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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

UOL: 'Brasil tem sucesso onde EUA falharam', diz Steven Levitsky, Professor de Harvard, no New York Times após Bolsonaro ser condenado

 

Do UOL:

O New York Times publicou nesta sexta-feira (12) um artigo de opinião de Steven Levitsky, professor em Harvard e coautor do best-seller "Como as Democracias Morrem", e Filipe Campante, professor de economia em Johns Hopkins.



domingo, 1 de junho de 2025

Do Jornal GGN: Entre Trump, drogas e delírios: os bastidores de Elon Musk expostos pelo The New York Times

 

Do Jornal GGN:


Enquanto se aproximava da Casa Branca, bilionário enfrentava crise pessoal com uso de entorpecentes, conflitos familiares e episódios públicos de instabilidade

Entre Trump, drogas e delírios: os bastidores de Elon Musk expostos pelo NYT

    Foto: Getty Images


Enquanto consolidava sua influência na campanha de Donald Trump, Elon Musk enfrentava uma espiral de crises pessoais: uso abusivo de drogas, conflitos familiares e episódios públicos marcados por declarações desconexas, gestos ofensivos e teorias conspiratórias. É o que revela uma ampla investigação publicada nesta sexta-feira (30) pelo The New York Times.

Na noite de quarta-feira (28), Musk anunciou a saída da chefia do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, o Doge. Nem ele, nem seu advogado, no entanto, responderam aos pedidos de comentário do New York Times sobre o uso de drogas e os episódios que indicam instabilidade pessoal.

Uso de drogas e instabilidade emocional


Segundo a reportagem, Musk, hoje com 53 anos, fazia uso frequente de cetamina, ecstasy e cogumelos psicodélicos, muitas vezes combinando substâncias. Carregava ainda uma caixa com cerca de 20 comprimidos, incluindo Adderall, medicamento usado no tratamento de TDAH.

Pessoas próximas relataram que os efeitos colaterais, como dores e inflamações na bexiga, se intensificaram com o uso crônico do anestésico, que Musk declarou utilizar como alternativa a antidepressivos.

Elon Musk admitiu o uso de substâncias ilícitas durante o período em que atuou informalmente como conselheiro na transição presidencial de Donald Trump. No entanto, ele era classificado como “funcionário especial do governo”, o que o isentava de algumas normas federais.

A cetamina, embora tenha uso médico permitido, é controlada e seu uso recreativo viola regras de conduta. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que Musk fazia uso quase diário da substância, em contraste com o que declarou publicamente em 2024, quando disse consumir apenas pequenas doses: “Se você usou cetamina demais, não consegue trabalhar, e eu tenho muito trabalho”.

“Há algo seriamente errado com sua bússola moral, senão com sua percepção da realidade”


Em aparições públicas, o bilionário exibiu gestos considerados ofensivos, confundiu respostas em entrevistas e fez declarações desconexas. Em uma conversa específica com um amigo que não se identificou, falou sobre “lasers do espaço” e uma “anomalia na matriz”, após aparecer pela primeira vez com Trump em um comício.

“Elon tem ultrapassado cada vez mais os limites de seu mau comportamento”, afirmou o neurocientista Philip Low, amigo de longa data do empresário, ao comentar um episódio em que Musk fez um gesto nazista durante um comício.

O filósofo e ex-amigo Sam Harris também expressou preocupação com os rumos tomados por Musk, como o uso de sua plataforma, a rede X, para promover desinformação e ataques pessoais. “Há algo seriamente errado com sua bússola moral, senão com sua percepção da realidade”, escreveu Harris em um boletim informativo publicado em janeiro.

Além dos sinais de instabilidade emocional, o fundador da Tesla e da SpaceX se viu envolvido em uma série de disputas judiciais relativas à guarda de filhos e a relacionamentos simultâneos com diversas mulheres, entre elas a artista Claire Boucher, a executiva Shivon Zilis e a escritora Ashley St. Clair, mãe de seu 14º filho.

