segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Lula na Sapucaí: comoção na avenida marca homenagem. Artigo de Lourdes Nassif

 

Lula acompanhou o desfile no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro, junto com Janja, que desistiu de desfilar.

Do Jornal GGN:

    Foto de Tata Barreto

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Sambódromo, no Rio de Janeiro, foi uma mistura de comoção e crítica política. A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a primeira noite de desfiles e mobilizou tanto os aliados quanto os adversários em debate que extrapolou a avenida e se torna disputa narrativa.

“Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” foi o enredo escolhido pela escola, que narrou a trajetória pessoal e política de Lula, desde sua infância no Nordeste até a Presidência da República. A escola, estreante no Grupo Especial, trouxe alegorias vibrantes, elementos impactantes e referências à história recente do Brasil, com adversários políticos retratados de forma crítica.

Lula acompanhou o desfile no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro, junto com Janja, que desistiu de desfilar. Em determinado momento, Lula desceu à pista para beijar o pavilhão da escola, reforçando sua ligação com o tema.

A homenagem ao presidente provocou reações das mais adversas na oposição. Parlamentares do Partido Novo e de outras legendas ingressaram com ações na Justiça alegando propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder público, com argumento de que visibilidade do evento homenageando presidente em exercício em ano eleitoral, poderia configurar campanha disfarçada de celebração. O tema continua em debate.

Aliados do governo, por sua vez, afirmaram que a presença de Lula no desfile e a escolha do enredo foram manifestações legítimas da tradição carnavalesca de crítica social e narrativa histórica — um elemento clássico dentro da cultura do samba.

A princípio a primeira-dama Janja estava prevista para desfilar como destaque no último carro alegórico do enredo, mas ela optou por não entrar na avenida horas antes do desfile. A decisão, segundo sua assessoria, foi motivada pela vontade de permanecer ao lado de Lula durante a homenagem, além de evitar desgaste político diante da polêmica em torno do enredo.

Com a desistência de Janja, a cantora Fafá de Belém foi convidada para o lugar de destaque no carro alegórico.

Nas redes sociais, um coro de críticas à atuação da Rede Globo no desfile da Acadêmicos de Niterói. Evidenciaram que a emissora não mostrou o início, não fez descrição dos carros alegóricos e alas, nem comentou sobre a crítica social e política feita pela escola. Foi um show de nada para a Globo, enquanto as arquibancadas explodiam cantando o samba enredo.

O desfile reacendeu uma discussão antiga no Brasil sobre os limites entre manifestação cultural e política em eventos populares. Enquanto defensores argumentam que o Carnaval sempre foi espaço de crítica, sátira e expressão social, setores da oposição insistem que um enredo sobre um presidente em exercício, em ano eleitoral, rompe barreiras tradicionais, gerando riscos jurídicos e precedentes potencialmente preocupantes.

A homenagem da Acadêmicos de Niterói pode entrar para a história do Carnaval não apenas como espetáculo artístico, mas como um marco de como a política conflui com a cultura popular no Brasil — sobretudo em momentos de grande polarização nacional.

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Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN
lourdesnassifggn@gmail.com

Portal do José: LEI ELEITORAL NÃO PUNIRÁ LULA! BOLSONARISTAS SE ILUDEM! CENAS INCRÍVEIS! BANCO DE EDIR EM ESCÂNDALO

 

Do Portal do José:

16/02/26 -DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA DE NITERÓI MEXEU COM O BOLSONARISMO...
O CARNAVAL ESTÁ MUITO TRISTE...PARA O MUNDO PARALELO.



Desmascarando: DESFILE MOSTROU BOZO COMO BANDIDO PRESO E REVOLTOU BOLSONARISTAS; FLÁVIO RACHADINHA SE SALVOU

 

Do Canal Desmascarando:




🔥Imperdível!🔥Desfile COMPLETO da Acadêmicos de Niterói que transformou Lula em protagonista🔥

 

Da Mídia Ninja:




Do Portal do José: PIRARAM! BOLSONARISTAS CAUSAM CHUVA DE AÇÕES: LEI ELEITORAL, LULA HOMENAGEADO E BOZO RIDICULARIZADO!

