sábado, 14 de setembro de 2013

Roberto Freire, quais foram mesmo os maiores escândalos de corrupção? Você vendeu-se mesmo ao fascismo?


Quem diria que o "ex-comunista" teria ficado tão atrelado ao PiG e ao PSDB ao ponto de pensar que todo mundo cai nas armações da Veja.... Mas, de verdade, qual foi mesmo o MAIOR escândalo, Sr. Robertão PPS? Estás mesmo a atiçar o povo como se inflamam bobos com qualquer mentira?


Tenha mais cuidado, senhor hipocrisia.... Você e o PSDB com a ajuda da Veja e da Globo não enganam a todos...



domingo, 8 de setembro de 2013

A frustração dos fascistas no 7 de setembro foi grande

Manifestantes politizados vaiam uma minoria de neonazistas e fascistas que pediam a volta da ditadura militar.

Por mais que os Bolsonaros e os Valdir Rossoni, junto a setores fastóides da sociedade, tramassem fazer de atos de manifestações (a maior parte efetuada por gente de boa cabeça política, apesar da violência de uma minoria) uma sangria do governo do PT, com laivos de golpismo, a Democracia venceu. Veja, abaixo um video em que a maioria de pessoas de cabeça boa vaia os neonazistas que pediam a volta da ditadura militar:


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Todo o jogo sujo da era FHC, encoberta pela mídia, exposta no livro "O Príncipe da Privataria", do jornalista Palmério Dória


QUEM É O SR X QUE GRAVOU A
COMPRA DA REELEIÇÃO DE FHC

O Senhor X era um segredo de polichinelo. O PiG protege tudo do FHC. Até filho que não é dele…
Fonte: Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim

Chegou na útlima sexta-feira, 30 de agosto, às livrarias o ”Príncipe da Privataria”, do jornalista Palmério Dória – autor do best seller ”Honoráveis Bandidos”, que já vendeu 130 mil cópias.

“O Príncipe da Privataria” é Fernando Henrique Cardoso, muitas vezes chamado de “Príncipe da Sociologia”.

“Privataria” está no título de outro best seller da editora Geração, “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Junior.

Dos 25 mil exemplares do “Príncipe”  já impressos, 17 mil chegam hoje,  às livrarias de todo o país.

Para isso, foi necessária uma operação de guerra da Geração.

Ela teve que manter em segredo as gráficas que imprimiam, variou as rotas de distribuição e, com isso, evitar vazamentos que antecipassem o lançamento do livro – e processos judiciais de censura.

O editor da Geração, Luiz Fernando Emediato, conta na “Nota do Editor” que um amigo tucano lhe telefonou para pedir que não publicasse o livro e contar que já constituía advogado.

Na verdade, a editora suspeita que o vazamento da notícia do lançamento do livro tenha partido de uma rede de livrarias paulistas, notoriamente tucana, ao saber da chegada dos exemplares.

O “Privataria Tucana” foi boicotado por algumas livrarias de São Paulo, apesar de se tornar um best seller em poucos dias.

Ser um best seller é  o destino que espera “O Príncipe da Privataria”. 

Entre as revelações está a identidade do “Senhor X”, personagem de uma série de reportagens assinadas pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha (*).

O ”Senhor X” gravava as conversas dos deputados comprados para aprovar a reeleição do Fernando Henrique, em 1997, e entregava a Rodrigues.

Numa série de reportagens, depois de denuncia da compra de votos feita pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos, Rodrigues reproduzia as gravações que recebia do “Senhor X”.

E jamais o identificou.

Nem o PiG (**) jamais se interessou em saber quem era o “Senhor X”.

Foi o que fez Palmério.

Ainda na Nota do Editor, Emediato conta que, um dia, num encontro em San Francisco, nos Estados Unidos, Fernando Henrique, em conversa com o sociólogo Bolivar Lamounier e ele, Emediato, teria se referido ao escândalo de Caixa Dois de PC Farias:

Nenhum partido e nenhum candidato pode prescindir de recursos ilegais.

“Mas, a diferença entre ‘nós’ e ‘eles’ – disse FHC – é que ‘nós’ gastamos nas campanhas enquanto ‘eles’ enfiam boa parte em seus próprios bolsos.

O livro descreve pormenorizadamente a Privataria desenfreada – e especial atenção merece a venda da Vale do Rio Doce por um terço do que valia.

