domingo, 29 de outubro de 2017

A sociedade eo Estado de Exceção mataram o Reitor Cancellier. Entrevista com o criminalista Fábio Simantob.






  Segundo o criminalista Fábio Simantob, é hora de rever a forma como se usa a prisão preventiva no Brasil: "É preciso rever a forma como se pune antecipadamente no país, é preciso rever essa publicidade excessiva em cima do processo penal, é preciso prever essa exposição do réu a qualquer custo. É preciso rever essa barbárie que se tornou o processo criminal no Brasil."

Do 247: Sócios no golpe, Temer e Aécio se consolidam como os mais odiados do País




Michel Temer salvou Aécio Neves no Senado e Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados, mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro; é isso o que mostra a nova rodada da pesquisa Ipsos, sobre aprovação e rejeição aos políticos brasileiros; enquanto Temer é rejeitado por 95% dos brasileiros, Aécio tem a rejeição de 93%; os dois são os principais responsáveis, ao lado de Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, pela destruição da democracia brasileira e da imagem do País no mundo; enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação

Do 247:

Michel Temer e Aécio Neves conseguiram assaltar o poder por meio de um golpe parlamentar forjado aceito por Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, mas se tornaram os políticos mais odiados do Brasil.

É o que mostra a nova rodada do barômetro político, do Instituto Ipsos, divulgado neste domingo.

Segundo a reportagem de Daniel Bramatti, os campeões da rejeição são "o senador Aécio Neves (MG), cuja desaprovação chegou a impressionantes 93%, em empate técnico com a do presidente Michel Temer (95%)".

Curiosamente, os dois sócios no golpe de 2016 se socorreram mutuamente nos últimos dias. Enquanto Michel Temer articulou para salvar Aécio Neves no Senado, Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados com o relatório de Bonifácio Andrada (PSDB-MG), mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro.

Enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação, a despeito do massacre midiático e da perseguição judicial.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a nova pesquisa presidencial, em que Lula aparece em primeiro lugar:

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro iriam para o segundo turno se as eleições presidenciais fossem hoje, segundo pesquisa do Ibope publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo deste domingo.

A primeira pesquisa do instituto sobre as eleições de 2018 trouxe Lula com mínimo de 35 por cento e máximo de 36 por cento nas intenções de voto em todos os cenários, enquanto Bolsonaro teria 15 por cento se disputasse contra Lula.

Marina Silva é a terceira colocada em qualquer cenário com Lula, com entre 8 por cento e 11 por cento.

Mas, sem Lula, Marina lideraria a corrida, empatada com Bolsonaro, que teria 18 por cento se o adversário fosse o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao invés do ex-presidente.

Na pesquisa espontânea, que não apresenta nomes ao entrevistado, Lula apareceu com 26 por cento das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 9 por cento e Marina Silva com 2 por cento.

Segundo o jornal, a pesquisa do Ibope foi feita entre 18 e 22 de outubro, com cerca de 2 mil pessoas em todos os Estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O apresentador de televisão Luciano Huck também teve o nome testado na pesquisa do Ibope, e variou de 5 por cento, em eventual disputa com Lula, a 8 por cento, em caso de Haddad ser o candidato petista.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve entre zero e 1 por cento, dependendo dos adversários.

A admiração do matador de Goiânia por Bolsonaro é muito mais que um detalhe da tragédia. Por Kiko Nogueira


"Alvo de bullying, ele encontrou acolhimento não na família, mas no ódio ululante do submundo dos sites de extrema direita, onde Jair é rei."

Do DCM:


O adolescente que matou dois colegas em Goiânia: fã de Trump e Bolsonaro


Não é à toa o fascínio do estudante de Goiânia que matou dois colegas na sala de aula pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro.
Alvo de bullying, ele encontrou acolhimento não na família, mas no ódio ululante do submundo dos sites de extrema direita, onde Jair é rei.
Sua psicopatia foi alimentada à base de fake news. Segundo trocas de mensagens às quais a Veja teve acesso, o rapaz tentava, por exemplo, convencer um interlocutor de que o Holocausto era uma fraude dando links de notícias falsas.
“Em um trabalho sobre ética, louvou o regime militar, desenhou suásticas em folhas de caderno e nos próprios braços”, diz a matéria.
Um amigo pediu para ele não discutir esses assuntos em sua casa. ”O quê? Eu discuti com sua mãe comunista? Eu nunca faria isso”, responde o outro.
Adorava Hitler. Na conversa online, “o adolescente também defende outros ditadores (Augusto Pinochet e Benito Mussolini, entre eles) e mostra-se admirador do presidente Donald Trump e do deputado Jair Bolsonaro, a quem chama de ‘futuro presidente’’’.
Ele não está sozinho no Brasil ou no resto do mundo. Muito pelo contrário.
Em janeiro, Alexandre Bissonnette, de 27, assassinou seis muçulmanos numa mesquita em Quebec, no Canadá.
Como o brasileiro, era introvertido, tímido, ridicularizado, branco e de classe média. Refugiava-se na web, onde podia encontrar e expressar ideias radicais.
Os seguidores de Jair Bolsonaro encontram no mito o modelo que almejam.
Inseguros, muitos deles doentes, “ameaçados” por mulheres, homossexuais e “esquerdopatas”, vêem aquele homem gritar que gays deveriam apanhar dos pais em casa, que vai liberar as armas para todo mundo, que os comunistas são o demônio, que segurança pública se resolve na porrada — e isso é música para seus ouvidos entupidos de testosterona.
Em fevereiro, o DCM contou de onde se originava a campanha difamatória contra a deputada Maria do Rosário e sua filha, quando fotos da garota vazaram.
Os caluniadores se reuniam no site 55chan, conhecido por ser um antro com toda sorte de conteúdo racista, homofóbico, militarista, misógino e pornográfico.
Bolsonaro é o messias dessa gente, citado com frequência sob a alcunha “Gibeiranaro”. “Tem que mandar pro Gibeiranaro e para os filhos dele [as imagens da menina]. Aposto como eles estão com o cu coçando”, escreve um sujeito.
Depois da violência em Charlottesville, na Virgínia do Sul, causada por neonazistas, alguns sites da chamada alt-right foram banidos do Google. O Daily Stormer e o Vanguard America, de supremacistas brancos, estavam entre os mais acessados.
Quando se manifestou sobre o incidente, Trump deixou claro que estava protegendo seus eleitores fascistas. “Há culpa dos dois lados”, declarou, acusando as vítimas.
Bolsonaro está em silêncio e assim permanecerá no caso da tragédia em Goiânia. Ele sabe que outros ovos estão sendo chocados.
Como gostam de repetir os bolsominions: é melhor JAIR se acostumando.

A troca de mensagens do jovem que matou os colegas em Goiânia, reproduzida pela Veja

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Temer é o maior do mundo. O maior em impopularidade


Como a Globo agora está furiosa com o sujeito que colocou no Governo, até saiu na Globonews, edição das 22h – se fosse a Dilma, seria na escalada do JN – uma pesquisa da badalada consultoria Eurásia em que Michel Temer é apontado como o governante mais impopular do mundo, disparado.

Seus 3% de avaliação positiva o colocam na “lanterna” do levantamento, muito distante dos demais. Mesmo de Nicolás Maduro, da Venezuela, a quem a Globo chama de “ditador”, tem quase oito vezes mais popularidade que o brasileiro.
Mas Temer, que só tem 3% dos brasileiros a seu favor, tem os tribunais e o parlamento por ele.
É o que já se disse hoje, mais cedo: a direita não tem um projeto, tem uma negação de projeto. Não importa como e com quem, seu negócio é impedir que o poder seja ocupado por quem o tenha.
É por isso que se esmera tanto em destruir Lula, que terminou seu governo com 83% de aprovação.
Nem mesmo na popularidade dos governantes essa gente  admite que o Brasil não possa estar num dos últimos lugares do mundo.

Desembargador libera redação racista, machista ou assassina no Enem



debret
Imaginem uma redação destas no Enem:
A maior bobagem que já foi escrita foi a Declaração dos Direitos Humanos. Como considerar um ser humano equiparável a mim, que sei escrever, que sou capaz de  expressar minhas ideias com boa ortografia e que já fui à Disney e a Miami a um negro de favela, cuja vida é ali, no meio da sujeira, que é inferior? Como, aliás, são inferiores as mulheres, que tinham mesmo é de ficar em casa, lavando roupa, especialmente as nordestinas, que até nisso são inferiores, porque é frequente que não tenham as adequadas noções de higiene. Eu sou, evidentemente, melhor que esta ralé e, por isso, acho que os professores que vão corrigir esta redação – considerando o respeito que devem à Justiça, onde a meritocracia é a lei – têm a obrigação de dar-me a nota máxima e fazer com que estes vagabundos sustentem, com os impostos que pagam até no miserável arroz com feijão, financiem um grau de educação compatível com o que sou: um ser superior a eles.
Pois acredite, com a decisão do  desembargador federal Carlos Moreira Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, os corretores  das redações  do Exame Nacional do Ensino Médio  apliquem do item 14.9.4 do edital de 2017 que atribui nota zero, sem correção de seu conteúdo, à prova de redação que seja considerada desrespeitosa aos direitos humanos”.
As normas de correção já eram ruins, porque determinavam que não se constituem atentados aos direitos humanos aqueles que, sob a cobertura do Estado e da lei, vilipendiarem a vida de um ser humano.
Mas  Sua Excelência “liberou geral”.
Um amigo recorda a “bem-escrita” carta do assassino de Campinas que  matou a ex-mulher, o filho de oito anos e mais dez pessoas na virada do ano.
“Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!” (…)“(…) eu ia matar as vadias (eu já tinha a arma e raspei a numeração pra não prejudicar quem me vendeu, ela precisava de dinheiro). Família de policial morto não recebe tantos benefícios com a família de presos. Cadê os ordinários dos direitos humanos? Estão sendo presos por ajudar bandidos né? Paizeco de bosta.
Se ele a escrevesse para o Enem, segundo o desembargador Carlos, não poderia ter levado zero.
O desembargador atendeu a pedido da Associação Escola Sem Partido, tendo em vista a proximidade da realização das provas, que já começam no dia 5 de novembro.
Pelo visto, no dia 5 de novembro de 1.517.