 

Do Portal do José:

16/02/26 -DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA DE NITERÓI MEXEU COM O BOLSONARISMO... O CARNAVAL ESTÁ MUITO TRISTE...PARA O MUNDO PARALELO.



domingo, 15 de fevereiro de 2026

Com a direta, Malu Gaspar e a Globo, o retorno de práticas de manipulação da Lava-Jato com vazamentos contra ministros do STF em reportagem de Tatiane Correia para o GGN

 

Programa TV GGN 20 Horas afirma que vazamentos da PF e campanhas contra ministros do STF indicam ressurgimento de práticas da Lava-Jato

    Foto: Reprodução YouTube TV GGN

GGN.- O Brasil está assistindo ao ressurgimento de estratégias que marcaram a Operação Lava-Jato, como vazamentos seletivos de investigações, articulação entre setores da Polícia Federal e veículos de imprensa e campanhas de desgaste contra autoridades do Judiciário.

Segundo a análise apresentada no programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira (14/02), os principais alvos atuais seriam ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

De acordo com o programa, informações atribuídas à Polícia Federal vêm sendo divulgadas de forma seletiva, com foco em conversas e supostos relatórios envolvendo ministros da Corte.

Um dos pontos centrais seria um dossiê de cerca de 200 páginas relacionado a Toffoli, cujo conteúdo integral não teria sido tornado público.

Também foram divulgados trechos de uma suposta gravação de reunião reservada do STF. A origem desse material é questionada, lembrando que parte dos ministros participou por videoconferência, o que, em tese, permitiria a gravação por diferentes meios.

Na visão do jornalista Luis Nassif, os ministros estariam sendo “torpedeados mais pelas virtudes do que pelos vícios”, numa referência ao papel que tiveram na revisão de decisões e excessos atribuídos à Lava-Jato.

“Novo lavajatismo” e posições estratégicas

O programa apontou a existência de um “novo lavajatismo”, com atores em posições consideradas estratégicas.

Entre os nomes citados:

  • André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF;
  • Cármen Lúcia, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral;
  • O senador Davi Alcolumbre, citado como detentor de informações relacionadas ao Banco Master.

O programa também mencionou o papel da Associação dos Delegados da Polícia Federal e avaliou que a ausência de responsabilização por abusos cometidos durante a Lava-Jato teria criado um precedente institucional.

Banco Master e narrativa pública

Outro eixo central do debate foi o caso do Banco Master, cuja investigação teria origem na chamada operação Lagoinha. Segundo o programa, o foco dos vazamentos estaria direcionado a determinados personagens, enquanto outras conexões políticas e institucionais não estariam recebendo a mesma atenção.

Foi mencionado ainda que, durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil, o Banco Master teria sido autorizado a se integrar ao sistema financeiro nacional — ponto que, segundo o programa, não vem sendo explorado com a mesma intensidade na cobertura pública.

Para o programa, a combinação entre vazamentos, repercussão midiática e disputa institucional pode ter impacto direto no ambiente político em ano eleitoral, repetindo dinâmicas observadas no período que antecedeu as eleições de 2018.

Veja mais a respeito do assunto na íntegra do programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira:



Protestos públicos contra Trump que a grande mídia comprometida não mostra: P* de borracha CONTRA o ICE "SS GESTAPO" de TRUMP: PROTESTOS EM MASSA EXPÕEM ‘DITADURA’ NOS EUA

 

Do Canal Canadá Diário:



Vamos assistir às cenas chocantes dos protestos em massa contra o ICE de Donald Trump nos Estados Unidos, em Minneapolis, onde manifestantes jogam dildos em agentes e denunciam o avanço autoritário do governo sobre imigrantes e sobre a própria democracia americana. Neste vídeo você vai ver gritos de “Abolish ICE” “fora Trump” denúncias de estado policial, comparações com regimes autoritários do passado e uma população dizendo que “isso não parece os EUA”, tudo registrado por imprensa independente nas ruas.
Depois da reação, eu analiso o que está por trás dessas imagens: a política de perseguição a imigrantes, as operações violentas do ICE, o medo nas comunidades, e as novas medidas aprovadas no Congresso americano para dificultar o voto exigindo documentos e prova de cidadania, que podem tirar milhões de pessoas das urnas. Mostro como isso faz parte de um projeto maior de endurecimento, controle e supressão de direitos, e por que tanta gente fala em risco real para a democracia. Se você se interessa por política internacional, bastidores dos EUA, extremismo de direita, eleições, luta de imigrantes, protestos de rua e crítica social, esse vídeo é pra você. Assista até o fim, deixe seu like, comentário e compartilhe com quem ainda acha que “isso nunca poderia acontecer numa democracia consolidada”. Inscreva-se no canal para acompanhar mais análises, reações, explicações e conteúdos sobre política global, América do Norte, Brasil, direitos humanos e o avanço da extrema direita no mundo.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

TV GGN lança versão estendida de documentário sobre a Lava Jato de Moro Dallagnol - e seus abusos - com entrevista bônus de Lênio Streck

 

Do Jornal GGN:

Nova versão do documentário revela como o lavajatismo se tornou um imaginário autoritário que ainda ameaça as instituições brasileiras


O canal TV GGN, no Youtube, lança nesta quinta (12) uma versão estendida do documentário “A caixa-preta da Lava Jato” com uma entrevista bônus do jurista Lênio Streck. Na entrevista ao jornalista Luís Nassif, Streck descreveu a Lava Jato como um divisor de águas na história do Brasil, que desestruturou o sistema institucional e trouxe à tona um “Brasil profundo” que abalou as estruturas do poder.

Streck apontou que a operação foi uma construção decorrente de movimentos anteriores, como as jornadas de 2013, que fomentaram a “demonização da política”, culminando na invasão do sistema judiciário. Streck explicou que o sistema jurídico não possuía um “cordão sanitário” para se proteger contra o “ataque virótico autoritário” da Lava Jato, resultando em uma “fagocitose” que subverteu o sistema, exemplificada pela rebelião de tribunais inferiores contra decisões do Supremo Tribunal Federal e pela derrota simbólica do ministro Teori Zavascki para Sergio Moro, um juiz de piso que conseguiu apoio midiático para transformar a Lava Jato na maior operação de lawfare que o país já viu.

Streck enfatizou que o 8 de Janeiro de 2023 e o bolsonarismo são produtos do “lavajatismo”, e que a falha do sistema de justiça, do ensino jurídico e da comunidade jurídica em construir esse “cordão sanitário” contribuiu para a criação de um imaginário anti-institucional. Ele observou que uma geração de estudantes de Direito e outros “lavajatistas” passou a “odiar a Constituição” e as instituições. Além disso, a mídia, fundamental na construção da opinião pública, ficou “viciada”, fragilizando a esfera pública, e a radicalização das redes sociais criou uma “tempestade perfeita” para a ascensão da Lava Jato e do governo Bolsonaro.

O jurista alertou ainda que a Lava Jato não morreu, mas persiste como uma “ideia” e um “imaginário” que se mistura com a extrema-direita, críticas às garantias e o bolsonarismo, representando uma ameaça à democracia. Streck expressou pessimismo diante da desconstrução do processo iluminista, onde os direitos são vistos como um peso, e da ascensão de uma “neoplutocracia” que não se preocupa com a sobrevivência da humanidade, exemplificada pelas big techs que podem levar à “cretinização dos jovens” e à perda da cognição.