E, nela, o papel decisivo de Ricardo Sergio de Oliveira.

E a pressão “irresistível” do Padim Pade Cerra, como o próprio FHC reconhece neste vídeo.

Ricardo Sergio de Oliveira – um nome que não se deve, por cortesia, pronunciar na frente de um tucano – , depois, reaparece, com raro brilho, na privatização das teles: “só um bobo dá a telefonia para estrangeiros”, disse Bresser-Pereira, antes mesmo de deixar o PSDB.

Ricardo Sérgio é o “Mr Big”, o cérebro articulador das operações do clã Cerra na Privataria Tucana do Amaury.

Palmério descreve, também, a tentativa de vender a Petrobrax.

Trata da relação monetária entre Fernando Henrique e um de seus principais financiadores, José Eduardo de Andrade Vieira, então dono do Bamerindus.

Palmério desmistifica o “Príncipe dos Sociólogos”: FHC levou bomba duas vezes na admissão ao Colégio Militar e uma, ao tentar entrar para Faculdade de Direito da USP.

Um jenio …

No PiG (**) …

Sobre o jenio, leia, ali, o que Millor Fernandes e João Ubaldo Ribeiro diziam do jenio…

Palmerio traz uma tabela com tudo o que o FHC vendeu.

E outra que compara o desempenho do Presidente FHC com o Presidente Lula: é uma surra, como demonstrou João Sicsú.

E mostra, com detalhes, a cumplicidade da Globo, do Padim Cerra – e do PiG (**) – na operação de abafa do que poderia ser um obstáculo à carreira de Fernando Henrique: o filho de uma repórter da Globo, em Brasília, e sua rápida remoção para Lisboa e Barcelona.

O ansioso blogueiro entrevistou nessa quinta-feira (29), por telefone, o autor do livro, o jornalista Palmério Dória. 


Paulo Henrique Amorim


Acompanhe a conversa, com modificações para facilitar a leitura.

Clique aqui para ouvir a íntegra da entrevista



PHA: Esse livro tem uma revelação – entre muitas – que é a identidade do ”Senhor X”, o homem que conta tudo sobre a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Palmério, quem é o “Senhor X”?
Palmério: O “Senhor X” é uma eminência parda do Acre, isso a gente percebeu logo que o encontrou. 

Uma figuraça, elétrica! 

Ele é dono de uma retransmissora do SBT; dono de acadêmias de ginástica; prédios e até de um cemitério. 

Na campanha da reeleição, ele pegou pela proa a bancada acreana e tirou deles a confissão de que a reeleição estava sendo comprada pelo Serjão Motta (ex-ministro das Comunicações do Governo FHC); Orlei Cameli, então governador do Acre; e pelo Amazonino Mendes (ex-governador do Amazonas). 

Isso era só a frente acreana. Na verdade essa compra, pelas contas do Senador Pedro Simon (PMDB-RS), chega a 150 deputados, pelo menos. 



PHA: Ele (o ”Senhor X”) se chama Narciso Mendes, não é isso?
Palmério: Isso, chama-se Narciso Mendes. 

É um potiguar; passou por Belém; casou com uma moça chamada Célia; foi viver no Acre e fez a vida lá. 

Foi deputado na Constituinte, depois não se reelegeu, mas a mulher dele se elegeu. Daí ele tinha acesso livre ao Congresso. 

Como é um cara muito simpático, despachado, desempenado, ele foi procurado pelo repórter Fernando Rodrigues, da Folha (*), que através de uma intermediação feita pelo Carlos Aírton – outro deputado da época (também do estado do Acre) – Narciso começou a gravar com um gravadorzinho pequenino, que o Fernando Rodrigues tinha, japonês. 

Nem precisava perguntar, as pessoas já chegavam contando tudo. 

Isso dessa porção acreana da compra de votos. 

Agora, o Narciso é também um segredo de polichinelo, né? 



PHA: Por quê?
Palmério: Porque todo mundo sabe que esse homem existe, que é o Narciso Mendes, e ninguém se ocupou, ninguém quis ouvi-lo; chegar lá e dizer: “então, o senhor é o ”Senhor X”, vamos conversar”.


