menos os generais conhecem a história. Por Rogério Maestri


O motivo da implantação de Estados Fascistas está na submissão do indivíduo ao Estado, logo coisas com sindicatos (que não os fascistas), imprensa livre, escola crítica e demais instituições que não se sujeitem ao Estado Fascista são proibidas

Do GGN:

Nem Bolsonaro, nem a oligarquia brasileira e muito menos os generais conhecem a história

Por Rogério Maestri



Já escrevi muito antes do atual ocupante da cadeira de presidência da república ser “eleito” e posteriormente empossado quais seriam os problemas que surgiriam ao longo de sua estada no palácio que deve ser ocupado por um presidente da república do Brasil, causado exatamente pelas contradições de todas as partes envolvidas no golpe improvisado e amador.
Se algumas das partes intervenientes, como os militares e principalmente as oligarquias brasileiras como também os próprios órgãos de segurança norte-americanos, conhecessem um pouco da gênese e a história do fascismo, não a que é apresentada pelos falsos intelectuais de direita norte-americanos, mas sim por aqueles que no passado colaboravam com os serviços de inteligência, eles teriam previsto toda a incomodação que estão tendo e teriam tomadas providências prévias que agora são impossíveis de serem tomadas.
A ideologia fascista, por questão de conveniência da chamada centro-direita ou mesmo de nuances de uma centro esquerda, é tida como uma excrecência histórica que loucos como Mussolini e Hitler utilizaram encantando o povo daqueles países. Porém fascismo não é nada disto, fascismo é simplesmente uma continuidade de um sistema capitalista que ao longo do tempo vai perdendo o domínio das massas populares geridas, mandadas e coordenadas pela burguesia. Esta gerência, este mandato e coordenação é feito pelo que se chama a Democracia Burguesa, através de partidos burgueses, ou mesmo partidos com base operária que é por algum tempo controlado pela burguesia e toda a supra estrutura composta desde o ensino, passando pelo judiciário e legislativo e terminando nas forças de repressão (polícias e exército).
No pós Segunda Guerra Mundial, pelas sobre-exploração das colônias e dos países satélites, as potências imperialistas, conseguiram se manter em crescimento num nível elevado que permitiu que uma pequena parte da riqueza fosse transferida para uma classe intermediária, a pequena burguesia, que através de casos episódicos alguns destes representantes das classe médias, superexplorando os miseráveis do terceiro mundo ou parte de seus próprios explorados, conseguissem ascender socialmente e numa proporção de um em um milhão se tornarem grandes oligarcas, oligarcas não muito bem vistos pelos grandes capitalistas de terceira ou quarta geração, e por mais dinheiro que tenham, logo, como os irmãos Batistas, são os primeiros a serem defenestrados desta oligarquia por falta pedigree.
Ou seja, esta pequena burguesia, que lendo livros de autoajuda do tipo, como fico milionário a partir de uma merreca de dinheiro, ou mesmo frequentando cultos de templos da teologia da prosperidade, por algum tempo acreditam na chamada Democracia Burguesa, ou simplesmente chamada pela maioria das pessoas de Democracia.
Como no primeiro mundo, pela lógica do próprio capitalismo, os lucros são sempre decrescentes e estamos atingindo o que somente economistas marxistas falavam, mas agora está se expandindo para outros economistas, no que se denomina a Estagnação Secular.
Para sair deste processo de estagnação, em que o Japão é o líder há décadas, é necessário arrochar mais ainda os controles do Império e explorar ainda mais os países dependentes. Porém para explorar mais ainda os países dependentes é necessário reduzir cada vez mais não só a renda do proletariado, mas como também proletarizar todas as classes intermediárias. Para fazer isto dentro de uma democracia (quer dizer dentro da democracia burguesa) a supra estrutura (escolas, judiciário, forças de repressão e demais) deverão ser transformadas em uma estruturas acrítica e amorfas e obedecendo sem questionar as ordens de um partido único, pois estas ordens, travestidas de lutas contra castelos de areia, exigem até o sacrifício da vida em nome do partido, para quem quiser entender o fascismo é só ler A doutrina do fascismo, escrita pelo próprio Mussolini, onde ele deixa claro todas as afirmações que coloco neste texto, inclusive no subtítulo “Contra o pacifismo: guerra e vida como deveres”, que o pacifismo contraria o fascismo.