Assista abaixo à versão estendida do documentário “A caixa-preta da Lava Jato” com a entrevista bônus de Lênio Streck:




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Caso Epstein: um fantasma ronda as elites ocidentais - Pedro Costa Jr

 

Da TV GGN:

O cientista político Pedro Costa Jr comenta os desdobramentos da liberação de novos arquivos envolvendo o Caso Epstein e ressalta a origem dessa liberação de documentos.



Epstein, Trump, Elites aéticas e as eleições nos EUA e no Brasil em 2026, por Gustavo Tapioca

 

Caso Epstein reúne todos os elementos que a máquina de guerra informacional contemporânea exige: poder, sexo, dinheiro, elite, conspiração.

Do Jornal GGN:

    Reprodução vídeo

Epstein, Trump e as eleições nos EUA e no Brasil em 2026  

por Gustavo Tapioca

A avalanche de documentos nos Estados Unidos explode no ano eleitoral de 2026 como arma política de alto impacto. O escândalo pode não derrubar Donald Trump, mas pode incendiar a disputa pelo Congresso — e exportar para o Brasil o mesmo método de deslegitimação que a extrema direita precisa para tentar impedir a reeleição de Lula.  

A política como tribunal digital 

O escândalo Epstein volta ao centro da cena política americana no exato momento em que os Estados Unidos entram na disputa pelas eleições legislativas de 2026. A liberação de milhões de páginas, vídeos e registros reabre perguntas antigas e cria outras novas. Mas o impacto mais profundo não está apenas no conteúdo dos documentos. Está no modo como eles são utilizados. 

Quem ganha quando a política vira tribunal algorítmico? 

Em um ambiente saturado de informação, a lógica do poder se deslocou. Não vence quem prova: vence quem enquadra. Não domina quem investiga: domina quem viraliza. A avalanche documental não se transforma automaticamente em verdade pública. Ela se transforma em matéria-prima para disputa narrativa. 

O caso Epstein reúne todos os elementos que a máquina de guerra informacional contemporânea exige: poder, sexo, dinheiro, elite, conspiração. É combustível ideal para redes que operam com indignação permanente e suspeita contínua. Em 2026, esse combustível entra diretamente no motor da disputa eleitoral americana. E, certamente, no Brasil. 

A pergunta central deixa de ser apenas “o que é verdade?” e passa a ser “qual versão da realidade mobiliza mais”. 

Transparência radical 

A liberação massiva de documentos é apresentada como transparência. Mas transparência radical, sem mediação institucional, pode produzir o efeito inverso: excesso de dados, escassez de consenso. 

Mais informação não significa necessariamente mais verdade. Em um sistema de comunicação dominado por bolhas ideológicas e plataformas de alta velocidade, a avalanche documental fragmenta o debate público. Cada campo político extrai o que confirma sua narrativa. Cada influenciador transforma recortes em certezas. Cada rede amplifica o que gera engajamento. 

A transparência não resolve a disputa. Ela a intensifica. 

Nesse cenário, a prova vira meme. 
E o meme passa a valer mais que a prova. 

Congresso dos EUA: o campo decisivo 

As eleições legislativas de novembro de 2026 nos EUA decidirão se Trump governa com maioria, sob bloqueio institucional ou em confronto permanente com o Congresso. Esse é o ponto de inflexão real. 

Se aliados mantiverem ou ampliarem maioria, o escândalo tende a ser politicamente neutralizado. Se a oposição conquistar a Câmara ou o Senado, abre-se outra fase: investigações, audiências, pressão institucional constante e eventual tentativa de impeachment. 

Mas a equação é mais profunda. Um Congresso hostil pode conter o presidente. Ou pode levá-lo a radicalizar ainda mais. 

A pergunta que paira sobre Washington é direta: se perder o controle do Congresso, Trump governará sob contenção institucional — ou sob lógica de vingança política? 