PHA: E o Fernando Rodrigues reproduziu as gravações na Folha…
Palmério: O Fernando Rodrigues reproduziu, essa matéria teve grande repercussão, o Fernando Rodrigues na época foi capa na revista Caros Amigos. Aliás, a capa foi o próprio gravador que ele usou nas gravações com o ”Senhor X”.

Pena que tenha chegado dez dias depois de a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) – que naquela época era a CNBB de guerra – denunciar que havia um esquema de compra de votos. Algum tempo depois, veio a matéria (da Folha). 



PHA: Então, o Narciso Mendes gravou, passou a gravação ao Fernando Rodrigues, que transcrevia a gravação e sempre se referia a ele, Narciso, como ”Senhor X”?
Palmério: Sempre se referia a ele como ”Senhor X”, e assim ele apareceu na capa de Caros Amigos. 


PHA: Por que o ”Senhor X”, que era um segredo de polichinelo, resolveu sair da toca e se identificar agora ?

Palmério: Ele passou por maus bocados de saúde e achou que tinha de contar essa história antes de morrer. 

Mas, o fato é que ele está muito longe disso, ele tem saúde para dar e vender e, seguramente, vai viver mais do que eu. 

Ele tem um cemitério lá, né? Ele me levou para conhecer o cemitério e eu me candidatei a uma vaga para quando eles implementarem a cremação. 

PHA: Você diz que as gravações se referem à compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique na bancada do Acre. Quanto se pagava por deputado na bancada do Acre?
Palmério: Pagava 200 mil reais. Era um esquema dos tempos dos coronéis, pagava-se em cheque.

Era uma espécie de pré-pago. Depois (de votar) eles trocariam o cheque.

Mas, ai, alguém os advertiu: cheque, né? É como alguém dar um cheque para um traficante – não estou comparando os deputados com os traficantes, mas é por ai. 

Ai alguém falou: “é melhor pagar em dinheiro”. Ai passaram a fazer o pagamento em dinheiro, os deputados saiam com sacolas de dinheiro.



PHA: E quem é que comprava?
Palmério: Nessa operação, no caso do Acre, o Amazonino Mendes, então governador do Amazonas; o Orlei Cameli, do Acre, e outros que eu não sei. 

Mas, o Acre é apenas uma ponta, como o Pedro Simon deixa claro. 



PHA: O seu livro fala que, nas conversas (gravadas) aparecia claramente, como última instância do processo, o Sérgio Motta, ministro das Comunicações do Fernando Henrique.
Palmério: Isso. Aparece na época claramente nos jornais. Publicaram o envolvimento dele, as acusações contra ele. 

E depois, o Fernando Henrique, sem citar o nome de Narciso Mendes, fala desse episódio no livro ”Arte da Política” – um catatau de umas setecentas páginas, naquele estilo gorduroso de que você fala, né?



PHA: Isso, cheio de colesterol…
Palmério: Cheio de colesterol!

O fato é que é segredo de polichinelo, Paulo, porque todo mundo sabia quem era a peça, quem era a figura, quem fez as gravações. A certa altura do livro, o Fernando Henrique, sem citá-lo, começa a falar dele, começa a desqualificá-lo. 

Mas, o fato é que falaram em CPI nessa época, e não houve CPI. A Comissão de Constituição e Justiça ouviu alguns deputados – como você sabe, dois deputados acreanos renunciaram logo em seguida, sobre pressão.

Muito bem, o fato que é que quando se falava em ”Senhor X”, ninguém quis ouvi-lo, nem CPI nem a Comissão de Constituição e Justiça. 



PHA: Então são 200 mil em dinheiro, para a bancada do Acre. O Pedro Simon calcula que tenham sido comprados 150 deputados. Então é 200 mil, vezes, 150, não é isso? E em dinheiro vivo!
Palmério: Em dinheiro vivo! Bufunfa; massaranduba; e em sacolas.

E eu acredito que os comprados do “sul maravilha” não se venderam por 200 mil reais. 


PHA: Então deve ter sido mais ? Mais de 30 milhões de reais ?
Palmério: Eu acho que sim, acho que sim.

O problema do tucanato é o seguinte: eu até te perguntei de quanto deveria ter sido a roubalheira e você não consegue mensurar. Eu acho que nem um computador de última geração desses da NASA consegue mensurar a escala de roubo quando você fala de tucanato. 



