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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A mídia pró golpe brasileira esconde a notícia da ONU na esperança de que Lula desapareça. Por Kiko Nogueira


"A notícia de que o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu um pedido liminar para que Lula possa concorrer às eleições de 2018 foi escondida em tempo recorde."

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Do Diário do Centro do Mundo:



A mídia brasileira, definitivamente, não sabe o que fazer com Lula.
Há muito tempo que o jornalismo ali já se transformou em torcida e wishful thinking, mas a coisa tem adquirido ares de surrealismo vagabundo.
A notícia de que o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu um pedido liminar para que Lula possa concorrer às eleições de 2018 foi escondida em tempo recorde.
A entidade recomenda “todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico”.
Foi notícia, obviamente, nos grandes jornais do mundo todo, do New York Times (reproduzindo a Reuters) ao Guardian.
A imprensa nacional acha que, sonegando a realidade, ela desaparecerá.

ESTADÃO
G1

Ao mesmo tempo, Lula não sai dos olhos, narizes, bocas e cérebros de colunistas paus mandados — desde que de maneira negativa.
O resultado é uma esquizofrenia inevitável com toques de pornochanchada. No mesmo dia do caso ONU, o inefável Merval Pereira anuncia “as derrotas sucessivas de Lula”.
No Estadão, dá para visualizar os umpa-lumpas que escrevem aqueles editoriais dando pulinhos de raiva no andar 7 e meio: “tigrada, tigrada, tigradaaaaa….”
Chegamos a uma versão pervertida da máxima de Einstein: “se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos”.
Por aqui, a solução tem sido ignorá-los. Duro é que eles não vão embora. 

O GLOBO
FOLHA

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Advogado australiano, ligado à Comissão de Direitos Humanos da ONU e conselheiro jurídico da Rainha da Inglaterra, fica espantado ao ver que os votos do TRF4 já estavam prontos antes de qualquer argumento da defesa de Lula




 “Os juízes hoje falaram cinco horas lendo em um script. Eles tinham a decisão escrita antes de ouvir qualquer argumento” - Dr. Geoffrey Robertson sobre o que viu no julgamento de Lula pelo TRF-4

Do Click na Política, citando matéria do Correio do Povo:
Representante do ex-presidente Lula em processo na Comissão de Direitos Humanos da ONU, o advogado britânico Geoffrey Robertson fez duras críticas aos procedimentos da justiça brasileira, já na primeira instância por Sérgio Moro, mas também do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), nesta quarta-feira em Porto Alegre. Roberston criticou, por exemplo, o fato do promotor Mauricio Gotardo Gerum se sentar junto e ter conversas particulares com os desembargadores. Além disso, apontou para as decisões por escrito dos magistrados estarem prontas antes deles ouvirem os argumentos de defesa e acusação no julgamento.
“Uma corte de apelação é uma situação em que três juízes escutam os argumentos sobre o processo de um primeiro juíz estar certo ou não”, citou. “Os juízes hoje falaram cinco horas lendo em um script. Eles tinham a decisão escrita antes de ouvir qualquer argumento”, ponderou. “Nunca escutaram, então isso não é uma sessão justa, não é uma consideração apropriada do caso”, relatou o jurista britânico.

Sobre o comportamento dos envolvidos nos ritos do julgamento, ele também fez observações. “Estava lá na sala e vi, o promotor-chefe do caso sentado ao lado do relato. Fez seu almoço ao lado dos juízes e, depois, ainda teve conversas particulares com eles”, afirmou Roberston. “Isso é uma postura totalmente parcial, isso simplesmente não pode acontecer numa corte”, disparou o advogado.
Sobre o caso em que defende Lula na ONU, contra os procedimentos de Sérgio Moro na primeira instância, Robertson comentou que o sistema brasileiro não permite que o responsável pelo julgamento tenha imparcialidade. “Aqui no Brasil vocês têm um juiz que investiga o caso, define grampos e ações de investigação, para depois também julgar a pessoa no tribunal”, avaliou. “Isso é considerado inacreditável na Europa. Impossível”, garantiu. “Pois isso tira o direito mais importante de quem está se defendendo: ter um juiz imparcial no seu caso.”
“O juiz Moro atuou com pré-julgamento, pois ele foi o juiz de investigação de Lula”, argumentou Roberston. “Ele demonizou Lula, contribuiu para filmes e livros que difamaram o ex-presidente e encorajou o público a apoiar sua decisão. Moro jamais poderia se comportar assim na Europa”, definiu. “Depois, divulgou para a imprensa áudios capturados de forma irregular de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff. Pediu desculpas, mas imediatamente deveria ter sido retirado do caso.”
Robertson lembrou do seu trabalho como promotor em ação de direitos humanos contra o general Augusto Pinochet. E também citou sua participação em acusações contra o cartel de Medelín para embasar seus argumentos. “Tenho experiência com casos de corrupção e, aqui nesta sessão, não vi evidências de corrupção. Foi uma experiência triste sobre o sistema judiciário brasileiro.”

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Geoffrey Robertson, jurista internacional, é entrevistado pelo Justificando sobre "O Caso Lula"





 Geoffrey Robertson é advogado ligado às causas dos Direitos Humanos, faz parte do grupo de juristas a dar apoio especializado à corte interna de justiça da ONU, atuou em casos como o da defesa de Julian Assange e faz parte da equipe jurídica que, entre outros, dá suporte à Rainha Elizabeth II do Reino Unido. Segue a entrevista que o Justificando fez com o advogado sobre os desmandos de Moro e a violenta perseguição das forças reacionárias contra Lula. - Carlos A. F. Guimarães: