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terça-feira, 26 de novembro de 2019

A mídia manipulativa, diversionista, a morte de Gugu, o falso moralismo e Guedes, Moro e Bolsonaro que fazem ameaças de usar o AI-5 fascista para implantar reformas que os bancos e ricos querem



Do Canal do Portal do José:



Muitos acontecimentos nos últimos dias desviam o foco dos problemas mais graves do Brasil. Tempos enormes gastos com festividades e com a morte do apresentador Gugu. O Projeto de Lei do Ministro Moro e Bolsonaro é absurdo tecnicamente e irracional, do ponto de vista de sua funcionalidade. Toda a comunidade jurídica de pensadores sabe que a elevação de penas não diminui a criminalidade. Essa é uma forma míope e de certo modo, uma grande falácia . Essa pauta relacionada a discutir criminalidade sem abordar as suas reais causas se presta muito mais a desviar o foco dos principais problemas brasileiros do que ajudar a resolver um problema grave em nossa sociedade.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Réquiem para um país que poderia ter dado certo, por Vinícius Canhoto


,,O fim de uma vida, ainda mais quando esta foi longa, permite a nós, que estamos vivos, avaliar o passado, o presente e pensar no porvir. Porém, parece que as mortes mais recentes, ocorridas em meio aos combates cotidianos, impostos pela nova desordem, impõem uma dinâmica de guerra: os vivos morrem, são pouco pranteados e logo sepultados."



A violência da reprodução da vida e a luta contra o proto-fascismo que brota com força em nossa sociedade não têm nos permitido avaliar bem nossas perdas e chorar em paz nossos mortos. O fim de uma vida, ainda mais quando esta foi longa, permite a nós, que estamos vivos, avaliar o passado, o presente e pensar no porvir. Porém, parece que as mortes mais recentes, ocorridas em meio aos combates cotidianos, impostos pela nova desordem, impõem uma dinâmica de guerra: os vivos morrem, são pouco pranteados e logo sepultados. Ainda não avaliamos bem as incalculáveis perdas culturais e civilizatórias das mortes mais recentes.
João Gilberto era o maior artista brasileiro vivo e não só isso. Ele era o último sobrevivente maior de um ideário ou de um sonho de uma noite de verão, que foi a modernização do Brasil. João Gilberto representava um Brasil urbano, à beira-mar, que não era um mero reprodutor agrário exportador. Um Brasil criador, complexo e sofisticado que não precisava gritar para ser ouvido, que descobriu um tom singular e uma cadência peculiar para se expressar. João Gilberto e a bossa nova representavam o Brasil da segunda metade da década de 1950, um país aparentemente ingênuo e sonhador, que podia se encantar com as belezas naturais e com o amor. Não morreu apenas o gênio musical, morreu também um ideal cultural e civilizatório. 
Paulo Henrique Amorim morreu como o mais popular jornalista digital e de esquerda. E isso deve ser avaliado com calma e separadamente. Era um septuagenário que soube, como ninguém, dominar de forma individual as mudanças tecnológicas no campo da comunicação. Migrou com desenvoltura do jornal para a televisão, da televisão para a internet escrita e, por fim, para a internet audiovisual. Era um comunicador nato: criador de bordões, formulador de manchetes e personagens caricaturais, elaborador de populares sínteses políticas. Não bastassem essas virtudes técnicas, era um nacionalista de esquerda ou, como ele gostava de se definir, um trabalhista. Foi um pioneiro da mídia progressista. O site Conversa Afiada inspirou e encorajou muitos jornalistas a desenvolverem seus próprios trabalhos autônomos, contrapostos à mídia tradicional, a publicarem vozes controversas e dissonantes em um contra-discurso crítico às chamadas narrativas da imprensa corporativa, a mostrarem o caráter farsesco dos grandes meios jornalísticos, revelando o caráter manipulador e de classe destas instituições. Mais do que nunca conhecemos cada vez melhor (e sem ingenuidade de imparcialidade) a imprensa burguesa, popularizada por PHA na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista). 
Estas duas perdas culturais e civilizatórias, que tinham tão pouco em comum entre si, (talvez o temperamento contraditório, o talento e a dedicação ao ofício, a paixão pelo belo do Rio de Janeiro), eram vozes e ecos de um velho Brasil, contraditoriamente novo e moderno. Um Brasil jovem que podia ter sonhos e esperanças, um país que parecia que iria dar certo. Não sobreviveram ao Brasil atual, retrógrado, envelhecido, conservador e reacionário. Um Brasil que busca voltar a ser uma mera colônia agro-exportadora e escravocrata, que reproduz os valores da monocultura do boi, da bala e da bíblia, que é governado por uma burguesia burra, da rapina e do recalque, que de tão colonizada e inculta acabou por se reencontrar e reconhecer a si mesma no espelho na hedionda face de Bolsonaro. 
Vinícius Canhoto: escritor, doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Paulo Henrique Amorim: Moro, quem do Coaf vaza para a Globo?