O menino levado por Musk ao Salão Oval — e que, diante de Trump, declarou “eu quero que você cale a sua boca” — tornou-se motivo de desentendimento com Boucher. A artista, em mensagens privadas, afirmou que a exposição pública da criança violava o acordo de custódia firmado entre os dois, que previa manter os filhos fora dos holofotes.

A apuração do New York Times aponta ainda que Musk tentou manter em sigilo a paternidade mais recente oferecendo a Ashley St. Clair até US$ 15 milhões em troca do silêncio. Ela recusou o acordo e recorreu à Justiça solicitando pensão emergencial.

Outro ponto levantado pela reportagem envolve os protocolos internos da SpaceX, empresa contratada pelo governo norte-americano. Apesar das normas que exigem abstinência de substâncias ilícitas, Musk era avisado com antecedência sobre os testes de drogas — uma prática que contraria as diretrizes de controle impostas a qualquer contratado federal. Procuradas, nem a Casa Branca nem a empresa responderam às perguntas do jornal.

No epicentro dessa narrativa, o homem mais rico do mundo parece ter perdido o equilíbrio entre poder e responsabilidade. E, enquanto avança no campo político ao lado de Trump, as revelações do New York Times expõem um personagem mais vulnerável e controverso do que o mito que ajudou a construir.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Mundo de olho em Bolsonaro e eleições: “Brasil fraturado”, “risco à democracia”

 

Os mais importantes jornais internacionais questionam a "continuidade da democracia no Brasil" sob a ameaça Bolsonaro e "retorno político impressionante" de Lula


Reprodução de imagem do curta-metragem “Nação Fraturada” do Financial Times

O mundo está de olho nas eleições do Brasil. Três dos mais importantes jornais internacionais, o New York Times, o Financial Times e o The Washington Post amanheceram questionando a “continuidade da democracia no Brasil” e “retorno político impressionante” de Lula.

“Ele semeou dúvidas sobre as urnas eletrônicas, minou as autoridades eleitorais e apelidou seu principal adversário de ‘ladrão corrupto’. Fã descarado daditadura militar, ele incitou sua base adoradora a ‘ir à guerra’ se a eleição no domingo for ‘roubada’.”

Assim o The Washington Post descreveu Jair Bolsonaro, o atual presidente e candidato à reeleição, em artigo nesta quarta (28), deixando claro o risco democrático que sofre o Brasil.

“No processo, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, perdendo nas pesquisas de reeleição para um segundo mandato, levantou temores do velho fantasma que ainda assombra a América Latina: um golpe. Ou, talvez, uma versão brasileira da insurreição de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio dos EUA.”

O jornal norte-americano avalia a atual eleição presidencial brasileira como “um referendo sobre a democracia”: aqueles que votarem em Lula são a favor e os que votarem em Jair Bolsonaro são contrários ao processo democrático.

Já o The New York Times destaca no artigo o “impressionante retorno político” de Lula, também decretando que ele deve “derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro nas eleições brasileiras no domingo”.

“Lula está prestes a se tornar presidente do Brasil mais uma vez, uma incrível ressurreição política que antes parecia impensável”, traça o famoso diário.

O NYT também escancara, logo no início da publicação, que Lula foi julgado imparcialmente: “cujas condenações por corrupção foram anulado no ano passado depois que o Supremo Tribunal do Brasil decidiu que o juiz em seus casos era parcial.”

E referiu-se à menção do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que chamou o líder brasileiro de “o político mais popular da Terra”.

“O retorno de Lula ao cargo de presidente consolidaria seu status como a figura mais influente da democracia moderna do Brasil. Ex-metalúrgico com educação de quinta série e filho de trabalhadores rurais analfabetos, ele é uma força política há décadas, liderando uma mudança transformadora na política brasileira para longe de princípios conservadores e em direção a ideais esquerdistas e interesses da classe trabalhadora.”