PHA: Agora tem esse negócio de Trensalão.
Palmério: É, não dá pra você calcular… 


PHA: Palmério, o Fernando Henrique já se referiu a esse episódio dizendo que ele e o PSDB não precisavam comprar ninguém, porque a maioria absoluta era a favor da reeleição. No seu livro,  o Narciso Mendes contesta esse argumento. Como é que o Narciso contesta isso?
Palmério: Ele diz que, por exemplo, o Orlei Cameli não se candidatou à reeleição. 

Já começa por ai. No caso acreano, o governador não se candidatou à reeleição. Ele desmonta a tese do Fernando Henrique com esse simples fato. 



PHA: Outro argumento do Fernando Henrique é que ele não precisava (buscar a reeleição), mas quem precisava eram os governadores, que estavam tão interessados na reeleição quanto ele. Porque se beneficiariam. Então, pelo mesmo raciocínio do Cameli, você desmonta esse argumento. 

Palmério: Claro, Claro, sem a menor dúvida. 

Então, você vê o esforço que foi feito para ele ( Narciso) não ser ouvido. Como se passam 13 anos e esse cara nunca foi procurado para falar ? Nunca.



PHA: Você acredita que o Luís Eduardo Magalhães – você cita ele no seu livro como presidente da Câmara – interveio nesse processo bombardeando a ideia de uma CPI, é isso?
Palmério: Sim, sim, foi criado ali um bloqueio total. 

Era o bate-bola permanente entre os dois, os dois que faleceram, o Luís Eduardo e o Serjão. 

O Serjão era o grande operador, ele e seu projeto de 20 anos (de tucanos no poder). 



PHA: Você reproduz no livro uma frase muito interessante do Serjão: “95% das coisas que eu digo foi o Fernando Henrique quem falou; os os outros 5% é o que ele pensa e não diz”.

Palmério: Ou seja, é impossível, que o Fernando Henrique não soubesse do que estava rolando nos bastidores. 

O desconforto com o qual ele fala disso no livro é a maior bandeira. 



PHA: O livro “Príncipe da Privataria” é, na verdade, um perfil muito rico, muito detalhado, uma pesquisa minuciosa feita por você e pela sua equipe, e que trata de muitos assuntos. 

Trata da Privataria de uma forma geral; trata de outros tipos de financiamento da campanha do Fernando Henrique, como a ligação dele com o então presidente do Banco Bamerindus (Andrade Vieira); trata do processo vil que foi a venda da Vale do Rio Doce.

Tem um episódio muito importante narrado pelo delegado Protógenes Queiroz, que é uma ligação muito mal explicada pelo Fernando Henrique – a relação dele com títulos da dívida externa brasileira em posse do banco francês Paribas. 

Palmério: De quando ele era ministro da Fazenda e o Armínio Fraga era o homem do Banco Central. 


PHA: Tem um componente importante desse seu livro que é a cumplicidade da imprensa brasileira no episódio do filho que o Fernando Henrique Cardoso pensou por muito tempo ter tido com uma jornalista da TV Globo. 

Qual é a relação desse episódio com a TV Globo? Como que a Globo participa desse processo de acobertar um fato público, que é o presidente da República ter um filho, ou supor ter um filho, com uma jornalista de vídeo, da emissora de televisão mais vista do país. 

Onde se casam – sem trocadilhos – Fernando Henrique Cardoso e a Globo nesse caso do filho que ele reconheceu e que, na verdade, não era dele. 

Palmério: É o Proer da imprensa, eis aí uma tese de doutorado, Paulo Henrique. A figura central da TV Globo nesse caso é o Alberico Souza Cruz – que tomou o lugar do Armando Nogueira depois que manipulou aquele debate Lula x Collor. 

Então, ele passou a circular com desenvoltura por Brasília. 

Ele era amigo da Míriam Dutra (jornalista que teve o suposto filho de FHC) – ela era subordinada dele, né? – e era muito amiga da Rita Camata (ex-deputada federal), que, por coincidência, começou a aparecer em todos os espaços (da Globo), especialmente no Jornal Nacional. 

Ele (Alberico) era um dos bombeiros. O  outro era o José Serra, o planejador; e o Serjão, o operador. 

Foram eles que operaram a transferência da Míriam para SIC, (Sociedade Independente de Comunicação), em Portugal (associada à Globo). 

Não à toa: o Alberico é padrinho do Tomás (suposto filho de FHC). 



