Do UOL:
O New York Times publicou nesta sexta-feira (12) um artigo de opinião de Steven Levitsky, professor em Harvard e coautor do best-seller "Como as Democracias Morrem", e Filipe Campante, professor de economia em Johns Hopkins.
Do UOL:
O New York Times publicou nesta sexta-feira (12) um artigo de opinião de Steven Levitsky, professor em Harvard e coautor do best-seller "Como as Democracias Morrem", e Filipe Campante, professor de economia em Johns Hopkins.
Do Jornal GGN:
Enquanto se aproximava da Casa Branca, bilionário enfrentava crise pessoal com uso de entorpecentes, conflitos familiares e episódios públicos de instabilidade
Enquanto consolidava sua influência na campanha de Donald Trump, Elon Musk enfrentava uma espiral de crises pessoais: uso abusivo de drogas, conflitos familiares e episódios públicos marcados por declarações desconexas, gestos ofensivos e teorias conspiratórias. É o que revela uma ampla investigação publicada nesta sexta-feira (30) pelo The New York Times.
Na noite de quarta-feira (28), Musk anunciou a saída da chefia do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, o Doge. Nem ele, nem seu advogado, no entanto, responderam aos pedidos de comentário do New York Times sobre o uso de drogas e os episódios que indicam instabilidade pessoal.
Segundo a reportagem, Musk, hoje com 53 anos, fazia uso frequente de cetamina, ecstasy e cogumelos psicodélicos, muitas vezes combinando substâncias. Carregava ainda uma caixa com cerca de 20 comprimidos, incluindo Adderall, medicamento usado no tratamento de TDAH.
Pessoas próximas relataram que os efeitos colaterais, como dores e inflamações na bexiga, se intensificaram com o uso crônico do anestésico, que Musk declarou utilizar como alternativa a antidepressivos.
Elon Musk admitiu o uso de substâncias ilícitas durante o período em que atuou informalmente como conselheiro na transição presidencial de Donald Trump. No entanto, ele era classificado como “funcionário especial do governo”, o que o isentava de algumas normas federais.
A cetamina, embora tenha uso médico permitido, é controlada e seu uso recreativo viola regras de conduta. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que Musk fazia uso quase diário da substância, em contraste com o que declarou publicamente em 2024, quando disse consumir apenas pequenas doses: “Se você usou cetamina demais, não consegue trabalhar, e eu tenho muito trabalho”.
Em aparições públicas, o bilionário exibiu gestos considerados ofensivos, confundiu respostas em entrevistas e fez declarações desconexas. Em uma conversa específica com um amigo que não se identificou, falou sobre “lasers do espaço” e uma “anomalia na matriz”, após aparecer pela primeira vez com Trump em um comício.
“Elon tem ultrapassado cada vez mais os limites de seu mau comportamento”, afirmou o neurocientista Philip Low, amigo de longa data do empresário, ao comentar um episódio em que Musk fez um gesto nazista durante um comício.
O filósofo e ex-amigo Sam Harris também expressou preocupação com os rumos tomados por Musk, como o uso de sua plataforma, a rede X, para promover desinformação e ataques pessoais. “Há algo seriamente errado com sua bússola moral, senão com sua percepção da realidade”, escreveu Harris em um boletim informativo publicado em janeiro.
Além dos sinais de instabilidade emocional, o fundador da Tesla e da SpaceX se viu envolvido em uma série de disputas judiciais relativas à guarda de filhos e a relacionamentos simultâneos com diversas mulheres, entre elas a artista Claire Boucher, a executiva Shivon Zilis e a escritora Ashley St. Clair, mãe de seu 14º filho.
O menino levado por Musk ao Salão Oval — e que, diante de Trump, declarou “eu quero que você cale a sua boca” — tornou-se motivo de desentendimento com Boucher. A artista, em mensagens privadas, afirmou que a exposição pública da criança violava o acordo de custódia firmado entre os dois, que previa manter os filhos fora dos holofotes.
A apuração do New York Times aponta ainda que Musk tentou manter em sigilo a paternidade mais recente oferecendo a Ashley St. Clair até US$ 15 milhões em troca do silêncio. Ela recusou o acordo e recorreu à Justiça solicitando pensão emergencial.
Outro ponto levantado pela reportagem envolve os protocolos internos da SpaceX, empresa contratada pelo governo norte-americano. Apesar das normas que exigem abstinência de substâncias ilícitas, Musk era avisado com antecedência sobre os testes de drogas — uma prática que contraria as diretrizes de controle impostas a qualquer contratado federal. Procuradas, nem a Casa Branca nem a empresa responderam às perguntas do jornal.
No epicentro dessa narrativa, o homem mais rico do mundo parece ter perdido o equilíbrio entre poder e responsabilidade. E, enquanto avança no campo político ao lado de Trump, as revelações do New York Times expõem um personagem mais vulnerável e controverso do que o mito que ajudou a construir.
Leia também:
Dos canais ICL Notícias e Rede TVT:
Os mais importantes jornais internacionais questionam a "continuidade da democracia no Brasil" sob a ameaça Bolsonaro e "retorno político impressionante" de Lula