Bolsonaro como ameaça

Já sobre Bolsonaro, foi o editorial do The Washigton Post que destilou mais descrições: “Críticos dizem que ele também minou profundamente a democracia – ocupando cargos-chave com comandantes militares atuais e antigos, iniciando uma guerra com a Suprema Corte e empilhando a promotoria e a polícia com partidários.”

“A escolha entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 76, e Bolsonaro, 67, colocou o Brasil na linha de frente do cabo de guerra global entre democracia e autoritarismo.” E acrescenta um recado ao Brasil: “A disputa aqui está sendo observada de perto nos Estados Unidos – cuja política e polarização o Brasil parece espelhar.”

A derrota de Jair Bolsonaro, também anota o jornal, “pode sinalizar que a maré iliberal, construída sobre populismo, polarização, desdém do eleitor, desinformação e Fake News, pode estar começando a diminuir.”

Um Brasil “fraturado”

Essa polarização entre a democracia e o fascismo, que beneficia de formas diferentes dois polos do Brasil, é a principal mensagem do curta-metragem do britânic Financial Times, lançado hoje (29).

“Uma nação fraturada” é o título da reportagem audiovisual de Bryan Harris, que decide conhecer dois lados do Brasil: os ruralistas ricos, caminhoneiros e evangélicos que apoiam Bolsonaro e a população que ficou mais pobre, mais desempregada e com fome por este mesmo governo.

Se nos primeiros minutos do curta-metragem, cenas do risco à democracia pelo atual presidente, com seus incisivos acenos golpistas, defesa do armamento e violência por seus apoiadores, com mais de 20 minutos de duração, a investigação de Harris mostra também quem saiu beneficiado deste governo.

“O agronegócio – e a ‘domesticação’ do Cerrado – transformaram o interior do Brasil. As cidades lá estão crescendo. Bolsonaro veio como o homem para uni-los não apenas politicamente, mas também culturalmente”, narrou, ao conhecer ruralistas do Mato Grosso.

“Em São Paulo e outros grandes centros urbanos, a história é completamente diferente. Fabiana da Silva vive em uma ocupação – uma favela não muito longe do centro de SP. Ela diz que o descaso do governo com os pobres é uma estratégia deliberada”, também revela.

O curta-metragem do Financial Times está com acesso liberado a não inscritos, pode ser visto aqui.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Do Blog da Cidadania: Cai a máscara de Moro e Bolsonaro na Europa

Do Blog da Cidadania:



Se você acha que a política econômica errática e as políticas públicas daninhas ao social e ao interesse nacional do atual governo ainda não estão sendo suficientemente notadas pela população, saiba que, no exterior, o Brasil está completamente desmoralizado. Até Israel, a despeito da bajulação bolsonarista, já percebeu que parceria com o regime brasileiro… É fria!
Um sapo e um escorpião estavam parados à margem de um rio. O escorpião pergunta ao sapo:
— Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio?
O sapo responde:
— De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
O escorpião:


— Mas se eu te picar, você afunda no rio e eu morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu amigo sapo.
O sapo concordou.
Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
— Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados!
E o escorpião responde:
— Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la
A fábula do sapo e do escorpião é muito usada para caracterizar pessoas cujo comportamento não obedece a lógica e a sensatez e que chegam a se prejudicar ao darem vazão ao próprio instinto predador. Esse é o caso de Bolsonaro, o escorpião, e Sergio Moro, o sapo dessa fábula da vida real que é o atual governo.
Ao condenar Lula sem provas para colher uma carreira política vistosa ao lado de Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro imaginava que estava pulando em um barco que iria longe. Está descobrindo, agora, que a embarcação fascista na qual pulou está fazendo água e pode afundar ali adiante.
É o que se depreende do episódio envolvendo a declaração desastrosa (mais uma) de Bolsonaro sobre a matança de judeus pelo nazismo, dizendo que “perdoar o Holocausto, sim; esquecer, jamais”.
Os israelenses vão descobrindo a natureza do escorpião de Bolsonaro, que, contra a lógica, ataca os que o estão ajudando. Ao propor “perdão” para o nazismo por ter exterminado legiões de judeus, Bolsonaro ofendeu e chocou aqueles que vinha bajulando e levou uma lambada.
O presidente israelense, Reuven Rivlin e o memorial do Holocausto, Yad Vashem, de Jerusalém, criticaram o líder brasileiro de direita. “Nunca vamos perdoar e nunca vamos esquecer”, disse Rivlin no Twitter.
Eis que o maior jornal do mundo, o The New York Times, estampa manchete garrafal com a seguinte proposição:
— Pode o holocausto ser perdoado? Bolsonaro diz que sim…
Enquanto isso, na Europa, vai acontecendo aquilo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vinha dizendo: no Velho Mundo, não há mais dúvida de que Sergio Moro e Bolsonaro organizaram uma conspiração para eleger o atual presidente encarcerando Lula, quem venceria facilmente a eleição de 2018 se tivesse podido concorrer.
Uma carta assinada por um grupo de 28 parlamentares, líderes sindicais, jornalistas e ativistas do Reino Unido condena a prisão de Lula e pede sua libertação. A missiva foi publicada durante a semana pelo jornal The Guardian, e diz que Lula é um preso político.
O jornal diz que Lula era o favorito para vencer a eleição presidencial de 2018 até que foi preso e impedido de concorrer. O jornal diz que, “Surpreendentemente, o juiz Moro, que supervisionou o julgamento de Lula, foi nomeado ministro da justiça de Bolsonaro”, mostrando o entendimento europeu de que houve um golpe no Brasil.
Bolsonaro compra encrencas com todo mundo: árabes, israelenses, liberais, nacionalistas, banqueiros, neoliberais… Trata-se de um governo perdido, desorientado, sem rumo, que improvisa. Além disso, as tramoias de Moro e do resto do Judiciário ao manterem Lula preso contra toda a lógica e toda jurisprudência dá ao país a imagem de república bananeira.
Esse governo não se sustentará, desse jeito. E seria até melhor que se sustentasse. Que fique quatro anos fazendo besteiras. Em 2022, o povo devolverá o poder à esquerda e o Brasil retomará o rumo do progresso com justiça social e democracia. A alternativa é manter essa direita hidrófoba no poder e ficar esperando uma guerra civil no país.
Confira a matéria em vídeo

terça-feira, 19 de março de 2019

New York Times: Bolsonaro é mais um autoritário na lista de amigos de Trump




Para Trump, o presidente do Brasil é como se ele estivesse olhando no espelho, diz o New York Times:
Trump recebeu Jair Bolsonaro, o presidente brasileiro, na Casa Branca na terça-feira, e era algo como olhar no espelho.
Como outros líderes autoritários que Trump abraçou desde que assumiu o cargo, Bolsonaro é um eco do presidente americano: um nacionalista ousado cujo apelo populista vem em parte de seu uso do Twitter e sua história de fazer declarações grosseiras sobre mulheres, gays e grupos indígenas.
“Eles dizem que ele é o Donald Trump da América do Sul”, falou Trump, maravilhado durante um discurso no Farm Bureau em janeiro, observando que Bolsonaro havia sido chamado de “Trump dos Trópicos” desde que assumiu o cargo este ano. (…)
“Nosso comércio com o Brasil aumentará substancialmente”, disse Trump, “e essa é uma das coisas que o Brasil gostaria de ver”.
Autoridades norte-americanas disseram nesta semana que Trump apreciava a maneira pela qual Bolsonaro conseguiu chegar à vitória nas eleições do Brasil ao ser descaradamente pró-americano e declarar repetidamente que queria ter um relacionamento próximo com o presidente dos EUA.
Isso chamou a atenção de Trump, eles disseram. (…)
Mas o calor exibido entre os dois líderes na reunião da Casa Branca também ressalta como Trump superou as tradições usuais de política externa estabelecidas por décadas por seus antecessores. (…)
No topo dos amigos autoritários de Trump, há alguns dos ditadores mais brutais do mundo: Kim Jong-un, da Coréia do Norte; Vladimir V. Putin da Rússia; Xi Jinping da China; Abdel Fattah el-Sisi do Egito; Recep Tayyip Erdogan da Turquia; e Rodrigo Duterte das Filipinas.
O Sr. Bolsonaro é o mais recente a ser adicionado à lista.
Ex-capitão do exército que serviu durante décadas no congresso brasileiro, Bolsonaro saltou para o cenário internacional ao vencer as eleições de seu país no ano passado. Ele fez sua primeira aparição internacional como presidente quando participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, no mês passado.
Em uma entrevista no canal Fox News na noite de segunda-feira, Bolsonaro atacou a mídia – da mesma forma que Trump frequentemente faz – pelo que ele disse serem representações imprecisas de suas declarações anteriores sobre raça e mulheres, incluindo ter dito que “eu sou homofóbico e orgulhoso disso.”
“Se fosse tudo isso, eu não teria sido eleito presidente”, disse Bolsonaro a Shannon Bream, da Fox. (…)
Autoridades americanas disseram que esperavam que Trump e Bolsonaro discutissem o futuro da Venezuela durante as conversas na Casa Branca.
Um alto funcionário do governo, que não quis ser identificado, disse aos repórteres que os Estados Unidos apreciam a provisão de ajuda humanitária do Brasil à Venezuela e seu apoio ao presidente interino Juan Guaidó.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Bolsonaro em Davos sofre críticas generalizadas na mídia estrangeira