PHA: Então, o Alberico remove a Míriam para Lisboa e apadrinha o menino?
Palmério: Apadrinha o menino, depois ela é transferido para Barcelona. 

Agora, como houve o Proer dos bancos houve um Proer da imprensa.

Um dinheiro oficial, e até mesmo privado, em uma quantidade imensa, incalculável, para comprar o silêncio da mídia sobre o filho de Míriam Dultra, o “bolsa pimpolho”, como muitos denominaram. 

Eu acho que todos os veículos de comunicação investigaram o caso, mas não publicaram. Alegaram que era para ter e usar apenas se o concorrente furasse; matéria de gaveta, como se diz.

Isso lembra um arsenal dissuasório, como se diz: ”olha, há bombas nucleares suficientes para destruir o planeta ‘N’ vezes, mas não é para usar, é para ter”. Então a chantagem campeia pela imprensa, né?



PHA: Na verdade, o que eu chamo de PIG, aqui, no nosso site, não chegou a usar essa bomba.
Palmério: Não, não usou. E depois na matéria da Caros Amigos nós ouvimos, um a um, os diretores de redação de jornais e revistas da época. 


PHA: E isso está no livro também. Palmério, só para concluir: depois de muito tempo, ficou confirmado que o filho que o Fernando Henrique supunha ter não era dele, era de outra pessoa. 

E tem no livro – e é evidentemente que não podemos revelar aqui – uma cena de comédia italiana, que é o diálogo de Fernando Henrique e Míriam Dutra depois que ficou comprovado que o filho não era dele. 

Palmério: É, um amigo meu disse que deu uma estrondosa gargalhada com o fim do livro. 
Agora eu só queria dizer uma coisa para você, Paulo Henrique, esse é um bom livro para ler na Semana da Pátria, não é? 



PHA: Aliás, o 7 de Setembro que Fernando Henrique qualificou como uma palhaçada.
Palmério: Exatamente, Exatamente… 


PHA: Parabéns, Palmério, depois de desmontar o pessoal do ”Honoráveis Bandidos”, do José Sarney – quantos livros já vendeu o José Sarney?
Palmério: O Zé Sarney já vendeu cerca de 130 mil livros. Mas, a turma do Zé Sarney, perto dessa turma do Fernando Henrique, não passa de amadores. É outra escala. 


PHA: Os ”Honoráveis Bandidos” são amadores…
Palmério: É, é outra escala, outra escala…


Serviço:

Príncipe da Privataria, da Geração Editorial;
Páginas: 368; 
Preço: impresso, R$ 39,90 / e-Book, R$ 24,90;
À esquerda, Palmério, que deixou para o fim uma estrondosa gargalhada. À direita, Narciso na época das gravações

Narciso, de frente para Palmério


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Carl Gustav Jung e Leonardo Boff: O necessário resgate da sensibilidade ecológico-social


 Carl Gustav Jung (1875-1961)

- após o texto, assista ao belo vídeo no final -

O resgate necessário da sensibilidade ecológico-social

Leonardo Boff 

 

Nos dias 19-23 de agosto na cidade de Copenhagen realizou-se o XIX Congresso internacional da Psicologia Analítica de C. G. Jung, do qual participei. Havia cerca de 700 junguianos, vindos de todas as partes do mundo, até da Sibéria, da China e da Coréia. A grande maioria analistas experimentados, muitos deles autores de livros relevantes na área. Uma tônica predominou: a necessidade de a psicologia em geral e da analítica junguiana em particular abrir-se ao comunitário, ao social e ao ecológico.

       Esta preocupação vem ao encontro do próprio pensamento de C. G. Jung, Para ele a psicologia não possuía fronteiras, entre cosmos e vida, entre biologia e espírito, entre corpo e mente, entre consciente e inconsciente, entre individual e coletivo. A psicologia tinha que ver com a vida em sua totalidade, em sua dimensão racional e irracional, simbólica e virtual, individual e social, terrenal e cósmica e em seus aspectos sombrios e luminosos. Por isso tudo lhe interessava: os fenômenos exotéricos, a alquimia, a parapsicologia, o espiritismo, os discos voadores, a filosofia, a teologia, a mística ocidental e oriental, os povos originários e as teorias científicas mais avançadas. Sabia articular estes saberes descobrindo conexões ocultas que revelavam dimensões surpreendentes da realidade. De tudo sabia tirar lições, hipóteses, e enxergar possíveis janelas sobre a realidade. Em razão disso, não cabia em nenhuma disciplina, motivo pelo qual muitos o ridicularizavam.