  "O responsável (atual) pelo COAF é Roberto Leonel Lima, que trabalhou com Moro na Lava Jato, o que significa, que ajudou a desestruturar o PT, derrubar a Dilma, prender o Lula, desmoralizar os partidos políticos, desempregar mais de um milhão de trabalhadores - e eleger o Bolsonaro, que levou Moro para o Ministério!" - PHA



bessinha (1).jpg

No dia 2/I/2019 o presidente Bolsonaro transferiu o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) da pasta da Fazenda, do Primata  do tal neolibelismo para o Presidente da Justissa, o Minixtro Sergio Fernando Moro, o Imparcial de Curitiba.
O responsável pelo COAF é Roberto Leonel Lima, que trabalhou com Moro na Lava Jato, o que significa, que ajudou a desestruturar o PT, derrubar a Dilma, prender o Lula, desmoralizar os partidos políticos, desempregar mais de um milhão de trabalhadores - e eleger o Bolsonaro, que levou Moro para o Ministério!
Grande obra!
Naquela altura, a Cruzada de Moro era santa: libertar Jerusalém (o poder) dos Infiéis (os trabalhistas).
E, portanto, os fins justificavam os meios.
Por isso, Moro se vangloria de ter sido um vazador contumaz, para realizar a Santa Cruzada!
Valia vazar tudo.
Vazar para a Globo até uma conversa privativa de uma presidenta com um ex-presidente, o que, nos Estados Unidos, equivaleria a mandar para a cadeira elétrica um juizeco de primeira instância que entregasse à Fox o grampo de uma conversa do Trump com o Obama!
Agora, é um pouquinho diferente.
Bolsonaro é poder.
E o filhinho senador está preso nas algemas da Globo Overseas  (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção).
A Globo declarou guerra a Bolsonaro!
E a munição da Globo é precisamente o material sigiloso (quá, quá, quá,) do COAF do Dr Lima, e, portanto do Minixtro Moro.
Vazar documento sigiloso é crime.
Só não era quando era para derrotar o PT.
Mas, o PT já foi derrotado.
Vazar agora só pode ser para derrubar o Bolsonaro.
Quem vaza, Dr Moro?
É o Dr Lima?
É o senhor, vazador contumaz e auto-proclamado.
É alguém da sua confiança?
Da confiança do Dr Lima?
A resposta a essas perguntas está acima da sobrevivência do Governo Bolsonaro.
Isso é o de menos.
O general Mourao não nos faltará.
O problema é saber se todo cidadão brasileiro é refém do COAF!
PHA

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Paulo Henrique Amormin sobre todo o poder de destruição de Miriam Leitão dada, de caso pensado, pela Rede Globo




Seguem dois vídeos do Canal TV Afiada, de Paulo Henrique Amorim




O poder de destruição da Míriam Leitão é incomparável!

Nenhum jornalista tem à sua disposição tantas plataformas para disparar suas flechas.




A Rede Globo derrubou Dilma Rousseff, a Presidenta honesta.
Mas por que a Globo não conseguiu derrubar o presidente ladrão?


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Bom resumo da mentalidade dos paneleiros e coxinhas.... E nunca foi, de fato, pela corrupção, mas pelo ódio mortal de quem fez algo real pelo social....






Por que a classe média foi para as ruas?
Não foi contra a corrupção.
Foi pelo ódio ao PT.
Porque o Lula e a Dilma fundaram 18 universidades, contra... zero do FHC.
Se fosse contra a corrupção, a Avenida Paulista estaria lotada desde que os Golpistas assaltaram o poder!
Mas, as panelas estão em silêncio!
Assista à nova edição da TV Afiada e saiba mais!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Paulo Henrique Amorim e o 7x1 de Lula sobre Moro e a Rede Globo em Curitiba




 Lula ganhou de 7x1 em Curitiba. E não adianta a Globo e seus colonistas desmoralizados
tentarem mudar o resultado do jogo. Agora, é preciso tirar consequências políticas 
dessa vitória. Fonte: Contexto Livre

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Paulo Henrique Amorim e Jeferson Miola : Como Moro protegeu Temer de Cunha?