A experiência recente indica que o caminho provável é o confronto. E o confronto permanente. 

O método como produto de exportação 

O escândalo Epstein não permanece dentro das fronteiras americanas. Ele alimenta um ecossistema global de narrativas políticas interligadas. O que se exporta não é apenas informação. É o método. 

Esse método já é conhecido: 

– saturar o espaço público com suspeitas contínuas; 
– dissolver a fronteira entre fato e insinuação; 
– transformar eleições em plebiscitos morais permanentes; 
– enfraquecer a confiança nas instituições; 
– converter crises em clima político constante. 

Redes transnacionais de extrema direita operam com repertório comum. Narrativas circulam entre Estados Unidos, Europa e América Latina. O que se testa em Washington repercute em Brasília. O que se testa em Brasília retroalimenta a polarização global. 

O escândalo não precisa ser importado literalmente para o Brasil. Basta que se exporte o método de disputa permanente. 

Brasil 2026: vencer ou desestabilizar 

O Brasil entra em 2026 com cenário de provável reeleição de Lula. Diante disso, a estratégia da extrema direita não se limita à vitória eleitoral. Pode incluir a produção deliberada de instabilidade. 

Se não for possível vencer, é possível deslegitimar. 
Se não for possível governar, é possível impedir governabilidade. 

A engenharia é conhecida: questionamento contínuo das instituições, produção de crises sucessivas, circulação de dossiês, mobilização permanente de suspeitas. Não é necessário provar. Basta insinuar. Não é necessário convencer a maioria. Basta manter a base mobilizada e o sistema em tensão constante. 

Nesse contexto, o caso Epstein funciona como símbolo poderoso. Ele reforça a narrativa de que todos são corruptos, todo sistema é fraudado e toda eleição é suspeita. É um discurso funcional para quem precisa transformar a política em guerra moral permanente. 

O objetivo pode não ser apenas derrotar Lula. 
Pode ser impedir que qualquer governo progressista tenha estabilidade para governar. 

A disputa real: legitimidade 

O escândalo Epstein pode ou não produzir consequências jurídicas diretas para Trump. Mas suas consequências políticas já estão em curso. Ele se insere em uma disputa mais ampla: a disputa pela legitimidade das instituições democráticas. 

Se o debate público se organiza em torno de suspeitas intermináveis e versões inconclusas, instala-se um ambiente de instabilidade permanente. A confiança nas eleições diminui. A autoridade institucional se fragiliza. O sistema político passa a operar sob tensão contínua. 

A democracia não precisa ser derrotada nas urnas para ser enfraquecida. 
Basta ser corroída pela desconfiança permanente. 

O escândalo Epstein pode não derrubar Trump. Mas pode consolidar um modelo de política baseado em crise permanente, guerra narrativa e deslegitimação sistemática das instituições. Esse modelo já demonstrou capacidade de circulação internacional. 

Entre Washington e Brasília, o que está em jogo não é apenas quem vence eleições em 2026. É o ambiente em que essas eleições ocorrerão. A extrema direita global já demonstrou que, quando não consegue vencer pelo voto, tenta inviabilizar o governo do adversário por outros meios: suspeita contínua, sabotagem institucional e guerra informacional permanente. 

Se a política vira tribunal algorítmico e a prova vira meme, a democracia não precisa ser derrotada formalmente. Basta ser envenenada no terreno em que ela opera. 

A questão central de 2026, nos Estados Unidos e no Brasil, é esta: 
a extrema direita precisa vencer nas urnas — ou basta transformar a democracia em um sistema permanentemente ingovernável? 

Gustavo Tapioca é jornalista formado pela UFBa e MA pela Universidade de Wisconsin. Ex-diretor de Redação do Jornal da Bahia. Assessor de Comunicação da Telebrás, Oficial de Comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do IICA/OEA. Autor de Meninos do Rio Vermelho, publicado pela Fundação Jorge Amado.