Os quatro bravos juízes, por Roberto Tardelli


  "Quatro bravos cariocas, juízes de direito, conseguiram o que pareceria impossível, nadar contra a corrente. Quando seus colegas saíram às ruas, vestidos com a camisa da CBF, quando faziam discursos em palanques contra tudo isso que está aí, contra a dissolução das famílias de bem, contra os direitos humanos que só protegem bandidos, quando desembargadores, presidentes de associação de classe de juízes e promotores de justiça animavam as massas de direita, quatro juízes subiram em palanque, desafiaram o senso comum e, de microfone na mão, pediram às pessoas que refletissem, pediram às pessoas que vissem que foi dado um Golpe de Estado. Quatro juízes, comprometidos com a Constituição, disseram ao povo o que já se sabia, foi Golpe."

Os quatro juízes

Do Justificando:

Quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Os quatro juízes


Quatro bravos cariocas, juízes de direito, conseguiram o que pareceria impossível, nadar contra a corrente. Quando seus colegas saíram às ruas, vestidos com a camisa da CBF, quando faziam discursos em palanques contra tudo isso que está aí, contra a dissolução das famílias de bem, contra os direitos humanos que só protegem bandidos, quando desembargadores, presidentes de associação de classe de juízes e promotores de justiça animavam as massas de direita, quatro juízes subiram em palanque, desafiaram o senso comum e, de microfone na mão, pediram às pessoas que refletissem, pediram às pessoas que vissem que foi dado um Golpe de Estado. Quatro juízes, comprometidos com a Constituição, disseram ao povo o que já se sabia, foi Golpe.
Leia também: 
Como a todos, certamente a corrupção lhes toma o frescor da alma, mas é a desigualdade econômica que os aflige, os aterroriza, os desespera. A dura realidade, que os quatro juízes muito bem reconhecem. É por conta dessa desigualdade econômica atroz que os jornais abriram o dia paulistano com uma manchete aterradora: Jovem tem 17 vezes mais chances de morrer no Brás que na Vila Matilde.
Os quatro juízes cariocas, apenas um conheço pessoalmente, conseguiram rasgar a fumaça tóxica do preconceito e do punitivismo e disseram às pessoas que seus colegas juízes, que os promotores de justiça, a cada dia mais sanguinolentos, talvez estejam criando monstros, quiçá até para justificar a grana alta que recebem, ou para justificar o protagonismo que assumiram podem estar vendo fantasmas. O óbvio oculto é assim: torna a vida dezessete vezes mais arriscada para uns do que para outros. Difícil ver. Eles viram.
Nos Jardins, aqui em São Paulo, vive-se em média vinte anos a mais do que em Perus, periferia medonha da cidade. Vinte anos. Repito: vinte anos. Inacreditável: vinte anos! Fonte é o G1, insuspeito.
É preciso comprar ternos em Miami, disse um ex-presidente de tribunal, aqui em São Paulo, é preciso ter bons sapatos, é preciso ter bons carros, é preciso que tenham camarotes exclusivos, carros oficiais, lanches nababescos, tudo pago pelo contribuinte da Vila Matilde, mais do o fazem os contribuintes dos Jardins. É assim que se combate a corrupção! É assim que se tem vida boa no CNJ!
Cristiana Cordeiro, André Luiz Nicolitt, Rubens Casara e Simone Nacif pagarão porque conseguiram, além da nuvem de areia, ver o óbvio oculto e letal.
Eles precisam ser punidos. Pelo bem do senso comum, devem ser punidos. Pela vitória final da mediocridade, devem ser punidos. Para que o óbvio oculto seja banido de vez, devem ser punidos. Para que todos se tornem obedientes, devem ser punidos. Para que a verdade oficial nunca mais seja desafiada, devem ser punidos. A punição é muito mais voltada aos outros do que a eles, estejam eles certos disso.
O fato típico é esse: ver além do horizonte autorizado. Se essa moda pega, de repente coisas estranhas podem acontecer: uma Justiça verdadeiramente democrática, por exemplo.
Esses quatro são perigosíssimos.
Roberto Tardelli é Advogado Sócio da Banca Tardelli, Giacon e Conway.