Precipício.jpg
O amigo navegante se lembra das referências ao "MT" nos grampos do Sérgio Machado e a escandalosa menção à grana acertada na salinha da Base Aérea de Brasília.
Bastaria isso para o Juiz Imparcial de Muritiba (que fica na Bahia e não no Paraná. Quá, quá, quá!) desconfiar do "MT", segundo a lista de alcunhas da Odebrecht.
Mas, não foi esse o caso...
Depois de demonstrar que Moro blindou Temer e a Rádio Navalha tratar da matéria com a usual sobriedade, o Conversa Afiada reproduz trechos de um artigo de Jefferson Miola:
​Por que Moro anulou as perguntas do Cunha sobre Yunes e Henriques?
Jeferson Miola

Num dos processos em que é réu na Lava Jato, Eduardo Cunha arrolou para testemunho de defesa, dentre outros, seu sócio golpista Michel Temer.
Em despacho de 28 de novembro de 2016, o juiz Sérgio Moro anulou 21 ​( !!! - PHA) ​das 41 perguntas preparadas por Eduardo Cunha para a oitiva de Temer: considerou treze “inapropriadas” ​(sic) ​e oito sem “pertinência​ (sic)​ com objeto da ação penal”.
No grupo das “impertinentes”, estavam as perguntas 35, 36 e 37, que se referiam a José Yunes – histórico dirigente do PMDB, super amigo de mais de meio século de Temer e assessor especial da Presidência que se demitiu do cargo ocupado no Planalto depois da publicidade da delação do diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho:
- 35: “Qual relação de Vossa Excelência [Temer] com o Sr. José Yunes”?;
- 36: “O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?”;
- 37: “Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”.
Cláudio Melo Filho detalhou que um dos pagamentos pedidos por Temer, de R$ 4 milhões, “ocorreu entre 10 de agosto e o final de setembro de 2014 na Rua Capitão Francisco,
​... ​Jardim Europa, sede do escritório de Advocacia José Yunes e Associados”.
As perguntas 31 e 34, consideradas “inapropriadas” por Moro, se referiam a João Augusto Henriques, empresário-lobista do PMDB que está preso desde setembro de 2015 por envolvimento na corrupção na Petrobrás:
- 31: “Vossa Excelência conhece o Sr. João Augusto Henriques?”;
- 34: “Vossa Excelência tem conhecimento se houve alguma reunião sua com fornecedores da área internacional da Petrobrás com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010, no seu escritório político na Avenida Antônio Batuira,
​..., ​em São Paulo/SP, juntamente com o Sr. João Augusto Henriques?”.
Na delação, o diretor da Odebrecht Márcio Faria citou João Henriques como participante de reunião no escritório de Temer, com a presença do próprio Temer, para acertar as propinas para o PMDB, tal como Cunha insinuou na pergunta 34, inclusive com a mesma riqueza de detalhes sobre data e local de encontros: em 2010, no escritório do Temer!
No despacho que justificou a anulação de mais da metade das perguntas do Cunha, justamente aquelas que incriminam Temer, Moro abdicou da condição de julgador e atuou como advogado de defesa, usando argumentos para proteger e absolver Temer por antecipação:
[1] “apesar da afirmação [de Cerveró] de que teria procurado o então Deputado Federal Michel Temer para lograr apoio político para permanecer no cargo de Diretor da Petrobrás, não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito ou mesmo que a conversa então havida tenha tido conteúdo ilícito” [sic]; e
[2] “não há qualquer notícia do envolvimento do Exmo. Sr. Presidente da República nos crimes que constituem objeto desta ação penal” [sic].
​(...) ​
Moro não age sempre com a mesma “parcimônia” processual
​ ...
​(...)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Paulo Henrique Amorim lança seu Manual Inútil da Televisão na próxima terça


Jornal GGN - Paulo Henrique Amorim, jornalista, blogueiro e apresentador de TV, lança na próxima terça-feira (22), em São Paulo, seu novo livro, intitulado “Manual inútil da televisão e outros bichos curiosos”.
O livro traz histórias que o jornalista reuniu ao longo de sua carreira, com episódios envolvendo personagens como Tom Jobim, Lula, Roberto Marinho, Marilyn Monroe, Dilma Rousseff, Collor, Galvão Bueno, Princesa Diana, Fidel Castro, Cid Moreira e William Bonner, entre outros. 
No ano passado, Paulo Henrique Amorim lançou o livro “O Quarto Poder”, que aborda a história dos meios de comunicação no Brasil, desde o período Vargas, passando pela ditadura militar, até a redemocratização e o período atual.
Assista aqui a entrevista de Paulo Henrique Amorim com o jornalista Luis Nassif, na ocasião do lançamento do “O Quarto Poder”. 
Serviço
Lançamento - Manual inútil da televisão e outros bichos estranhos, de Paulo Henrique Amorim
22/11 (terça-feira), às 19h
Na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis - Avenida HigienópoIis, 618 - São Paulo (SP)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PEC 241 não mexe em salário de políticos,de juízes, nas verbas bilionários para mídia e nos trilhões para banqueiros