O motivo da implantação de Estados Fascistas está na submissão do indivíduo ao Estado, logo coisas com sindicatos (que não os fascistas), imprensa livre, escola crítica e demais instituições que não se sujeitem ao Estado Fascista são proibidas.
Logo, o Estado Fascista sobre um ponto de vista chão e pouco elaborado, seria ideal para a superexploração do proletariado e as classes intermediárias que seriam proletarizadas, porém nem tudo é simples, e diria até impossível, pois a criação do Estado Fascista necessita de determinadas condicionantes que impedem seu desenvolvimento dentro de nosso estado atual e principalmente com a base que se elegeu o atual governo.
Na realidade, Mussolini permaneceu pouco tempo no poder, e mesmo o fascismo sendo algo novo que atraiu tanto do o grande capital, a burguesia e parte da pequena burguesia, ele possuía dentro de seu sistema contradições insanáveis. Ou seja, as categorias que os apoiavam estavam em franca contradição entre si, por exemplo o núcleo inicial do fascismo, os camisas negras, eram um bando de criminosos que se aproveitando o Estado Fascista e as instituições criadas pelo proletariado que foram transferidas literalmente para sua posse, foram burocratizados e até de certa forma perseguidos pelas velhas estruturas repressoras. Não podemos esquecer, que Mussolini, antes de chegar ao poder era um grande crítico da Monarquia e das Oligarquias que dominavam a Itália, e a medida que vai se aproximando do poder, seu discurso dá um giro de cento e oitenta graus, que só um demagogo com grande capacidade oratória podia fazer isto sem aumentar os atritos entre a sua base de poder.
Por outro lado, Hitler adotou outra estratégia bem mais radical para eliminar aqueles que tinham o colocado no poder, não podemos esquecer que a SA (Sturmabteilung), os camisas marrons dos nazistas, quando da posse de Hitler elas eram mais poderosas do que o próprio exército alemão (eram três milhões contra cem mil da desarmada Reichswehr), e na liderança desta tínhamos o maior amigo de Hitler, Ernest Röhm e outro nazista de primeira hora Gregor Strasser (pertencia ao NSDAP desde a sua fundação em 1920). Como Röhm estruturou a SA de forma militar, completamente estruturada, dividida em vários níveis de comando, ficou fácil para Hitler se livrar dos “Nazistas de raiz”, simplesmente entre 30 de junho e 2 de julho de 1934 foram oficialmente mortas 81 pessoas que correspondiam ao comando da SA e mais algo em torno de 1000 pessoas foram presas e mandadas para campos de concentração. Cortando a cabeça de comando, Hitler eliminou os mais fortes adversários dentro do movimento Nazista e ele mesmo se colocou no comando destas tropas, que parte delas foram incorporadas ao exército alemão.
O que se vê claramente é que movimentos nazifascistas têm uma contradição intrínseca na sua formação, utilizam elementos doutrinados e provenientes de classes inferiores, para conquistar o poder, e quando estes mesmos elementos começam a reclamar por perderem o controle do movimento e enxergarem que foram enganados pelo líder, começa a reação contra as alianças com as oligarquias que dominavam o poder, e desta forma começam a incomodar todo o processo.
No Brasil, a nossa SA é basicamente as forças policiais (policiais militares), as milícias no caso do Rio de Janeiro e mais elementos ideológicos, que simplesmente se sentem desconfortáveis com as alianças com as forças amadas e com as oligarquias políticas que representam o grande capital, pois na realidade a política de achatamento salarial, precarização do trabalho e mais outras antipopulares tocam fundo na realidade de classe que pertencem esta base de apoio.
A ênfase na luta contra as milícias, que são uma base de apoio do ocupante da cadeira presidencial, é um indício que esta luta começou, e os militares procurarão perseguir estas corporações policiais para tirar força das mesmas.
Porém se a vida dos golpistas fosse tão simples, o golpe já teria se aprofundado, entretanto há ainda os evangélicos, os da bancada do boi e mais alguns “outsiders” para complicar ainda mais a situação, e além de tudo isto, o líder escolhido não tem a mínima capacidade de fazer os contorcionismos políticos que garantiram a Mussolini e Hitler se manter no poder.
Ah! Se os militares e a burguesia brasileira tivessem estudado bem a história universal, não estariam no mato sem cachorro como estão agora.