"Para o Le Monde, Bolsonaro “se satisfez em fazer o mínimo” e seu discurso “não deve ir para os anais” de Davos. Ficou “se agarrando aos cartões, levados ao palco por auxiliar”, e “escapou das perguntas”."



Da Folha de São Paulo (repercutida pelo Blog da Cidadania):

Para o Le Monde, Bolsonaro “se satisfez em fazer o mínimo” e seu discurso “não deve ir para os anais” de Davos. Ficou “se agarrando aos cartões, levados ao palco por auxiliar”, e “escapou das perguntas”.
O Financial Times afirmou que foi uma “aparição breve e controlada”. Que Bolsonaro, “consciente de sua reputação, fez um discurso curto e, quando respondeu perguntas, se agarrou aos cartões”.
O New York Times descreveu o presidente brasileiro como “a face do populismo” em Davos, alguém que copia o americano Donald Trump até na insistência em “vestir casaco de inverno, apesar de falar numa sala aquecida”.
O Wall Street Journal anotou, no meio de texto sobre o ambiente “quieto” no fórum esvaziado, a observação de um ex-vice-secretário do Tesouro dos EUA, sobre Bolsonaro: “Não foi de levantar plateia”.
No Twitter, a avaliação foi menos contida. Sylvie Kauffmann, que escreve no Le Monde e no NYT, falou em “fiasco [flop] de Bolsonaro em Davos”, com “curto discurso de campanha” e “evitando dar respostas concretas”.
Heather Long, do Washington Post, resumiu: “Big fail”, grande fracasso.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Imprensa Internacional desconfia das reais intenções de Temer-Globo na intervenção do Rio....


NYT

Da CartaCapital:


Política

Crise de segurança

Mídia estrangeira desconfia das reais intenções de Temer ao intervir no Rio

por Redação — publicado 17/02/2018 11h57, última modificação 17/02/2018 12h24
Além da preocupação com ecos autoritários, vários jornais identificam manobra do governo para não votar a impopular reforma da Previdência