Do Falando Verdades e Conversa Afiada:

pec-241-grafico

Enquanto a mídia faz a festa com o trem da alegria de aumentos de verba pública de até 3000%, como a Editora Caras ligada a VEJA (Leia), Temer prega um discurso de “cortes” mesmo com o aumento que o mesmo deu para a Justiça sem vetos esse ano (Leia) e sem mexer nos salários e benefícios de parlamentares, juízes, quem irá pagar a conta é o povo e principalmente sem Temer mexer nos 950 bilhões pagos em juros da dívida para banqueiros todos os anos, quem será sacrificado será o povo, a previdência, saúde e educação.
PHA Conversa Afiada
PHA: Eu vou conversar com Ronald dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Ronald, vocês elaboraram um documento que critica a PEC 241, por causa das ameaças ao Sistema Único de Saúde previsto na Constituição de 1988. Qual é a maior ameaça à saúde na PEC 241?
Ronald: É a morte do Sistema Único de Saúde, um sistema que salva milhões de brasileiros todo dia, um sistema do qual mais de 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente. Um sistema que atende a todos os brasileiros, um sistema que será liquidado.
Ele já vive há algum tempo na UTI em função do crônico subfinanciamento. Significa desligar os aparelhos. Significa a eutanásia do maior patrimônio que o povo brasileiro conseguiu contratar na Constituição de 1988.
Essa PEC congela os recursos por 20 anos. Simplesmente significa a liquidação do Sistema Único de Saúde. Justamente por iso que estamos chamando ela de “PEC da Morte”.
PHA: Você poderia dar alguns números a esses seus argumentos? Quanto significará, em subtração de recursos para a saúde, com o que você chama de “PEC da Morte”?
Ronald: Mesmo com essa “cortina de fumaça” dizendo que o congelamento só vai valer a partir de 2018 e em 2017 ainda vai ser 15% das receitas correntes líquidas… Mesmo com isso, em 20 anos, até 2036, significa uma retirada de 438 bilhões de reais da Saúde.
Isso do ponto de vista prospectivo, pra frente. Se nós fossemos analisar pra trás, se essa regra tivesse valendo há dez anos atrás: ao invés dos 100 bilhões que foram aplicados em 2015, seriam 69 bilhões. Ou seja, uma diferença de quase um terço do recurso aplicado. Isso significaria hoje menos UPAs, menos Farmácias Populares, menos transplantes, menos cirurgias oncológicas, menos SUS…
Em última análise: muito menos vidas pro povo brasileiro. É isso que significa a PEC. Mais do que números, são vidas. Quem perde uma vida, que seja uma vida, é 100%.
PHA: Qual é o serviço que o SUS presta hoje que será mais prejudicado com a PEC 241?
Ronald: As forças políticas que defendem esse passo pra trás defendem a tese do funcionamento de um sistema de saúde no qual quem determina as regras é o mercado. É o que nós vivíamos no Brasil até a Constituição de 1988. E nessa lógica, de Saúde como uma mercadoria, a organização do sistema centra-se no hospital, no médico e na doença.
Sendo que a gente vai retornar a essa ordem presidindo a atividade econômica de Saúde no Brasil, com certeza absoluta o que vai ser mais prejudicado será a atenção básica. A atenção primária. A atenção que resolve 80% dos problemas de saúde da população, com certeza será, a médio e longo prazo, a mais prejudicada, pois ela vai na contramão dessa lógica que estão tentando restabelecer. Ela parte da lógica que a Saúde se faz no território, com uma equipe multiprofissional, e o centro dela é na atenção primária, na primeira atenção, junto à comunidade, junto à família.
E, em particular, quem mais vai sofrer, do ponto de vista da gestão, serão os municípios que já estão super apertados, no sentido de um compromisso das suas receitas com Saúde.
PHA: Pensando em pessoas, tente identificar para nós do Conversa Afiada: quem são as pessoas que serão atingidas nessa descrição que você acaba de fazer, e situando nos municípios que já estão com seus orçamentos apertados, quem serão as maiores víticas dessa PEC que você chama de “PEC da Morte”?
Ronald: Aqueles que sempre mais precisaram da atenção do Estado: os idosos, as crianças, principalmente as mulheres, as periferias das grandes cidades, o campo, as minorias… Essas que o Sistema Único de Saúde tentou, através da integralidade e da equidade, atender ao longo desse último período. Essas pessoas serão, por certo, serão as mais prejudicadas e as que terão sérios prejuízos à atenção à sua saúde. Não tenho a menor dúvida que quem mais vai sofrer as consequências é, de fato, quem mais precisa.
E, no Brasil, são mais de 150 milhões de pessoas que dependem exclusivamente do SUS – exclusivamente do Sistema Único de Saúde! Isso não significa que os outros 50 milhões não dependam do SUS para consumir uma comida saudável, para consumir água tratada, não usem as campanhas vacinação, não usem os transplantes… É um sistema que nós temos que atende os 200 milhões de brasileiros – mas, particularmente, 150 milhões são exclusivamente dependentes desse sistema.
PHA: Nós noticiamos aqui no Conversa Afiada que o sistema Farmácia Popular corre sério risco, porque não estão sendo feitas renovações dos programas de farmácias com a Caixa Econômica Federal. Qual é o destino da Farmácia Popular nesse governo que nós chamamos assim, singelamente, de Golpista?
Ronald: Nós questionamos inclusive o Ministério da Saúde e a informação que temos é que isso foi em virtude de um contrato com a Caixa Econômica Federal que não tinha sido fechado. Mas a informação que nós recebemos é que foi fechado esse contrato com a Caixa e, pelo menos pra esse ano e para o próximo ano, está garantida a manutenção do Farmácia Popular.
Mas nós estamos falando de mudanças pra 20 anos. E, nesse orçamento, com essa proposta, com certeza absoluta não caberá a Farmácia Popular.
PHA: E o Mais Médicos?
Ronald: Quando você me perguntou qual que seria a área mais prejudicada, eu lhe afirmei que seria a atenção básica, a atenção primária, que é onde estão esses profissionais, é onde estão estruturando a presença desses profissionais. Eu não tenho dúvida que, presidindo novamente a lógica do mercado, a lógica da doença, o Mais Médicos será um processo desestruturado pelo subfinanciamento, pela falta de recursos.
PHA: O Mais Médicos pode acabar?
Ronald: Não tenho dúvida. Não só o Mais Médicos como também pode prejudicar ou causar grandes dificuldades à própria estratégia da Saúde da Família, que é algo que está há mais tempo e estruturando a atenção primária de Saúde no Brasil.
***
Em tempo: O Conversa Afiada reproduz nota técnica do Ipea sobre a PEC 241:

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cunha, o bandido golpista que foi traído por outros bandidos golpistas que lhe foram aliados fieis e que tentam "melhorar a imagem", foge do Traíra e ataca Moreira

Não presta mais nem pro Moro




Na briga de gangs, Dudu Valentão chegou todo garboso de amarelo.

Aí, se deparou com o mais forte, mais poderoso.

E preferiu ir pra cima do coitadinho, com remela no nariz, o mais fraco.

Na hora da morte, Eduardo Cunha poupou o 'Traíra' e culpou o 'Gatinho angorá'.

Numa coletiva logo após a derrota acachapante ele disse que a culpa era do "binômio Governo-Globo".

Logo ele que lutou furiosamente pela Globo no Marco da Internet.

É outro que aprende que a Globo não perdoa — não volta para pegar os feridos.

O Governo não é o Temer, ele esclareceu, atrás daquela pança pornográfica.

Mas o 'Gatinho angorá' que, lembrou ele, é sogro de Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Que o teria traído miseravelmente.

Mas vai delatar o Traíra?

Não, porque, segundo ele, quem delata é criminoso e ele não é criminoso.

O que fará o Cunha?

Vai escrever um livro para "contar tudo".

Quá, quá, quá!

Não tem caráter nem para entregar o sócio — segundo Ciro Gomes — , o Traíra.

Como perdeu a serventia, Cunha não serve mais nem ao Moro que vai dispensá-lo e a mulher de futuros transtornos.

E viva o Brasil e seus canalhas — sempre na vitória acepção do Dr. Tancredo.