O mundo está de olho nas eleições do Brasil. Três dos mais importantes jornais internacionais, o New York Times, o Financial Times e o The Washington Post amanheceram questionando a “continuidade da democracia no Brasil” e “retorno político impressionante” de Lula.
“Ele semeou dúvidas sobre as urnas eletrônicas, minou as autoridades eleitorais e apelidou seu principal adversário de ‘ladrão corrupto’. Fã descarado daditadura militar, ele incitou sua base adoradora a ‘ir à guerra’ se a eleição no domingo for ‘roubada’.”
Assim o The Washington Post descreveu Jair Bolsonaro, o atual presidente e candidato à reeleição, em artigo nesta quarta (28), deixando claro o risco democrático que sofre o Brasil.

“No processo, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, perdendo nas pesquisas de reeleição para um segundo mandato, levantou temores do velho fantasma que ainda assombra a América Latina: um golpe. Ou, talvez, uma versão brasileira da insurreição de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio dos EUA.”
O jornal norte-americano avalia a atual eleição presidencial brasileira como “um referendo sobre a democracia”: aqueles que votarem em Lula são a favor e os que votarem em Jair Bolsonaro são contrários ao processo democrático.
Já o The New York Times destaca no artigo o “impressionante retorno político” de Lula, também decretando que ele deve “derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro nas eleições brasileiras no domingo”.
“Lula está prestes a se tornar presidente do Brasil mais uma vez, uma incrível ressurreição política que antes parecia impensável”, traça o famoso diário.

O NYT também escancara, logo no início da publicação, que Lula foi julgado imparcialmente: “cujas condenações por corrupção foram anulado no ano passado depois que o Supremo Tribunal do Brasil decidiu que o juiz em seus casos era parcial.”
E referiu-se à menção do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que chamou o líder brasileiro de “o político mais popular da Terra”.
“O retorno de Lula ao cargo de presidente consolidaria seu status como a figura mais influente da democracia moderna do Brasil. Ex-metalúrgico com educação de quinta série e filho de trabalhadores rurais analfabetos, ele é uma força política há décadas, liderando uma mudança transformadora na política brasileira para longe de princípios conservadores e em direção a ideais esquerdistas e interesses da classe trabalhadora.”

Já sobre Bolsonaro, foi o editorial do The Washigton Post que destilou mais descrições: “Críticos dizem que ele também minou profundamente a democracia – ocupando cargos-chave com comandantes militares atuais e antigos, iniciando uma guerra com a Suprema Corte e empilhando a promotoria e a polícia com partidários.”
“A escolha entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 76, e Bolsonaro, 67, colocou o Brasil na linha de frente do cabo de guerra global entre democracia e autoritarismo.” E acrescenta um recado ao Brasil: “A disputa aqui está sendo observada de perto nos Estados Unidos – cuja política e polarização o Brasil parece espelhar.”

A derrota de Jair Bolsonaro, também anota o jornal, “pode sinalizar que a maré iliberal, construída sobre populismo, polarização, desdém do eleitor, desinformação e Fake News, pode estar começando a diminuir.”
Essa polarização entre a democracia e o fascismo, que beneficia de formas diferentes dois polos do Brasil, é a principal mensagem do curta-metragem do britânic Financial Times, lançado hoje (29).
“Uma nação fraturada” é o título da reportagem audiovisual de Bryan Harris, que decide conhecer dois lados do Brasil: os ruralistas ricos, caminhoneiros e evangélicos que apoiam Bolsonaro e a população que ficou mais pobre, mais desempregada e com fome por este mesmo governo.

Se nos primeiros minutos do curta-metragem, cenas do risco à democracia pelo atual presidente, com seus incisivos acenos golpistas, defesa do armamento e violência por seus apoiadores, com mais de 20 minutos de duração, a investigação de Harris mostra também quem saiu beneficiado deste governo.
“O agronegócio – e a ‘domesticação’ do Cerrado – transformaram o interior do Brasil. As cidades lá estão crescendo. Bolsonaro veio como o homem para uni-los não apenas politicamente, mas também culturalmente”, narrou, ao conhecer ruralistas do Mato Grosso.
“Em São Paulo e outros grandes centros urbanos, a história é completamente diferente. Fabiana da Silva vive em uma ocupação – uma favela não muito longe do centro de SP. Ela diz que o descaso do governo com os pobres é uma estratégia deliberada”, também revela.
O curta-metragem do Financial Times está com acesso liberado a não inscritos, pode ser visto aqui.