Para o NYT, decisão atrasa votação da reforma da Previdência, 'cada vez mais condenada ao fracasso'
Com ampla repercussão internacional, a intervenção militar no Rio de Janeiro é vista com desconfiança por numerosos veículos de comunicação estrangeiros. Além da preocupação com o passado autoritário do País, muitas publicações, a exemplo do jornal norte-americano New York Times, da agência Bloomberg e do diário francês Le Monde, enxergam na medida uma desculpa do governo Temer para não colocar em votação a impopular reforma da Previdência, aparentemente fadada ao fracasso.
New York Times enfatizou que esta é a primeira intervenção federal em um estado desde o retorno da democracia no Brasil, nos anos 1980. Para muitos, acrescenta o jornal dos Estados Unidos, a decisão é vista como uma iniciativa do presidente Michel Temer “para melhorar os seus índices de aprovação, ​​e não como uma medida para combater o crime”.
Na avaliação do NYT, o decreto representa não apenas o endurecimento das ações contra a criminalidade, mas também o atraso da votação de uma “impopular proposta legislativa” de reforma do sistema de aposentadorias, “cada vez mais condenada ao fracasso”.
Wall Street Journal deu destaque à onda de violência no Rio, e registrou que os homicídios no estado cresceram 37% em três anos. "O número de crimes violentos aumentou em meio a uma crise fiscal no governo do estado e a uma grande recessão no setor de petróleo", diz o diário.
Wall Street Journal
O Wall Street Journal enfatizou a escalada da violência no Rio (Reprodução)
Bloomberg afirma que o movimento é uma resposta às demandas crescentes perto das eleições pelo combate ao crime e à violência. "Também pode oferecer uma desculpa para não votar a impopular reforma da previdência, pois as mudanças na Constituição não podem ser feitas enquanto uma intervenção militar está em vigor", afirma a agência.
Um dos mais relevantes diários da França, o Le Monde destacou que, em 2017, o Rio registrou 6.731 mortes violentas, duas a cada três horas. “Todos os dias, os jornais brasileiros relatam os absurdos tiroteios e tragédias de famílias atingidas por balas perdidas ou vítimas de agressão”.
Embora reconheça a gravidade da crise de segurança, a publicação francesa não deixou de registrar que muitos veem a decisão de intervir no Rio como “uma manobra visando apagar a incapacidade do governo de votar a reforma da Previdência, um elemento crucial” para a gestão Temer.
Le Monde demonstrou ainda preocupação com o passado autoritário do Brasil. “Em um país no qual a memória da ditadura militar (1964-1985) permanece nas mentes, essa demonstração de firmeza também faz tremer”, diz a reportagem, antes de observar que Temer chegou a ser comparado, nas redes sociais, com o marechal Castelo Branco, “principal arquiteto do golpe de Estado de 1964”.
Le Monde
Le Monde: Diante do passado autoritário do País, 'essa demonstração de firmeza também faz tremer'
Um dos primeiros veículos da Europa a noticiar a intervenção no Rio, o jornal britânico The Guardian explicou que a decisão é inédita, pois pela primeira vez desde a redemocratização as Forças Armadas assumirão o controle de todas as operações de segurança de um estado, além de comandar as distintas corporações policiais.
“Intervenção militar é um assunto delicado para muitos brasileiros, embora simpatizantes de extrema direita apoiem cada vez mais um retorno a um governo militar”, afirma o diário do Reino Unido. O Guardian relatou ainda o receio de moradores de favelas, que “temem o policiamento a cargo de soldados sem treinamento para isso”.

sábado, 16 de abril de 2016

Jornal do Brasil e New York Times: Parlamentares Corruptos em escândalos perseguem Dilma Rousseff que não tem um único processo contra ela



NYT: Parlamentares envolvidos em escândalos perseguem Dilma Rousseff


Jornal do Brasil
Matéria publicada no The New York Times, nesta quinta-feira (14), aborda o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O jornal norte-americano mostra as controvérsias do processo, uma vez que os principais políticos que pedem a saída da petista enfrentam denúncias de participação em esquemas de corrupção e outros escândalos.
A publicação citou o jornalista Mario Sergio Conti, colunista da Folha de S. Paulo, que resumiu a situação: "Ela não roubou nada, mas está sendo julgada por uma quadrilha de ladrões".
O jornal explica que, no caso do impeachment, a presidente é acusada de usar dinheiro de bancos públicos para cobrir lacunas no orçamento, prejudicando a credibilidade econômica brasileira.
De acordo com o NYT, o caso da presidenta é algo incomum no país. "Dilma Rousseff é, então, algo raro entre a maioria das figuras políticas no Brasil: Ela não está sendo acusada de roubar para benefício próprio", publicou.


Reportagem do NYT
Reportagem do NYT

O jornal citou os principais oposicionistas ao PT e as acusações que eles enfrentam: "Eduardo Cunha, o poderoso interlocutor da Câmara dos Deputados, que está liderando o impeachment, vai para o tribunal da mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal, acusado de embolsar 40 milhões de dólares em propinas".
Companheiros de PMDB, o vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também foram citados pelo periódico norte-americano: "Michel Temer, que deve tomar o lugar de Dilma Rousseff assim que for colocada de lado, é acusado de envolvimento em um esquema ilegal de compra de etanol. Renan Calheiros, que também está na linha sucessória presidencial, está sob investigação de ter recebido propinas no escândalo da Petrobras. Ele também é acusado de evasão de divisas e permitir que um lobista pagasse pensão para sua filha de relacionamento extraconjugal".
O jornal também cita os deputados Éder Mauro (PSD-PA), Beto Mansur (PRB-SP) e Paulo Maluf (PP-SP): 
"Entre os oponentes de Dilma, está Éder Mauro, que enfrenta denúncias de tortura e extorção por sua atuação como policial em Belém. Outro deputado que clama pelo impeachment é Beto Mansur, denunciado por manter 46 trabalhadores em condições deploráveis em sua fazenda de soja em Goiás. Investigadores apontam que os trabalhadores eram tratados a escravos da atualidade".
Sobre Maluf, o periódico destaca: "Sr. Maluf, ex-prefeito de São Paulo que apoia a saída da presidente, já passou semanas na cadeira há uma década por acusação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas". Em outro trecho, a matéria destaca que Maluf enfrenta processo nos Estados Unidos acusado de embolsar mais de US$ 11,6 milhões em um esquema de propina.
O jornal pondera que a presidente enfrenta baixos índices de popularidade que podem ser explicados pela subornos e acusações que envolvem o Partido dos Trabalhadores. No entanto, o The New York Times informa que parte dos brasileiros percebe que o impeachment tem menos a ver com corrupção e mais com a troca de poder para parlamentares com histórico questionável.

sábado, 14 de novembro de 2015

Em artigo (reproduzido no Brasil pela UOL), New York Times diz que a Globo é a TV que ilude e manipula o Brasil






















Um artigo publicado no jornal New York Times, e reproduzido  no site UOL, é de causar constrangimento a todo brasileiro mais crítico. Nele, Vanessa Bárbara revela com contundente precisão o quanto a TV  Globo historicamente interfere no cotidiano de um país que figura entre os de mais baixa qualificação de ensino do planeta. Lembrar que William Bonner comparou o telespectador médio de TV do país com Homer Simpson chega a ser obrigatório.

Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015

New York Times diz que a Globo é a TV que ilude o Brasil

Da Redação do Conexão Jornalismo


Gigante da mídia cativa os telespectadores com novelas vazias e comentários ineptos no noticiário.


Vanessa Barbara, no International New York Times, via UOL
Em São Paulo

No ano passado, a revista "The Economist" publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que "91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano".

Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.

Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).

Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.

Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.

Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. "À luz da História, contudo", o grupo disse, "não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original".

Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.

A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.

A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e "do bem". Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.

Eu decidi pular os programas da tarde -a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood- e ir direto ao noticiário do horário nobre.

Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário "Jornal Nacional" a Homer Simpson -incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente "É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água".

Leia também: JN omite notícias importantes enquanto audiência despenca

Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. "Dunga disse que gosta de sorrir", disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como "o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade".

O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.

Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. "A Regra do Jogo", por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.

Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.

Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar -assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

* Vanessa Barbara é uma colunista do jornal "O Estado de São Paulo" e editora do site literário "A Hortaliça".

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