Paulo Henrique Amorim
No CAf

domingo, 4 de setembro de 2016

Papa Francisco, de forma delicada mas clara, protesta contra o Golpe dos cínicos no Brasil


sabatella.png
A juíza Kenarik Boujikian Felippe, Letícia e conhecido peronista

Segundo o Globo Overseas Investment BV, o Papa Francisco avisou que não vem ao Brasil em 2017 , como previsto, e que é preciso rezar pelo Brasil, que vive "momento triste".
Como se sabe, o Papa condenou o Golpe, quando se encontrou com a Letícia Sabatella, aquela que foi agredida por golpistas nas ruas de Curitiba.
O Papa mandou carta reservada à Presidenta Dilma Rousseff, quando, também, chamou o Golpe de Golpe.
Como também se sabe, esse não é o Papa da elite brasileira.
A elite brasileira - a pior do mundo, segundo o Mino Carta, sendo a paulista a pior do Brasil - tinha outro candidato, o Papa da Globo: D. Odilo, cardeal de São Paulo, que fez campanha aberta pelo Padim Pade Cerra, em 2010.
O Padim, o místico da Móoca, na campanha em que foi surrado, acusava a Dilma de incentivar o aborto, quando se soube que a mulher dele, no Chile, tinha feito aborto.
Esse era o candidato do Papa da Globo.
E do Golpisto, provavelmente, in pectore...
O Papa Francisco é peronista, segundo o Stédile disse ao ansioso blogueiro.
Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Correção, Cássio Cunha Lima (o Cassado): O Golpe de Estado não nasceu nas ruas, mas num ato de chantagem do Eduardo Cunha



O senador Cunha Lima, líder absoluto do PSDB no Senado, que teve um pequeno problema com a chuva de dinheiro em João Pessoa, e foi flagrado pela Justiça eleitoral e teve que sair do Governo da Paraíba , esse notável Guardião da Ética Tucana, disse à Presidenta Dilma que o impeachment nasceu nas ruas!
Dilma reagiu.
Não, senador, o impeachment nasceu de uma vingança do Eduardo Cunha, que está solto.
E muitos dos que estão aqui hoje – ela disse –, adeptos do impeachment, ficaram muito felizes por tirar fotografias ao lado do Eduardo Cunha.
Cunha Lima, que não usava guarda-chuva, naquele momento, fez intervenção fora do microfone.
Dilma reagiu, sorrindo:
- É, senador, a vida é dura… senador…
Um desses que se orgulha de tirar foto com o Eduardo Cunha é o Kim Katiguri, colonista daFel-lha, que assistia à sessão do Senado, enquanto, também na plateia, ao lado do Lula estão Chico Buarque, Eugênio Aragão, Guilherme Boulos, João Vicente Goulart, João Paulo, do MST, Juca Ferreira, Aldo Rebelo, Renato Rabelo, Eleonora Menicucci.
É, senador Cunha Lima, a vida é dura…

sábado, 27 de agosto de 2016

Jessé Souza, Doutor em Sociologia e Escritor, faz uma radiografia do Golpe da Direita cínica em entrevista a Paulo Henrique Amorim



Da Gazeta do Povo
 
por José Carlos Fernandes
 
Os últimos seis meses foram de tormentas para o sociólogo potiguar Jessé Souza, 55 anos. 
Sua obra – até então festejada nos redutos acadêmicos – tem saído das estantes direto para
 as mãos daqueles que procuram uma explicação para o caos econômico e político em que 
se meteu o país. O que diz nem sempre agrada. Algumas polêmicas rendem réplicas e 
tréplicas nas páginas dos jornais, acrescidas de golpes baixos nas redes sociais e menções 
nas apaixonadas rinhas políticas da era Lava Jato. “Até agora, só me xingaram. Estou à 
espera de um debate de verdade”, provoca o autor de A tolice da inteligência brasileira, 
A ralé brasileira e de Os batalhadores brasileiros.

Entre suas teses que mexem com o juízo dos detratores está a de que o maior problema do 
Brasil não é a corrupção – como proclamam multidões em fúria, alguns decibéis acima do normal –, 
mas a desigualdade. Séculos de convivência com diferenças oceânicas entre ricos e pobres 
teriam naturalizado a violação de direitos mais básicos e o sistema de privilégios para o 1% de 
endinheirados. Nada de novo, não fosse o desdobramento de sua afirmação.


Para Souza, paralelo às redes de indignação o que pulsa é o desejo de desmanchar políticas sociais
 nascidas de diminuir as distâncias entre os brasileiros. Não vem de hoje. Foi assim com Vargas, 
com Jango e agora com Dilma. As classes médias, afirma, se rendem ao discurso moralizador 
sem perceber que estão sendo usadas pelos donos do capital. Julgando se diferenciar dos corruptos, 
nada mais estariam fazendo do que o jogo dos grupos que reivindicam um Estado que funcione 
a seu favor. Ao bater as panelas da moralidade, entende, os médios alimentam a ilusão de que 
estão mais próximos das elites, com as quais estabelecem um misto de admiração e
 ressentimento. “É uma relação sadomasoquista”, resume.

Jessé Souza – atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – esteve 
em Curitiba há duas semanas, para uma aula magna do curso de Direito da UFPR. As 200 
cadeiras do auditório do Prédio Histórico foram insuficientes para as fileiras de interessados
 em ouvi-lo. A maioria teve de se contentar com telões. É tudo novo para o pesquisador, 
mas não inesperado. Ao longo de 20 anos, ele se entregou a uma tarefa quase insana – desmontar 
olhar sobre o Brasil e os brasileiros cunhado por papas como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque 
e Raymundo Faoro, autores que a seu ver se prestam a reforçar, sem bases científicas, o
 sentimento de inferioridade nacional. Joga água fervendo em máximas como a do 
brasileiro cordial, dado a dar jeitinho em tudo e a levantar vantagem. “Essas ideias são
 construções que só servem para desencadear nosso complexo de vira-lata”.

Confira trechos de entrevista dada à Gazeta do Povo:

Como o senhor lida com as oposições raivosas a suas teses?

Foi difícil para mim no campo universitário, mas a rejeição, de algum modo, me deu força 
para continuar. Ainda não recebi nenhuma crítica argumentativa. Não houve debate. 
Ganhei foi xingamentos. Aguardo algo que seja de alto nível, o que o Brasil precisa 
muito nessa hora. Estamos diante de um ponto importante – saber como a questão 
da corrupção foi construída. Houve uma naturalização de que esse é o grande impasse 
do Brasil. Nosso complexo de vira-lata foi despertado.

Onde quer chegar?

Quero mostrar que é uma mentira o que os intelectuais e as ciências sociais dizem sobre o Brasil. 
Com raras exceções, o que afirmam é que o grande problema é a corrupção. Isso é uma 
manipulação. Nada prova que nosso país seja mais corrupto que os EUA. Minha tese: os intelectuais
 montaram uma tropa de choque para justificar a existência de menos de 1% de endinheirados, 
que mandam e desmandam na Nação. A corrupção existe em todo lugar, não é uma jabuticaba. 
O interesse em dramatizar o tema é um mecanismo dos mais ricos para imbecilizar a sociedade. 
Só as elites ganham nessa luta de classes invisível.

A Lava Jato seria a dramatização da corrupção...

A dramatização mais perfeita. Chamo de Nova República do Galeão, numa alusão à república montada no aeroporto [por oficiais da FAB, em 1954], acima da lei, acima da Constituição, criada em nome da limpeza do país, de conter o “Mar de Lama”...

No Brasil, existe um esquema do golpe, montado. Os componentes são os mesmos. A diferença 
do golpe que matou Getúlio Vargas e o que desencadeou o Golpe de 64 é que agora deixa de ser
 militar e se torna civil e jurídico. A função é a mesma – retirar o poder de qualquer partido que
 tenha alguma preocupação popular. Era o caso do Getúlio, do Jango, da Dilma.

O termo “golpe de direita” envelheceu?

Não usaria nesse caso categorias como direita ou esquerda. Diria que é um país em que meia dúzia 
de endinheirados mandam, compram parte do Congresso, põem a imprensa no bolso, fazem o que 
querem, como os grandes senhores de escravos. São espertos. Montaram uma tradição intelectual 
para legitimar esse modelo.

O tema da corrupção só entra em pauta no momento em que a elite econômica perde o controle do 
Estado. A classe média é a que mais se torna imbecil. É explorada por esse grupo e depois vai 
defendê-lo. Que diabos ganha? A classe média faz papel de tola. É explorada por juros, impostos, 
sai às ruas. Tem a ilusão de estar lutando pela moralidade, de ser mais decente.

É uma relação sadomasoquista, uma “gratificação substitutiva”, como diria Freud. Infantil, esse 
grupo imita os ricos, pelos quais tem ressentimento e admiração. É uma classe que se julga da 
Noruega. Preocupa-se com a morte das baleias, mas não se sensibiliza com a miséria a sua volta.

Se não é a corrupção, qual o nosso problema?

Nosso problema tem a ver com a classe de excluídos, que estudei em A ralé brasileira: quem é e 
como vive (2009). Uso o termo “ralé” para provocar e mostrar que a classe média que se diz 
guardiã da moralidade explora os excluídos. Usa-os para cuidar dos filhos, para comer pizza 
quentinha, matando dois motoboys por dia. Quero pôr a classe média no espelho: “Olhe o que 
você constrói, quem você abandona, bem você, que tira onda de campeão da moralidade”. 
A classe média vampiriza esses trabalhadores. É farisaica. E a imprensa é o braço principal 
dessa elite que nos dá sua dose de veneno midiático a cada dia. Dizemos que o problema é a
 corrupção, mas ao mesmo tempo mantemos uma das sociedades mais perversas e 
desiguais do planeta.

O senhor foi formado nas ideias de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Hollanda, Raymundo Faoro. 
Por que se estranhou com seus mestres?

Estudei esses autores com obsessão, dois-três anos cada um, quando estava na Alemanha, 
na década de 1990. Em especial o Gilberto Freyre. É o mais inteligente e o que mais me intrigou,
 por ser uma espécie de criador do Brasil moderno. Queria ter uma visão pessoal sobre o mundo 
e a sociedade brasileira. Até que me dei conta de que estava entrando na esparrela que o Freyre
 havia criado. Fiquei quase um mês paralisado. Meu projeto acabou ali. Só me restava fazer a 
crítica desse pessoal. Como os demais brasileiros, eu tinha sido educado para me ver como um 
povo vira-lata, emocional, que age pelo coração. Estava diante da chance de renovar e reinterpretar o Brasil.

Não somos tão filhos de Portugal quanto imaginamos...

Dizer isso faz parte do engodo. Virou senso comum. Algumas afirmações são ridículas, não existe 
outra palavra. Raymundo Faoro diz que a corrupção vem desde Portugal, mas não havia 
corrupção lá. Como o rei poderia roubar o que era dele? A noção de soberania popular, que nos 
permite falar em corrupção, começa dois séculos depois. A questão é que se acredita nisso. 
O que molda as pessoas são as instituições e a instituição principal do Brasil, a partir 1532, é a
 Escravidão – que não existia em Portugal. Os modelos de família, de Justiça, de política, de
 economia são montados pela Escravidão, aqui de maneira distinta de Portugal. Lá a Igreja 
era mais importante do que os senhores e limitava o poder senhorial. Já entre nós os senhores 
podiam tudo, o que se mantém até hoje, de alguma maneira.

Permita lembrar algo curioso – o que os operadores de telemarketing, uma das categorias que 
aparecem em suas pesquisas – têm a dizer sobre o Brasil?

Tratei desse grupo num livro específico [Os batalhadores brasileiros, 2012], ao estudar os que 
foram alçados de modo errôneo à chamada “nova classe média”. Queria compreendê-los. 
Percebi que estávamos diante de um fenômeno – o surgimento de uma nova classe trabalhadora, 
precária, a céu aberto, sem privilégio. O telemarketing tem a ver com as mudanças tecnológicas,
 com o desaparecimento de postos de emprego e com a exploração total do trabalhador. 
Os atendentes atuam em condições exaustivas. Retira-se tudo deles.

Como definiria o que chama de “nova classe trabalhadora”?

É pobre. A humilhação para essa gente é tão presente quanto a falta de dinheiro. 
É humilhada nos serviços públicos, mas também por nós. Mudamos de lado na rua 
quando os vemos. É um ser humano sem dignidade, esquecido, sem chances digna de 
enfrentar competição. O novo trabalhador foi montado para estar nessa situação. 
De positivo, a admirável resiliência. Com o pouco que lhe foi dado, dinamizou a 
economia, deu impulso ao desenvolvimento, como não acontecia havia 60 anos.
 Fico muito impressionado com a resposta que a população deu diante do pequeno
 estímulo que recebeu.

Nesse cenário, qual o papel das religiões evangélicas?

Importante. Esse povo não é só pobre, humilhado, visto de cima para baixo, sem chances...
 Tem a religião, que se confunde com a política e com a economia. As igrejas deram a esses
 pobres a autoestima. Fez deles irmãos de Jesus, filhos de Deus. O projeto lulista deu uma 
oportunidade a essas pessoas, mas a pregação evangélica também. Não se move a sociedade 
só por transferência de renda. A autoestima dada pelas religiões ajuda a reagir, a acreditar
 probabilidade de mudar no futuro. Nosso debate é limitado, muito centrado na renda e 
pouco na dimensão simbólica, justo a que determina como a gente reage.

Diz-se que na última década o desenvolvimento se deu à custa do consumo de carros
 pelos mais pobres, por exemplo, mas não da cultura. Concorda?

Diria duas coisas. Qual é o problema de os pobres começarem a consumir? Para pobres ou 
não, o consumo é parte importante da cidadania. Tem a ver com direitos. O acesso a bens de 
consumo torna a vida boa, agradável. Em segundo lugar, estudos do Ipea mostram que nos 
últimos dez anos modificou a maneira como as pessoas imaginam a vida. Vivemos uma pequena 
revolução, porque também aumentou o capital cultural, antes concentrado na classe média. 
Com mais consumo em geral, as famílias pobres expandiram seus horizontes. Investem mais 
em educação, passam a perceber o futuro, a pensar em como sair de onde estão.