Punição de CNJ a juízes causa espanto e revolta na comunidade jurídica


Da Redação do Justificando:

Punição de CNJ a juízes causa espanto e revolta na comunidade jurídica

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Na terça-feira (23), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu por investigar a conduta dos juízes André Nicolitt, Simone Nacif, Cristiana Cordeiro e Rubens Casara por, em 2016, manifestarem opinião contrária ao impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff em ato público realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. 
A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou, ao encerrar a votação que decidiu por abrir uma Reclamação Disciplinar, que liberdade de expressão exige responsabilidade por parte dos juízes. “São limites que a vida nos impõe para que tenhamos um marco civilizatório, uma vida em sociedade” argumentou a ministra. 
Leia também: Juízes amordaçados
A decisão repercutiu e diversos magistrados e juristas manifestaram apoio aos quatro juízes do Rio de Janeiro. Para o doutor e mestre em Ciências Criminais e Professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Salah H. Khaled Jr., a investigação é uma cruzada movida contra os juízes. “Triste país em que juízes exemplares (…) são perseguidos politicamente com argumentação disfarçadas de defesa da legalidade” defendeu em seu perfil no Facebook.
O professor de Ciência Política na Universidade de Brasília UnB, Luis Felipe Miguel, também manifestou seu apoio aos magistrados e afirmou em seu perfil na rede social que “o juiz que rasga a Constituição é tratado como herói. O que ergue a voz para defendê-la é visto como suspeito. Triste Brasil.”
O juiz de direito e membro da Associação de Juízes para Democracia – AJD, Luís Carlos Valois, também dedicou algumas linhas em defesa dos 4 juízes. “Queria que juiz falasse o que pensa, sem dogma, sem teorias, sem firulas jurídicas, para que as pessoas entendessem o que realmente é ou não é nos seus direitos”.  
Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos maiores processualistas do Brasil, Afrânio Silva Jardim também manifestou sua indignação e solidariedade aos juízes. “A injustiça não só dói como pode levar ao desespero” afirmou em sua página no Facebook. 
A revolta apenas aumentou quando veio a público que João Otávio Noronha, Corregedor do CNJ, relator do caso e o conselheiro que mais fez discurso duro contra os juízes punidos, à época do impeachment concedeu entrevistas pedindo a saída de Dilma Rousseff e dos Presidentes do Senado e da Câmara. Ao Estado de Minas, no auge da efervescência, Noronha declarou: “Em uma democracia europeia, certamente ninguém estaria mais no poder. No Brasil, nós nos damos ao luxo dos três chefes de poder serem investigados ao mesmo tempo. Um gesto de grandeza seria a renúncia dos três, pelo bem do país”
A Professora de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luciana Boiteux, resumiu a contradição do corregedor e denunciou a gravidade da seletividade do CNJ: “o Corregedor do CNJ pode dar declaração política a favor do golpe, juizes cariocas não podem se declarar contra o golpe. Então, esse mesmo corregedor instaura processo contra os juízes, dizendo que juiz não pode ter atividade política. Se estes juizes tivessem vestido camisa do Brasil, batido panela e negado o golpe não teriam sido processados, como alguns fizeram, aliás, e não foram investigados. Muito sério isso”.
Ao lembrar a própria postura do corregedor, o diretor para a América Latina e o Caribe da Open Society Foundations, Pedro Abramovay, afirmou que “a punição é particularmente grave dado que muitos juízes se manifestaram a favor do impeachment e não sofreram punição por isso”. 
Com informações da Agência CNJ de notícias. 

14 pessoas mortas por intoxicação alimentar e o fim da 'ração humana' de João Doria


pessoas mortas intoxicação alimentar fim da ração humana doria igreja

Após críticas (até de aliados) e repercussão negativa, João Doria desistiu da ração humana. No entanto, os interesses por trás da tentativa quase bem-sucedida de emplacar o estranho projeto não podem ser esquecidos


Alex Tajra, no Outras Palavras e no Pragmatismo Político
Muito tem se falado sobre o projeto da Prefeitura de distribuir um complexo nutritivo chamado de “farinata” para supostamente combater a fome na cidade. A gestão João Doria, em parceria com a nebulosa Plataforma Sinergia, produziu um alimento de qualidade duvidosa, com um aspecto peculiar (lembra uma mistura do tradicional doce cajuzinho com uma pedra de crack), proveniente de uma maçaroca de produtos próximos do vencimento, desinteressantes para bares, restaurantes, supermercados, etc.
Não há qualquer informação nutricional sobre o produto, tampouco foi feita uma consulta aos órgãos competentes que deveriam fiscalizar os acordos alimentícios feitos pelo poder público com empresas privadas, tais quais o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Plataforma Sinergia também é uma empresa sobre a qual poucas informações estão disponíveis. Uma delas é de que é gerida pela empresária Rosana Perrotti, entusiasta do “Allimento” (nome do produto, elaborado com um trocadilho sórdido) e fã declarada do prefeito. Mas quem é Perrotti?
Numa pequena consulta feita na internet, nota-se que Rosana possui uma posição político-partidária muito explícita. Não raro em sua página pessoal no Facebook posta vídeos e textos criticando os “esquerdopatas”. Em uma das publicações, uma crítica virulenta à “ideologia de gênero” que o Ministério da Educação quer nos colocar “goela abaixo”. O professor Felipe Nery, no vídeo, diz que “está acontecendo uma explosão de crianças confusas com o próprio sexo” e que as crianças estão “duvidando de si mesmas nas salas de aula”.
pessoas mortas intoxicação alimentar fim da ração humana doria igreja
Marcada de vermelho, Rosana Perrotti, que se empenha em postagens ultraconservadoras na internet. Entre os “colaboradores” citados por sua empresa, a PUC-SP. Que relações obscuras ligariam Dom Odilo (o Grão Chanceler da universidade, ao microfone) com a “farinata”?
As postagens não são antigas; pelo contrário, foram publicadas nas últimas semanas. Em outro vídeo, o pastor e senador Magno Malta (PR), discorre sobre o ECA e como a performance do artista carioca Wagner Schwartz, no MAM, supostamente incentiva a pedofilia. “Se a Organização Mundial de Saúde pede para os fumantes não fumarem perto das crianças, quanto mais um adulto induzir uma criança a tocar no órgão genital do outro”, é uma das comparações feitas por Malta.
Em outra publicação, um vídeo de uma criança de no máximo cinco anos explicando “como Deus escolheu David para ser rei”. Esse, sim, em clara violação do Estatuto da Criança e do Adolescente, já que explora uma criança com fins de proselitismo religioso. Rosana também não deixa de lado o arauto da ética e da moral brasileiras, Sérgio Moro, e reserva espaços em sua linha do tempo para alguns vídeos do magistrado, exaltando a Operação Lava-Jato e seus feitos heroicos.
Profissionalmente a trajetória de Perrotti é igualmente cerceada por uma neblina cinzenta. Em seu perfil no Linkedin, apresenta-se como “Controller” na empresa Mead Johnson Nutrition, companhia estadunidense “líder no mercado de nutrição” e concentrada na “investigação científica” de nutrição para bebês e crianças.
No campo de experiência, a criadora da Sinergia se define como “CFO (Diretora Financeira, em tradução livre) com foco em alimentação, agronegócio e farmacêuticas multinacionais”, com passagens pela maior empresa do mundo de alimentação, a Kraft Foods, e a gigante do agrotóxico Monsanto.
Na rede social voltada para o mundo corporativo, a Plataforma Sinergia é descrita como uma “rede de especialistas e organizações dividindo sinergia para promover desenvolvimento sustentável por meio das melhores práticas sociais e ambientais”. Apresentada como um Instituto ou uma ONG pelos meios de comunicação, a empresa tecnicamente é uma entidade privada com “atividades associativas não especificadas anteriormente”, segundo dados do Cadastro Nacional. Em seu site, pede doações pouco objetivas, em um grande banner onde se pode ler “A CADA R$10 VOCÊ NUTRE 1 CRIANÇA POR 1 MÊS”, com dados bancários da empresa abaixo.
A Sinergia, como já revelado pela rádio CBN, não possui sequer uma fábrica. Atua em parceria com “indústrias licenciadas”, segundo Perrotti, que não podem ser reveladas por conta de acordos de confidencialidade. Aí entra também uma contradição, já que a comandante da empresa disse nesta mesma entrevista que só foram produzidas amostras da farinata, as quais foram distribuídas em algumas creches.
No texto de divulgação elaborado pela Prefeitura e publicado no dia 9 de outubro, todavia, a gestão afirma que a Sinergia já possui 50 toneladas do produto em estoque. Não se sabe onde, nem quando e nem o porquê dessa produção.
Tem como colaboradores nomes de peso, como a Câmara Internacional de Comércio, a CNBB e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Também não há qualquer menção sobre como ou por qual razão essas organizações mantêm vínculo com a Sinergia.
Chamam atenção, porém, mais que qualquer colaborador, os nomes da Fazenda da Esperança e da Missão Belém no portal da empresa. A primeira é uma conhecida rede de “comunidades terapêuticas” privadas, onde se tratam dependentes de drogas, e que possui uma série de contratos com o poder público. A segunda também trata de dependentes químicos, porém abriga moradores em situação de rua. Em junho deste ano o jornal O Estado de São Paulo publicou uma reportagem contando que, só naquele mês, 14 pessoas morreram na Missão Belém, todas com sinais de intoxicação alimentar.
A situação da Fazenda da Esperança é ainda mais conturbada. São diversas denúncias de alimentação ruim, tratamento negligente e até acusações de escravidão. Em 2014, quatro jovens de Alagoas, internados na unidade de Poço das Trincheiras, denunciaram que estavam sendo tratados como escravos, recebendo uma comida de péssima qualidade e que a situação é maquiada quando um grupo vinculado à Igreja Católica fazia visitas.
Cristiano dos Santos, Max Gonçalves, Italo Henrique e Jonata da Silva foram entrevistados pela Rádio Milênio e as denúncias foram amplamente repercutidas por veículos regionais. “A comida não prestava. A que prestava quem comia era o coordenador Josafá”, disse Jonata à rádio na época, ainda relatando que o local não possuía psicólogos e nem médicos.
Em 2015, um caso de violência marcou a Fazenda da Esperança de Guaratinguetá. Um homem teria invadido o local e assassinado uma freira para roubar dinheiro. O crime, no entanto, nunca foi esclarecido, e houve uma clara tendência em afastar a possibilidade de ter sido cometido por alguém de dentro da instituição.
A última notícia que se tem do assunto é um alento aos conselhos de nutrição e aos profissionais do segmento, que se posicionaram de forma contrária à farinata nas últimas semanas. A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de São Paulo instaurou em 19/10 um procedimento administrativo afim de obter mais informações sobre o “granulado nutricional” de João Doria e Rosana Perrotti. Além disso, a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, da Câmara Municipal de São Paulo também pediu esclarecimentos à prefeitura.
O Ministério Público da capital encaminhou cinco perguntas sobre o “Allimento” para a Prefeitura, entre elas o do porquê o granulado substituir os alimentos convencionais. Outro questionamento é a composição e o valor nutricional do produto, onde o MP também solicitou um laudo técnico para diagnosticar cientificamente o “Allimento”. O texto é assinado pelo promotor José Carlos Mascari Bonilha.

A Plataforma Sinergia e o “combate à fome”

Uma das relações pouco exploradas pela mídia até agora é a da Plataforma Sinergia com o Projeto de Lei 6867 de 2013, que instala a Política Nacional de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos – PEFSA. A norma foi proposta pelo deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e, depois de alguns meses parada, voltou a circular com mais intensidade pelas comissões da Câmara dos Deputados no segundo semestre desse ano. A última movimentação foi no dia 14 de setembro, cerca de um mês antes do anúncio feito pela Prefeitura do acordo com a Sinergia.
A lei, que estabelece diversas diretrizes em relação ao combate à fome e ao desperdício de alimentos, possui alguns dispositivos que claramente tendem a beneficiar o setor privado e seguem quase que exatamente o mesmo modus operandi que João Doria adotou com a Sinergia. No PL, diversas formas de isenção fiscal e incentivos ao setor privado estão regulamentadas, tais como o inciso terceiro do Art. 9º:
“III – isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados na fabricação pela indústria nacional de máquinas e equipamentos cujo uso esteja comprovadamente associado ao combate à insegurança alimentar;”
A relação mais explícita entre a Plataforma Sinergia e o Projeto de Lei de 2013, porém, está na justificativa escrita por Jardim, ao fim do documento:
“Ao mesmo tempo, também em Roma, na sede da FAO, reunir-se-ão representantes do projeto “Save Food”, que discute 170 soluções selecionadas em nível global voltadas para a otimização do uso de alimentos e salvar vidas. Dentre as soluções selecionadas, encontra-se a proposta pelo ‘Projeto Fome’ da Plataforma Sinergia, que desenvolve processos para evitar a destinação inadequada de alimentos.”

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Evento com Moro, Bolsonaro, Doria e Huck organizado por Veja é patrocinado por empresa que deve 5 bilhões de ICMS. Artigo de Renato Rovai



O evento Amarelas Ao Vivo é patrocinado pela Refinaria Manguinhos, maior devedora do ICMS do Rio, acusada de calote pelo seu credor
Colaborou Ivan Longo
A revista Veja realizará, em novembro, um evento pago que reunirá Sérgio Moro, Luciano Huck, Henrique Meirelles, João Doria e outros nomes, que serão entrevistados por jornalistas da publicação da editora Abril. Além destes, participarão do “Amarelas Ao Vivo” Geraldo Alckmin, Marina Silva, Jô Soares, Luís Roberto Barroso e Jair Bolsonaro.
A patrocinadora master do evento é a Refinaria Manguinhos, maior devedora do ICMS do Rio de Janeiro. Até maio, a Manguinhos devia cerca de R$ 5 bilhões aos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Em São Paulo, existem R$ 1,6 bilhão inscritos na dívida ativa da empresa e no Rio de Janeiro a dívida superava R$ 2,4 bilhões. A empresa contesta essas dívidas na Justiça.
De acordo com informações divulgadas pela própria Veja, que está organizando o evento, a Tambores Araras, credora da Manguinhos, está cobrando na Justiça a dívida da empresa e, no início de outubro, teria questionado investimentos que a Manguinhos vem fazendo, como no patrocínio ao lutador de MMA, José Aldo, ou no merchadising em novela da Globo.
“Ora Excelência, a empresa em recuperação talvez não precisa de beneficio, pois, gasta urna fortuna para patrocinar um lutar de UFC de nome José Aldo Júnior, e, pagando horário nobre para rede de televisão em transição das lutas de seu patrocinado”, teria escrito, à Justiça, a credora.
Procurada pela reportagem, a Manguinhos não se manifestou ainda sobre as declarações da empresa credora e nem sobre a motivação em patrocinar eventos como este da Veja.

A lista dos jornalistas que apoiaram o golpe e hoje fingem que descobriram agora que Temer é um lixo. Por Pedro Zambarda, no DCM


"É verdade que alguns ainda orgulhosamente apoiam o golpe, como é o caso de Reinaldo Azevedo e outros da extrema-direita. Mas boa parte dos profissionais do Grupo Globo, que recentemente demitiu gente com décadas da casa, 'parece' ter caído em si."


    Do DCM:


Sardenberg, Noblat e Míriam: que papel
A grande imprensa empenhou seus jornalistas na venda de que o impeachment de Dilma era sinal de que as instituições estavam funcionando.
Boa parte deles hoje diz o contrário de ontem.
É verdade que alguns ainda orgulhosamente apoiam o golpe, como é o caso de Reinaldo Azevedo e outros da extrema-direita. Mas boa parte dos profissionais do Grupo Globo, que recentemente demitiu gente com décadas da casa, parece ter caído em si.
Não é bom senso. É porque o patrão mandou.
Fizemos uma seleção de colunistas do golpe que resolveram parecer surpresos diante daquele sujeito que eles ajudaram botar no poder.
1. Míriam Leitão
No dia 19 de outubro, Míriam Leitão publicou um texto chamado “Quanto custa”, perguntando se ainda vale a pena manter o governo Michel Temer no poder.
A repercussão fez a Secretaria de Comunicação do presidente mandar uma resposta no mesmo dia, jogando a culpa da atual crise política em Rodrigo Janot.
No dia 22, Míriam chamou a portaria de muda a legislação sobre o trabalho escravo de “viagem ao passado” e afirmou, dois dias depois, que “as manobras de Temer para manter-se no cargo corroem a confiança na economia”.
Colunista econômica que mais atacou o governo Dilma Rousseff e a Petrobras, Míriam afirmou no seu blog no Globo em 2015 que as pedaladas não foram para beneficiar programas sociais, mas para “ricos através de subsídios do BNDES”. Ela chegou a publicar em seu site que a contabilidade fiscal seria “destrutiva”.
Míriam demorou a acordar.
Iniciado o governo Temer, Leitão publicou que o “pior ficou pelo retrovisor”. Insistiu na tese de que a economia apresentou sinais de melhora, embora o nível de desemprego ainda atingisse 14 milhões de brasileiros.
Agora, a jornalista global acusa o próprio Michel Temer de “abandonar a agenda das reformas”, de gastar muito dinheiro público e de ser um presidente que mantém uma “conta imensa” pra permanecer no poder.
Quanto custa manter Míriam no poder?
2. Ricardo Noblat
Quando Michel Temer assumiu, Ricardo Noblat foi integrante de um Roda Viva especial com o presidente primoroso em perguntas lambe saco.
Chamou Temer de “senhor elegante” pelo Twitter e perguntou quando ele tinha conhecido Marcela, rendendo muitos memes na internet.
Com as denúncias de Joesley Batista na delação da JBS, Noblat chegou a publicar uma barriga no Globo de que Michel Temer renunciaria ao cargo. Depois do furo que virou furada, publicou no dia 23 de outubro o texto “O preço de manter Temer”.
No texto, acusa o presidente de ter “ambição desmedida, ausência de escrúpulos e oportunismo infame” ao tentar aprovar uma portaria que revoga a atual legislação de trabalho escravo. Diz que o Brasil levou mais de 100 anos para firmar um pacto “contra o monstruoso” crime da escravidão.
Temer estava na festinha de 50 anos de jornalismo de Noblat. Fingir que não conhecia o homem é chamar os leitores de bobos. O que, convenhamos, não é um problema para o sujeito.
3. Merval Pereira
O imortal  publicou no dia 24 de setembro que só agora a “democracia está em xeque”, falando do perigo do uso das Forças Armadas e do caos armado no Rio de Janeiro.
O colunista também deu repercussão às denúncias de Joesley Batista e da JBS, que atingiram o núcleo duro do PMDB. Merval Pereira, no entanto, continua obcecado com o lado que perdeu. Diz que Lula está frito se a Justiça agir da mesma forma que julgou José Dirceu.
No dia 31 de agosto de 2016, afirmou que o PT estava no “fim da linha”. Disse que “narrativa do golpe” do partido não colava mais pois estava “começando a se desfazer”. Ainda escreveu que Jose Miguel Vivanco, presidente da Human Rights Watch, disse que os brasileiros devem ficar “orgulhosos” de um processo de impeachment na “normalidade democrática”.
Para dar uma força a Michel Temer no começo da gestão, Merval Pereira chamou o fim do governo Dilma de “gestão caótica”. E o colunista do Globo defendeu que o presidente deveria exibir isso para fazer as reformas econômicas necessárias.
Parece que nem a “normalidade democrática” e nem as reformas duraram. E nada do imortal fazer um mea-culpa pelo apoio que ele próprio, Merval, deu ao governo Temer inicialmente.
4. Carlos Alberto Sardenberg
Guru da economia do grupo da família Marinho, Sardenberg ficou imortalizado por seus gráficos exagerados no Jornal da Globo de Waack, sempre atacando Dilma e o PT, e do otimismo com Temer no começo do governo. Agora, a roubalheira está tão no ar que até ele virou-se contra quem iria salvar o Brasil da corrupção.
Com a delação de Josley, Carlos Alberto Sardenberg sacramentou que a “calmaria acabou” e fez diversas colunas no jornal O Globo condenando o assalto aos cofres públicos feito por Michel Temer. Afirmou em julho que “reforma com corrupção não funciona”.
Mesmo com o parecer da CPI afirmando que não há rombo na Previdência, Sardenberg continua apoiando as reformas. Talvez ele nem saiba direito sobre o que está falando.
5. Time da GloboNews
Renata Lo Prete, Cristiana Lôbo, Gerson Camarotti, Leilane Neubarth e Andreia Sadi agora denunciam com afinco as denúncias sobre os dólares de Geddel Vieira Lima e a corrupção do PMDB.
O canal informativo da Globo omite o apoio que deu aos protestos do MBL de Kim Kataguiri. Chegou a exibir o pato amarelo inflado em todo o seu horário de noticiário, dando um espaço minúsculo para manifestações de esquerda.
Entre todos os âncoras e comentaristas, Camarotti lembrou em seu blog no G1 que Dilma “já estava inviabilizada por falta de governabilidade”. No dia seguinte do impeachment, em 1º de setembro de 2016, Gerson Camarotti classificou a fala da ex-presidente como “discurso de guerra”. O mesmo apresentador da GloboNews também afirmou naqueles dias o vermelho e a estrela, cores e símbolos do PT, estavam em baixa nas eleições.
Um ano depois, o Partido dos Trabalhadores é o que mais cresce no Brasil em número de filiados, enquanto o PMDB e o PSDB são os mais rejeitados. Lo Prete e Cristiana Lôbo repercutem os “furos” e comentários de Camarotti diretamente de Brasília.
6. William Waack
Embora não tenha escondido o sorriso quando Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, Waack agora nos brinda no final de noite com denúncias envolvendo Michel Temer.
Ele ainda torce pelo governo Maurício Macri na Argentina, mesmo com a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner para o Senado, mas parece ter perdido as esperanças com o governo brasileiro.
7. Arnaldo Jabor
Depois de anos dedicado aos ataques contra lulopetismo, somente agora os ouvintes de Jabor na CBN descobrem que existe corrupção no governo Temer e por parte de tucanos como Aécio Neves. O próprio Jabor condenou a atitude do Senado ao “barrar a Lava Jato” salvando a pele de Aécio.
8. Diego Escosteguy
Responsável por divulgar vazamentos das operações da Polícia Federal e decisões do juiz Sergio Moro, Escosteguy até agora não conseguiu explicar como entrevistou Eduardo Cunha fora de “qualquer local do sistema prisional”, segundo ele mesmo.
Em março de 2016, Escosteguy antecipou com sadismo em sua conta no Twitter a condução coercitiva do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo.
No especial da Época sobre o impeachment, o jornalista acusou Dilma de fazer “discurso moralista” ao denunciar o golpe. Tratou a turbulência política como uma “falha de comunicação” da ex-presidente Dilma Rousseff com aliados e ex-aliados.
Hoje ele questiona os erros do STF e continua dando show no Twitter, tratando seus seguidores como plateia de leilão de gado. Depois de tudo, é mandado para “novos desafios” por seus donos. A vida não é justa.