      Esta visão holística e sistêmica precisamos hoje tornar hegemônica na nossa leitura da realidade. Caso contrário, ficamos reféns de visões fragmentadas que perdem o horizonte do todo. Nesta diligência Jung é um interlocutor privilegiado particularmente no resgate da razão sensível.

      Coube a ele o mérito de ter valorizado e tentado decifrar a mensagem escondida dos mitos. Eles constituem a linguagem do inconsciente coletivo. Este possui relativa autonomia. Ele nos possui mais a nós do que nós a ele. Cada um é mais pensado do que propriamente pensa. O órgão que capta o significado dos mitos, dos símbolos e dos grandes sonhos é a razão sensível ou a razão cordial. Esta foi na modernidade colocada sob suspeita pois poderia obscurecer a objetividade do pensamento. Jung sempre foi crítico do uso exacerbado da razão instrumental-analítica pois fechava muitas janelas da alma.

     Conhecido foi o dialogo em 1924-1925 que Jung manteve com um indígena da tribo Pueblo no Novo México nos USA. Este indígena achava que os brancos eram loucos. Jung lhe perguntou por que os brancos seriam loucos? Ao que o indígena respondeu:”Eles dizem que pensam com a cabeça”. “Mas é claro que pensam com a cabeça” retrucou Jung. “Como vocês pensam”? – arrematou. E o indígena, surpreso, respondeu: ”Nós pensamos aqui” e apontou para o coração (Memórias,Sonhos, Reflexões, p. 233).

        Esse fato transformou o pensamento de Jung. Entendeu que os europeus havia conquistado o mundo com a cabeça mas haviam  perdido a capacidade de pensar e sentir com o coração e de viver através da alma.

      Logicamente não se trata de abdicar da razão – o que seria uma perda para todos – mas de recusar o estreitamento de sua capacidade de compreender. É preciso considerar o sensível e o cordial como elementos centrais no ato de conhecimento. Eles permitem captar valores e sentidos presentes na  profundidade do senso comum. A mente é sempre incorporada, portanto, sempre impregnada de sensibilidade e não apenas cerebrizada.

        Em suas Memórias diz: ”há tantas coisas que me repletam: as plantas, os animais, as nuvens, o dia, a noite e o eterno presente nos homens. Quanto mais me sinto incerto sobre mim mesmo, mais cresce em mim o sentimento de meu parentesco com o todo”( 361).

O drama do homem atual é ter perdido a capacidade de viver um sentimento de pertença, coisa que as religiões sempre garantiam. O que se opõe à religião não é o ateísmo ou a negação da divindade. O que se opõe é a incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as pessoas estão desenraizadas, desconectadas da Terra e da anima que é a expressão da sensibilidade e espiritualidade.

  Para Jung o grande problema atual é de natureza psicológica. Não da psicologia entendida como disciplina ou apenas como dimensão da psique. Mas psicologia no sentido abrangente como a totalidade da vida e do universo enquanto percebidos e articulados com o ser humano.  É neste sentido que escreve: “É minha convicção mais profunda de que, a partir de agora,  até a um futuro indeterminado, o verdadeiro problema é de ordem psicológica. A alma é o pai e a mãe  de todos as dificuldades não resolvidas que lançamos na direção do céu”(Cartas III, 243).

Se não resgatarmos hoje a razão sensível que é uma dimensão essencial da alma, dificilmente nos mobilizaremos para respeitar a alteridade dos seres, amar a Mãe Terra com todos os seus ecossistemas e vivermos a compaixão com os sofredores da natureza e da humanidade. 
Fonte:  http://leonardoboff.wordpress.com/2013/09/03/o-resgate-necessario-da-sensibilidade-ecologico-social/

Assista agora ao vídeo com a música e imagens do filme "Irmão Sol, Irmã Lua", baseado na vida de São Francisco de Assis e uma prece de sua autoria. Este vídeo representa a mensagem acima lida de Leonardo Boff:

 

Sobre médicos e hipócritas



Dr. Joseph Mengele

Médico chefe do campo de concentração de Auschwtiz


Tem muito “médico” que,  tal como o Dr. Mengele - que também prestou o juramente de Hipócrates -, apresenta-se com ares de cientista e bastante pose de sabedoria, mas que, quando pode, demonstram a verdade da sua ânsia de poder corporativista e divisão classista, por vezes xenofóbica e racista, com base em uma formação estritamente MECANICISTA.

Carlos Antonio Fragoso Guimarães

domingo, 1 de setembro de 2013

Jorge Pontual fala dos avanços da medicina de Cuba e constrange Eliane Cantanhêde, a Rede Globo e a mídia golpista


   O repórter Jorge Pontual faz entrevista com socióloga norte-americana e reconhece que a Organização Mundial de Saúde vê no sistema médico e na educação médica cubana um exemplo para o mundo. Também fala da resistência ao modelo médico humanista cubano entre os médicos locais, inclusive a elitista classe médica brasileira. Veja o vídeo acima e tire as suas conclusões.

Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Fascistas golpistas, incluindo políticos, banqueiros e médicos, instigam uma manifestação monstro para o dia 7 de setembro


Carlos Antonio Fragoso Guimarães

  Perdendo uma eleição importante após outras, as elites que exploraram o Brasil por mais de quinhentos anos só aceitam a democracia quando esta está de acordo com seus interesses. Quando não, seguem para o golpe militar. E é exatamente isso - embora não explicitamente descrito - que os reacionários que não suportam um governo trabalhista querem instigar no dia sete de setembro: insuflar pela internet a movimentação dos que pensam como eles ou os que embarcam em qualquer onda ingenuamente para, como massa, atiçar os militares (não todos) que vêem em Dilma uma aberração (apesar de que, como o demonstra o casdo Trensalão tucano e o livro O Príncipe da Privataria, o PSDB ter roubado e vilipendiado o patrimônio nacional muitissimo mais que o PT). Também a grande mídas das poucas famílias que as controlam vão incentivando essa manifestação, em especial a muito suja Revista Veja, porta voz do empresariado e bancos nacionais e estrangeiros....

Como escreve Esmael Morais em seu blog

"o que mais preocupa as autoridades são as ações que poderão ser efetuadas pelos diferentes grupos que têm atuado com violência sobre símbolos do poder formal. Nas últimas semanas, as manifestações de massa refluíram para deixar a frente da cena, nas ruas, para grupos como os Black Blocs e o Fora do Eixo, de orientação para o quebra-quebra.
Entre os órgãos de segurança, encontram-se indícios de que simpatizantes de políticos conservadores como os deputados Jair Bolsonaro e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), estariam misturados às turmas da radicalização. A soma de disposição para o enfrentamento com motivação política já fazem do feriado do Dia da Pátria uma data de extrema tensão."
Já Gílbert Martins Duarte observa que os mentores do protesto pretendem inflamas as forças mais odientas, pois:

Essa gente tem horror à democracia, tem o horror à liberdade de expressão, tem horror à pobre, tem horror à classe trabalhadora organizada e sindicalizada, tem horror à internet livre, não aceitam que trabalhadores possam votar e ser eleitos. Usam um discurso de que são contra o comunismo, contra o marxismo, contra o socialismo, dizendo que somos ditadores, para impor a ditadura direitosa deles, em favor da burguesia exploradora e opressora. É a defesa de uma ditadura para os ricos ficarem ainda mais ricos e os trabalhadores ficarem, a cada dia, mais escravizados e mais pobres.

Esses fascistas-golpistas fazem um discurso de que no Brasil todo político civil é corrupto; fazem o discurso de que temos de ter patriotismo, como se o Brasil não fosse dividido entre ricos e pobres, mas, sim, uma pátria harmônica; fazem o discurso de que a única bandeira a ser levantada deve ser a bandeira verde e amarelo e, inclusive, batem nas pessoas que carregam bandeiras vermelhas de esquerda nas passeatas; fazem o discurso de que o Brasil deve voltar a ser a ditadura militar de 1964; fazem o discurso de que o povo é incapaz de governar e de que o exército é a sumidade da moralidade e da justiça pública, tendo de ter “Intervenção Militar Já” para corrigir o Brasil. Cuidado! Cuidado! Cuidado! O país já passou por uma ditadura militar, em que milhares de trabalhadores e lutadores sociais foram torturados e assassinados pelos presidentes-chefes do exército, impostos na força e na bala, sem consultar o povo, sem eleição, sem democracia nenhuma. 