domingo, 31 de março de 2019

VÍDEO – A ditadura foi real, mentirosa, sanguinária e trágica: Ditadura Nunca Mais!



Do DCM:


 

00:00/00:40Diário do Centro do Mundo
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sexta-feira, 29 de março de 2019

ONU fez generais assanhados, neofacistas e Bolsonaro “arregarem” sobre a ditadura


  "O maior organismo multilateral do planeta, a ONU não hesitou em dar resposta à OAB e, nesta sexta-feira, emitiu um comunicado em que condena a atitude de revisionismo histórico criminoso empreendido pelo governo do país e por grupos militares extremistas de direita."

Do Blog da Cidadania:



Os comandos militares que queriam comemorar a ditadura militar mesmo após o chefe ter “arregado” e mudado o foco de “comemorar” para “rememorar”, também “arregaram” e, agora, não vão “comemorar” o golpe; apenas irão analisar o período de trevas. A pressão internacional pôs Bolsonaro e milicos golpistas nos seus devidos lugares.
Na última quinta-feira (28/3), Bolsonaro mudou a conversa sobre o próximo dia 31 de março, quando o golpe militar de 1964 completará 55 anos; disse que não mandou “comemorar” o golpe, mas, sim, “rememorar”, o que, como todos sabem, é mentira.
O recuo de Bolsonaro não foi à toa. A pressão democrática explodiu na cara dele e dos milicos golpistas. Além do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União, várias ações populares foram protocoladas na Justiça com vistas a impedir o revisionismo histórico e um crime de responsabilidade, já que a Comissão da Verdade tornou posição de Estado o fato de que houve um golpe e uma ditadura militar no Brasil.
Violar esses cânones legais pode custar o mandato de Bolsonaro e os cargos dos chefes militares que o seguirem, sem prejuízo de outras sanções legais.
Mas a pressão aumentou ainda mais e não se resumiu ao Brasil. A Ordem dos Advogados do Brasil deu início à denunciação internacional do movimento de revisionismo histórico ilegal que o presidente da República, chefes militares e grupos de extrema-direita começaram a empreender.
A OAB e o Instituto Vladmir Herzog denunciaram Bolsonaro à ONU por recomendar que os quartéis promovessem uma “comemoração adequada” do golpe militar de 1964.
O maior organismo multilateral do planeta não hesitou em dar resposta à OAB e, nesta sexta-feira, emitiu um comunicado em que condena a atitude de revisionismo histórico criminoso empreendido pelo governo do país e por grupos militares extremistas de direita.
Segundo a Agência de Notícias Rádio França Internacional, a ONU divulgou comunicado nesta sexta-feira (29 de março) no qual pede para que Bolsonaro “reconsidere” os planos de comemoração do aniversário do golpe militar no Brasil, ocorrido em 31 de março de 1964.
Em entrevista à RFI, o relator especial da ONU sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não-repetição, Fabián Salvioli, explicou que o Brasil está correndo um risco de “isolamento” internacional por ter um governo que faz apologia de violações de direitos humanos – no caso, negando as violações da ditadura militar brasileira.
Confira um trecho da entrevista com Salvioli:
RFI – Essa postura de Bolsonaro gera consequências junto à comunidade internacional? Pode isolar o país?
Fabián Salvioli – Sim, absolutamente. O Brasil sempre se comprometeu em compromissos internacionais nesse sentido. A diplomacia do Brasil sempre foi muito séria. Mas vemos um recuo, um recuo evidente e com consequências muito graves (…)
Diante disso, na tarde desta sexta-feira, dois dias antes da data que os militares querem comemorar, os chefes militares mudam o discurso sobre as solenidades relativas ao 31 de março e, agora, dizem, como Bolsonaro, que as solenidades não serão comemorativas do golpe, mas “alusivas” a ele – ou seja: serão solenidades que “analisarão” o golpe.
Por mais que seja negativo qualquer tipo de lembrança sobre o golpe de 1964 que não seja para criticá-lo e denunciá-lo, a pressão nacional e internacional impediu um grande circo que Bolsonaro e os milicos tentariam fazer para exaltar com fogos de artifício um movimento criminoso empreendido por covardes e que chegou a torturar crianças e estuprar mulheres.
Que, agora, o Judiciário trate de ser responsável e puna Bolsonaro e os milicos que violaram as conclusões da Comissão da Verdade, que constituem a posição oficial do Estado brasileiro sobre a ditadura militar. Afinal, apesar dos recuos retóricos, houve e haverá cerimônias que, no mínimo, deixarão de condenar os crimes ocorridos no país entre 1964 e 1985.
Confira a reportagem em vídeo



sábado, 10 de março de 2018

Bob Fernandes: enquanto a Europa enfrenta instrumentos de manipulação Google, Amazon, Face, Apple. No Brasil retroagente do séc. 21, generais e tanques




Do Canal Jornal da Gazeta:



A expressão GAFA significa Google, Amazon, Facebook, Apple. Se acrescente os chineses Alibaba e Huawei. . Estes gigantes vendem varejo, acessam, conhecem sentimentos, ideias, segredos e desejos de 70% da humanidade. . Valor de mercado desses gigantes? Mais de US$ 4 trilhões. . Referendo na Suíça: 71% querem continuar financiando o Sistema de Mídia Pública, TVs e Rádios. Cada cidadão paga 392 euros/ano. . Na Alemanha pagam 210 euros/ano. Na Inglaterra, 145 libras/ano. . Portugal, França, Espanha, nórdicos, Japão... mundo afora Mídias privadas. E cidadãos, compulsoriamente, financiando Mídias Públicas. . No Brasil, TSE, ABIN e Ministério da Defesa anunciam: combate a Fake News no ano eleitoral. TSE, hoje, leia-se ministro Fux. . A ABIN é do general Etchegoyen. Que manda em todo o Sistema de Inteligência do Brasil. E manda no ministro da Segurança, Jungmann. . E a Defesa? O comandante do Exército, general Villas-Boas, tuitou: "Associo-me aos argumentos do comandante da Marinha, Almirante Leal Ferreira". . O Almirante Leal quer um militar, não mais um civil como ministro da Defesa. . Combate à Fake News no país com 14.350 emissoras de rádio. . Com 4.377 rádios comunitárias; que alugam horários para políticos ou prepostos. Combate à Fake News no país que só no Congresso tem meia centena de donos de Tvs e/ou rádios. . Que tem como donos, ou no contrôle de poderosas Mídias, clãs como... . ...Sarney, Collor, Lobão, Barbalho, Jucá, Alves, do Henrique, Maia, do Agripino, Jereissati, os Franco e os Alves em Sergipe, Coelho, em Pernambuco, ACM na Bahia etc. . A Comissão Europeia de Informação e Comunicação Para os Cidadãos está debatendo: como enfrentar os gigantes GAFA: Google, Amazon, Face, Apple. . E o Brasil, República nascida de golpe militar há 129 anos com escassos 31 anos de "democracia" ininterrupta? . No século 21 o Brasil apenas assiste, sem debate público: . ...generais, tanques Guarani, soldados e fuzis para caçar traficantes... . ...Tornados "Donos" de comunidades pobres ou miseráveis exatamente porque o Estado nunca se fez presente.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bob Fernandes: Análises dos generais nos quartéis. Nas ruas e redes, berros e slogans fascistas.

   "Grupos apropriam-se da bandeira, hino, cores, e alardeiam clichês dos sem-noção. Com empáfia e pretensão impulsionadas por profunda ignorância. Diante de qualquer câmera ou microfone, berram slogans que se ressentem não de razões, que existem e são muitas, mas da Razão. Só eles e elas são a "Pátria", a "Pátria" é só deles e delas. Os servos devem ser mantidos em seu lugar. Ou serem expulsos." - Bob Fernandes



Segue, para reflexão, importante análise do comentarista político Bob Fernandes (em video e texto. Veja também o vídeo do ato ecumênico pelos 40 anos do assassinato, pela Ditadura, de Vlademir Herzog ao final do texto):




Em vídeo conferência para reservistas, em setembro, o comandante do Exército, Eduardo Villas Boas, abordou um hipotético risco de "crise social" e opinou:

-...e nesse contexto nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente.

O general Antonio Mourão, comandante do III Exército, também em palestra para reservistas defendeu o "despertar para a luta patriótica".

Depois, ao G1, o general Mourão disse que tratava não de "convocação", mas da "análise" dos seguintes cenários: "sobrevida" do governo, "queda controlada", "renovação" e "caos".

Tulio Milman, da Zero Hora, relatou a palestra de Mourão. A Folha, a do general Villas Boas.

Jânio de Freitas, jornalista, tem abordado tais falas e significados em meio a um amplo faz-de-conta-que-ninguém-disse-nada.

O que nos ensina a História? Que a República nasceu de levante militar e político em 1889; em 126 anos, outros 3 golpes e meia dúzia de tentativas.

Os escassos 30 últimos anos são o mais longo período democrático da nossa história.

Cabe à Política digerir necessidades vitais da sociedade, e metabolizar equívocos e erros na construção da democracia mais sólida possível.

O que se vive, ao contrário, é a Política da mútua avacalhação. Na disputa pelo Poder, os que deveriam ser grandes se apequenam.

Terminam por encurralar quase tudo num mundo binário. De um lado, porque comum aos demais, ainda a recusa em admitir erros políticos e morais inaceitáveis.

De outro lado, como visto em seguidas agressões nas ruas, recintos, redes e mídias, os fomentadores do fascismo de sempre.

Grupos apropriam-se da bandeira, hino, cores, e alardeiam clichês dos sem-noção. Com empáfia e pretensão impulsionadas por profunda ignorância.

Diante de qualquer câmera ou microfone, berram slogans que se ressentem não de razões, que existem e são muitas, mas da Razão.

Só eles e elas são a "Pátria", a "Pátria" é só deles e delas. Os servos devem ser mantidos em seu lugar. Ou serem expulsos.

Com esses, seja em qualquer latitude e longitude ideológica, não se faz um país democrático.

Veja também:

O Caso Vlademir Herzog: Um momento para não esquecer