Esses fascistas-golpistas estão circulando e-mails nas redes sociais, e já recebemos alguns, pedindo que as pessoas, no dia 07 de Setembro, vão para as ruas com cartazes pedindo “Intervenção Militar Já!”. Fiquemos longe das provocações desses fascistas-golpistas! As lutas de junho não foram para pedir “intervenção militar no Brasil”, ao contrário, as lutas de junho foram para pedir mais dinheiro para a saúde, mais dinheiro para a educação, mais voz para o povo, mais transparência dos políticos, fim de verbas para a construção de grandes estádios em detrimento da qualidade dos serviços públicos, redução da tarifa dos transportes, etc.

Não precisamos de um exército para nos amordaçar; não precisamos de um exército para nos impor toque de recolher e impedir que saiamos às ruas para protestar; não precisamos de um exército para impedir nossa liberdade de expressão e nossa liberdade de crítica; não precisamos de um exército para policiar o que dizemos ou não dizemos na internet, aliás, muito provavelmente, proibiriam a internet livre e assassinariam quem publicasse textos criticando o governo militar; não precisamos de um exército para proibir todas as greves de trabalhadores, todos as lutas dos movimentos sociais, todas as manifestações de rua, todas as lutas da juventude, todas as lutas dos índios, todas as lutas dos sem-terra e sem-tetos, etc.(clique aqui para ler este texto na íntegra)
Para encerrar, em alto nível reflexivo, citemos o teólogo, filósofo e ecologista Leonardo Boff sobre as tramoias da direita:

É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças que sempre ocupou o poder de Estado e o tratou como propriedade privada (patrimonialismo), apoiada pela mídia privada e familiar, estão se aproveitando das manifestações massivas nas ruas para manipular esta energia a seu favor. A estratégia e fazer sangrar mais e mais a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.
Se por um lado não podemos nos privar de críticas ao governo do PT (e voltaremos ao tema), mas críticas construtivas, por outro, não podemos ingenuamente permitir que as transformações politico-sociais alcançadas nos últimos 10 anos sejam desmoralizadas e, se puderem, desmontadas por parte das elites conservadoras. Estas visam a ganhar o imaginário dos manifestantes para a sua causa que é inimiga de uma democracia participativa de cariz popular.
Seria grande irresponsabilidade e vergonhosa traição de nossa parte, entregar à velha e apodrecida classe política aquilo que por dezenas de anos temos construído, com tantas oposições: um novo sujeito histórico, o PT e partidos populares, com a inserção na sociedade de milhões de brasileiros. Esta classe se mostra agora feliz com a possibilidade de atuar sem máscara e mostrando suas intenções antes ocultas: finalmente, pensa, temos chance de voltar e de colocar esse povo todo que reclama reformas, no lugar que sempre lhe competiu historicamente: na periferia, na ignorância e no silenciamento. Aí não incomoda nem cria caos na ordem que por séculos construímos mas que, se bem olharmos, é ordem na desordem ético-social.
Esta pretensão se liga a algo anterior e que fez história. É sabido que com a vitória do capitalismo sobre o socialismo estatal do Leste europeu em 1989, o Presidente Reagan e a primeira ministra Tatscher inauguraram uma campanha mundial de desmoralização do Estado, tido como ineficiente e da política como empecilho aos negócios das grandes corporações globalizadas e à lógica da acumulação capitalista. Com isso visava-se a chegar ao Estado mínimo, debilitar a sociedade civil e abrir amplo espaço às privatizações e ao domínio do mercado, até conseguir a passagem de uma sociedade com mercado para uma sociedade de puro mercado no qual tudo, mas tudo mesmo, da religião ao sexo, vira mercadoria. E conseguiram. O Brasil sob a hegemonia do PSDB se alinhou ao que se achava o marco mais moderno e eficaz da política mundial. Protagonizou vasta privatização de bens públicos que foram maléficos ao interesse geral.
Que todos, pois, fiquemos alerta aos acontecimentos que se aproximam próximo sábado, sete de setembro.


sábado, 31 de agosto de 2013

O misterioso adiamento e o grande silêncio sobre o mensalão tucano

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Príncipe da Privataria